“Vertical Man” – Ringo Starr

É o 11º álbum de estúdio de Ringo, lançado em 1998. O álbum serviu como a tentativa de Ringo de um retorno comercial após o enorme sucesso do projeto The Beatles Anthology. Ringo contou com a ajuda de muitos de seus amigos músicos para fazer Vertical Man, incluindo Scott Weiland, Brian Wilson, Alanis Morissette, Ozzy Osbourne, Tom Petty, Joe Walsh, Timothy B. Schmit, Steven Tyler e Paul e George Harrison. O engenheiro dos Beatles Geoff Emerick mixou as faixas, e Ringo e Mark Hudson serviram como produtores.


Ringo conheceu o compositor Dean Grakal em uma festa na véspera de Ano Novo de 1996, durante a qual discutiu sobre composições, com Grakal propondo que eles formassem uma equipe com Mark Hudson, a quem Ringo havia conhecido anos antes enquanto Ringo estava trabalhando. on Time Takes Time (1992). Ringo falou do processo de escrever em uma entrevista à revista Billboard: “Esta é a primeira vez que eu realmente me envolvo [no meu disco]. Antes, eu meio que escolhia as músicas de outras pessoas ou as músicas que outras pessoas tinham . “


Em fevereiro de 1997, Hudson e Grakal visitaram Ringo em sua residência em Beverly Hills para uma sessão de composição. O resultado dessa reunião foi uma música chamada “My Love”, que foi imediatamente renomeada para “Everyday” depois que Ringo comentou que Paul já havia usado o título. O quarteto seguiu-se com mais gravações no mês seguinte, em Whatinthewhatthe de Los Angeles? Estúdios. Lá os músicos gravaram duas faixas: “Mr. Double-It-Up” e “One”, o último dos quais, por folha de letra de Grakal, foi originalmente chamado de “All It Takes Is One”. Para essas sessões, Ringo tocou a bateria que ele usou durante seu tempo com os Beatles. Em meados de abril, Ringo e Hudson trabalharam em Vertical Man enquanto Ringo iniciava os ensaios de uma turnê. Antes de embarcar na turnê (que começaria em 28 de abril), Ringo gravou “I’ll Be Fine Anywhere”. Depois que a turnê terminou em 8 de junho, Ringo saiu de férias e retornou em julho. A gravação do álbum foi reiniciada no mesmo mês, em 20 de julho, com Ringo tocando com os Roundheads como banda de apoio.

Por Marina Sanches – @sancmarina

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BEATLES DIA A DIA

18 de abril de 1969

Os Beatles gravam “I Want You (She´s So Heavy)”.

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Fonte: The Beatles Diary.

Por Marina Sanches – @sancmarina

“Mr. Moonlight” – “Sr. Raio de Lua”.

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Em contraste com a faixa anterior, John abre essa canção com um grito desesperado de “Mr. Moonlight” (Sr. Raio de Lua). A interpretação dos Beatles dessa velha canção é bastante apaixonada. Surge aqui um órgão Hammond tocado de uma forma bastante peculiar e George mexe com um instrumento exótico: um velho tambor africano. Mais tarde ele optaria pelos instrumentos indianos.

Por Marina Sanches – @sancmarina.

“See Yourself” – George Harrison

Lançada em seu álbum de 1976 Thirty Three & 1/3. George começou a escrever a canção em 1967, quando era membro dos Beatles, em resposta ao clamor do público em torno da confissão de seu colega de banda Paul de que ele havia tomado a droga alucinógena LSD. O anúncio de Paul criou uma reação na imprensa semelhante àquela causada em 1966 pela declaração de John de que os Beatles eram mais populares que o cristianismo. Em sua forma final, as letras da música defendem a autoconsciência e a consideração pelas conseqüências de suas ações. Musicalmente, a composição contém mudanças incomuns na assinatura de tempo do padrão 4/4 para 9/8, enquanto as palavras musicais refletem a era de sua gênese ao recordar os temas primeiramente expostos nas faixas dos Beatles “Within You Without You” e “All You Need Is Love”.

George gravou “See Yourself” em seu home studio em Henley, Oxfordshire. A gravação apresenta o uso extensivo de instrumentos de teclado, interpretados por Billy Preston, Gary Wright e George, o último dos quais contribuiu com uma das partes proeminentes do sintetizador da faixa. Na capa do álbum, George dedicou a música a Paramahansa Yogananda, fundador da Self-Realization Fellowship e autor de Autobiography of a Yogi.

 

Por Marina Sanches – @sancmarina
Fonte: S.S.

LOVELY RITA METER MAID – Mulheres do parquímetro

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Nos Estados Unidos e Inglaterra existem aparelhos chamados parking meters (parquímetros) instalados junto ao meio-fio, que controlam o tempo que um carro permanece estacionado. Quem estaciona perto deles deve colocar um número determinado de moedas, de acordo com o tempo que vai demorar. O controle da operação é feito por moças, que são chamadas, na Inglaterra, de parking meter women (mulheres do parquímetro). Daí, Paul conta de onde surgiu lovely Rita:

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– Eu estava brincando no piano, em Liverpool, quando alguém veio e me disse que nos Estados Unidos as mulheres do parquímetro são chamadas de meter maids (mais ou menos de donzelas do medidor). Achei aquilo demais e criei “Lovely Rita Meter Maid”. Ia ser uma canção de ódio: ’You took my car away and I’m so blue today’ (você levou meu carro embora e estou tão triste hoje). Ninguém ia gostar dela. Depois achei melhor amá-la, ainda mais se ela fosse meio maníaca e andasse com a bolsa no ombro, com um jeito meio militar. Ela pisa forte, mas é legal.
Assim, Rita é adorável, apesar de controlar o estacionamento dos carros. O pente com papel foi usado para produzir o som “cha-cha-cha” (talvez, por falta de reco-reco na Inglaterra). O pianinho do meio da canção é feito por George Martin. No final, é Paul quem toca piano, num estilo jazzístico que seria repetido em “Magical Mystery Tour”. Logo que Rita sai de cena, o galo canta.

Por Marina Sanches