Arquivo mensal: junho 2013

BEATLES DIA A DIA.

29 de junho de 1978

Paul e Wings começam a gravar o álbum “Back to the Egg” no Spirit of Ranachan Studios na Escócia.

 

 

 

Fonte: The Beatles Diary.

BEATLES DIA A DIA.

27 de junho de 1997

Paul ensaia “Flaming Pie” e “Young Boy” no Riverside Studios em Hammersmith para apresentação no programa “TGI Friday”.

Paul McCartney on the Oprah show, 1997Paul 2000 1

 

 

 

 

Por Marina Sanches – @sancmarina

Fonte: The Beatles Diary.

BEATLES DIA A DIA.

27 de junho de 1964

Os Beatles se apresentam em Christchurch, Nova Zelândia. “A World Without Love”, gravada por Peter and Gordon, mas composta por Lennon e McCartney , alcança o 1º lugar nos EUA.

Beatles in New Zealand 1964 3Beatles in New Zealand 1964 4Beatles in New Zealand 1964 7Beatles in New Zealand 1964 1

 

 

 

 

 

 

Por Marina Sanches – @sancmarina

Fonte: The Beatles Diary.

BEATLES DIA A DIA

27 de junho de 1963

 

Billy J. Kramer with the Dakotas gravam “Bad to Me” e “I Call Your Name” de Lennon e McCartney no estúdios Abbey Road com presence de Paul.

 

 

Beatles,Billy J. Kamer and Susan Maughan. Billy J. Kramer - We love the Beatles.

 

 

 

 

 

Por Marina Sanches – @sancmarina

Fonte: The Beatles Diary.

 

PAUL McCARTNEY FALA SOBRE YESTERDAY E O REI DO POP.

Paul falando da parceria com o “Rei do Pop” e o imitando e  sobre a primeira apresentação solo, quando cantou “Yesterday” (música de sua autoria e grande sucesso do The Beatles) em um programa de TV dos EUA.

 

 

BEATLES DIA A DIA

25 de junho de 1967

O especial de TV transmitido mundialmente via satélite acontece com atrações de diversas partes do planeta. Representando a Grã-Bretanha, os Beatles são mostrados ao vivo gravando “All You Need Is Love” no estúdio nº 2 de Abbey Road. Entre os presentes na ocasião: Mick Jagger, Marianne Faithfull, Keith Richard, Keith Moon (fazendo percussão ao lado de Ringo), Eric Clapton, Patti Harrison, Jane Asher, Mike McCartney, Graham Nash, Gary Leeds e Hunter Davies.

 

 

Fonte: The Beatles Diary.

MAIS ALGUNS CONHECIMENTOS BEATLES.

Como disse anteriormente quando iniciei essas postagens no Blog, encontrei quatro volumes da revista SOM 3 que é um pouco mais de conhecimento sobre os Fab Four, sei que hoje em dia há muitos meios de sabermos tudo sobre nossos amados Beatles, também sei que nem tudo que se fala é o que realmente aconteceu, mas para se saber o que realmente aconteceu só falando com os próprios não é mesmo, com certeza sempre haverá alguém interessado, pois tem muita gente como eu que mesmo tendo a internet que pode nos fornecer informações,  gostamos de ler e saber tudo sobre Beatles, mesmo quando é reprise, digo isso porque já fui muito criticada por repetir postagens de vídeos e informações sobre os Beatles, então agora posto em alguns grupos apenas poucas informações, me dedico mais ao meu grupo e página do Facebook e agora ao Blog que estou adorando, onde não me criticam e só me fazem bem e sei que gostam do que faço porque muitos me falam coisas maravilhosas, muito obrigada, espero que curtam mais esses conhecimentos que estou compartilhando agora.

A revista fala de alguns discos e das músicas quem tocou, quem foi o vocalista e tudo mais, detalhes de cada música, por isso será postado junto o vídeo da música a que se refere o comentário e os detalhes ok, e um pouco sobre os Beatles, postarei em partes e depois de postado tudo será compartilhado com meu grupo e página no Facebook, o 1º Volume se referia ao Álbum Branco o 2º Volume sobre Magical Mystery Tour.

As fotos são da capa e do pôster da revista.

REVISTA SOM 3

2º VOLUME – A HISTÓRIA DE CADA DISCO.

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A verdade sobre a frase de John Lennon “Eu enterrei Paul”.

O delírio do Magical Mystery Tour.

MAGICAL MYSTERY TOUR.

O SONHO COLORIDO DE UMA VIAGEM.

Esse álbum traz, no lado 1, a trilha sonora do filme Magical Mystery Tour, feito pelos Beatles para a TV. Foi o primeiro trabalho do grupo após morte de Brian Epstein e quem se encarregou do projeto foi seu idealizador.

Paul McCartney:
– Não nos preocupamos com o fato de não sabermos nada sobre cinema. Descobrimos, algum tempo atrás, que não se precisa de conhecimento prévio para fazer nada nesse mundo. Basta ter sensibilidade.

O resultado é uma série de belas imagens refletindo a onda psicodélica da época. Mas falta uma seqüência lógica, já que o filme não teve nem roteiro nem direção, e isso ofendeu os pruridos de alguns críticos. Trata-se da história de uma viagem de ônibus que sofre uma interferência mágica, surgindo, então, personagens e situações irreais, que só poderiam ter saído da imaginação dos quatro.

Paul, que estava tentando substituir Brian na orientação do grupo, envolveu-se profundamente com o trabalho e fez praticamente sozinho toda a montagem. Mas a crítica foi implacável: pela primeira vez, encontrava motivos para condenar quatro gênios, até então infalíveis. Na verdade, os críticos não levaram em conta o fato de ser a primeira experiência cinematográfica do grupo e exigiram uma perfeição a altura de sua produção musical, como se fossem veteranos no cinema. Paul ficou bastante magoado; mas não perdeu o humor ao responder as críticas:

– Achamos que o título já explicava tudo. Não havia roteiro nem planos definido… Adoramos a fantasia e tentamos criá-la no filme. Mas foi tão ruim assim, em comparação com o texto da programação de Natal? A mensagem da rainha não foi nenhuma obra de arte.

A idéia do filme surgiu pela primeira vez em março de 67, mas as filmagens só começaram em setembro. Estreou na BBC TV no Natal e deveria ser apresentado nos Estados Unidos, mas devido ao fracasso de crítica, a TV norte americana NBC cancelou o contrato de 1 milhão de dólares. O filme não foi veiculado na TV brasileira porque uma das exigências para sua exibição era a existência do sistema de TV em cores, que ainda não tínhamos na época. Mas Magical Mystery Tour delicia até hoje, as platéias das salas especiais em que é apresentado entre nós.

A trilha sonora foi lançada na Inglaterra em dois compactos duplos, acompanhados por um livreto, em dezembro de 67. O álbum, portanto, saiu primeiro nos Estados Unidos, e só chegou ao Brasil depois do relançamento, em 76.

O lado 2 traz canções que haviam sido lançados em compactos.

Assim, todas as gravações editadas pelos Beatles em 1967 estão contidas nesse álbum e no Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band.

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MAGICAL MYSTERY TOUR.

Inglaterra: 19/11/67; Estados Unidos: 27/11/67; Brasil 12/76.

Lao 1:

1 – Magial Mystery Tour

2 – The Fool on the Hill

3 – Flying

4 – Blue Jay Way

5 – Your Mother Should Know

6 – I Am the Walrus

Lado 2:

1 – Hello Goodbye

2 – Strawberry Fields Forever

3 – Penny Lane

4 – Baby You’re a Rich Man

5 – All You Need is Love

MAGICAL MYSTERY TOUR

(Lennon-McCartney)

John Lennon: Violão e backing vocal.

Paul McCartney: Baixo, piano e vocais principais.

George Harrison: Guitarra solo e backing vocal.

Ringo Starr: Bateria e pandeiro.

Músicos de estúdio: Três trompetes.

Abertura triunfal para a história de uma viagem mágica, de acordo dom a intenção de Paul de fazer com que essa faixa lembrasse um comercial de TV. É ele que faz os vocais principais, enquanto John e George “respondem” no backing vocal.

O estéreo foi usado brilhantemente para dar idéia do movimento do ônibus, através da colocação estratégica de vozes e demais sons nos dois canais. O uso do piano e dos trompetes cria um clima jazzístico que alguns comparam com “Penny Lane” e “Lovely Rita”, especialmente no final da faixa.

“THE FOOL ON THE HILL”

(Lennon-McCartney)

John Lennon: Harmônica e maracas.

Paul McCartney: Piano, flautas, vocais solo.

George Harrison: Guitarra solo e hamônica

Ringo Starr: Cimbalo

Cimbalo

Paul faz sozinho os vocais e se acompanha nos pianos e nas flautas. John e George tocam harmônica, Ringo entra com o cimbalo e George também toca no fundo a guitarra solo. É mais uma balada bem ao estilo de Paul McCartney, semelhante a canções “yesterday” ou “Michelle”. Tornou-se mais um de seus clássicos, tendo sido gravado por vários músicos em diferentes versões. A beleza dessa faixa se deve, em parte, ao fato deles conseguirem um acompanhamento tão bonito com tão poucos e tão simples instrumentos. No filme, ela toca durante os devaneios de Paul, quando ele se vê numa montanha, tornando-se o próprio fool on the hill (ou bobo na montanha).

FLYING.

(Lennon-McCartney)

John Lennon: Mellotron e vocais.

Mellotronmellotron

Paul McCartney: Guitarras diversas e vocais.

George Harrison: Guitarra diversas e vocais.

Ringo Starr: Bateria, maracás e vocais.

Foi a única vez em que os quatro fizeram uma música juntos. Também é apenas a segunda vez que gravam uma faixa instrumental.  A primeira havia sido em 1961: “Cry for a Shadow”, uma parceria de George e John. Em “Flying”, John toca o tema principal no mellotron e Paul e George o acompanhamento tocando diversos tipos de guitarra. Um corinho sem palavras entra no fim e é feito pelos quatro. A faixa termina com efeitos sonoros, ruídos irreconhecíveis e fitas passadas de trás pra frente. Tudo isso foi feito por John e Ringo, numa prévia do trabalho que John desenvolveria em seu álbum Two Virgins. Sobre essa faixa, já se disse até que é um fundo musical perfeito para um striptease.

BLUE JAY WAY

(George Harrison)

John Lennon: Pandeiro

Paul McCartney: Baixo e backing vocal

George Harrison:  Ógão Hammond, vocal principal e backing vocal

Ringo Starr: Bateria

Músico de estúdio: Violoncelo

George fez essa música para contar o que aconteceu com Derek Taylor (assessor de imprensa dos Beatles): ele se perdeu a caminho da casa onde George estava hospedado, em Los Angeles, por causa da neblina.

– Derek telefonou pra dizer que ia chegar atrasado e eu disse pra ele que a casa era em Blue Jay Way, e ele disse que ia achar fácil, que podia perguntar a um guarda – Conta George.

E é mais ou menos isso que diz a letra. É a única faixa que utiliza phasing. Trata-se de um recurso eletrônico que se consegue tocando a gravação em dois gravadores com uma pequena diferença de tempo entre cada uma. Os dois canais com os vocais de George, o som de seu órgão Hammond e da bateria de Ringo estão sob o efeito phasing o tempo todo. Isso é mais uma demonstração da habilidade de George Martin, pois a tendência desse efeito é desaparecer depois de um tempo. No fundo, pode-se ouvir o som do violoncelo, juntamente com efeitos eletrônicos e gravações de trás pra frente.

YOUR MOTHER SHOULD KNOW

(Lennon-McCartney)

John Lennon: Órgão e backing vocal.

Paul McCartney: Baixo, piano, backing vocal e vocal solo.

George Harrison: Pandeiro, table e backing vocal.

Ringo Starr: Bateria.

Paul dá mais uma demonstração de sua paixão pelo estilo dos anos 20-30 (a anterior foi “When I’m Sixty Four”). Uma musiquinha gostosa, num estilo antigo que, como diz o título, sua mãe deve conhecer. É Paul que faz os vocais principais, acompanhando John e George nos backing vocals. No final, George toca sua tabla indiana. Aqui também se joga com estéreo: no primeiro verso, as vozes estão no canal esquerdo, passam para o direito no segundo verso e voltam ao esquerdo para terminar.

I AM THE WALRUS.

(Lennon-McCartney)

John Lennon: Mellotron e vocais principais.

Paul McCartney: Baixo e backing vocal.

George Harrison: Pandeiro e backing vocal.

Ringo Starr: Bateria.

Músicos de Estúdio: Oito violinos, quatro violoncelos, três metais.

Coro: Seis meninos e seis meninas (crianças do coral Michael Sammes).

Depois da alegre canção da mamãe, vem uma das faixas mais estranhas que os Beatles já gravaram. Trata-se de mais um jogo de John Lennon. A letra não faz muito sentido e costuma ser comparada aos livros de John (In His Own Words e Spaniard in the Works). É ele que faz os vocais principais e toca a abertura no mellotron. Depois, entram os oito violinos e quatro violoncelos, junto com Ringo na bateria. A letra cria um efeito sonoro bonito, embora não tenham muito significado expressões como “sentado num floco de milho”, “sardinha de semolina”, “pingüim elementar” – entre outras não menos absurdas. Mas John parecia mais preocupado com o som do que o conteúdo e chegou a contar numa entrevista:

– Dylan sempre me dizia: ‘Presta atenção nessa letra’. Até que eu disse pra ele: Não me atrapalha. Eu ouço o som, o som total da coisa.

Talvez a letra de “I Am the Walrus” servisse apenas para completar a colagem de sons em que resulta essa faixa. A partir da frase “yellow matter custard”, entram três metais, várias vozes e sons provenientes de um rádio ligado na mesa de gravação. A música dá uma parada, ouvem-se mais fortes as oscilações do rádio e a música recomeça.

Conta a lenda que o som do rádio encaixou, por coincidência, duas vezes seguidas na letra. Depois que John disse “I am the egg man” (sou o homem-ovo), o locutor do rádio disse “Are You, Sir?” (o senhor é, cavalheiro?). John, em seguida, diz “They are the egg men” (eles são os homens ovos) e o locutor: “A man may take you for what you are” (um homem pode entender você pelo que você é).

Conta-se, também, que foi John que teve a idéia de ligar o rádio na mesa de gravação e que os sons e vozes ouvidos ao fundo são produzidos por ele mexendo no dial. Além de todos os ruídos, há um coral de doze crianças e, para finalizar, John sintoniza o rádio numa peça de Shakespeare.

Essa gravação teve quatro edições distintas, com pequenas diferenças a partir da mixagem além dessa do álbum, há um compacto norteamericano, os compactos duplos ingleses e uma coleção de 8 álbuns (The Beatles Box). Em algumas, o mellotron inicial repete o tema 4 vezes em outras, 6 vezes.

HELLO GOODBYE

(Lennon-McCartney)

John Lennon: Guitarra solo, órgão e backing vocal.

Paul McCartney: Baixo, piano, conga, bongo, vocais principais e backing vocal

George Harrison: Guitarra solo, pandeiro e backing vocal.

Ringo Starr: Bateria e maracs.

Músicos de estúdio: Duas violas.

Essa é a única faixa do Lado 2 (vinil) que foi usada na trilha sonora de Magical Mystery Tour, e foi lançada em compacto (com “I Am the Walrus”) 3 semanas antes do lançamento inglês da trilha (em compacto duplo). Paul faz os vocais principais e acompanha John e George nos backing vocais. No trecho instrumental que há no meio da faixa, tem-se a impressão de muitos instrumentos mais do que há na verdade, graças ao arranjo magistral, John toca órgão perto do final, a música dá uma paradinha e recomeça numa batucada (britânica) em que Paul entra com bongos e congas. A letra lembra o estilo das primeiras canções românticas do grupo, mas, musicalmente, é infinitamente mais rica. O resultado é belíssimo.

STRAWBERRY FIELDS FOREVER

(Lennon-McCartney)

John Lennon: Guitarra solo, cravo, vocal solo.

cravo

Paul McCartney: Baixo, piano, bongo e flauta.

George Harrison: Guitarra solo e tímpano.

Ringo Starr: Bateria

Mal Evans: Pandeiro

Philip Jones: Trompete alto.

Músicos de estúdio: Dois violoncelos e dois metais.

Strawberry Fields (que significa plantações de morango) é um orfanato do Exército da Salvação, localizado em Londres, perto de Penny Lane e os Beatles queriam imortalizá-lo. Na verdade, a falta de nexo dessa letra era mais uma charada de John ou, então, referia-se a viagens com ácido, tão em moda na época. Essas são apenas algumas das conjecturas feitas pelos beatle-intérpretes sobre essa canção. Eles devem estar queimando a cabeça até hoje, pois “Strawberry Fields Forever”, lançada em compacto junto com “Penny Lane” em fevereiro de 67, é mais um mistério insolúvel criado pelos Beatles.

O compcto com as duas canções foi um aperitivo para o Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band e Paul explicou que “Strawberry Fields” era mais um quebra-cabeças em que foram juntando trechos, palpites de amigos, experiências, idéias, até acharem que estava bom.

– Quase todas as nossas composições são feitas assim. A não ser quando queremos músicas simples, como “When I’m 64” ou “Fixing A Hole”.

Eles fizeram a primeira gravação, mas John não ficou satisfeito, dizendo que queria algo mais onírico. Refizeram com um arranjo de cordas e John gostou de uma parte da primeira versão e de uma parte da segunda. O problema é que as gravações haviam sido feitas em andamentos e tons diferentes. George Martin precisou dar uma demonstração de sua habilidade para conseguir juntar as duas: reduzindo a velocidade da primeira, fez a fusão com apenas uma ligeira diferença de tom. O resultado foi uma bela distorção na voz, considerada um efeito bastante vanguardista na época.

Além das divagações sobre as letras, os intérpretes descobriram uma mensagem em código morse logo depois da primeira frase, significando as letras J e L. E também se criou polêmica em torno de uma frase que John diz no final: “cranberry sauce”, que significa mais ou menos pasta de morango. Mas os que queriam provar a morte de Paul ouviam-no dizer “I buried Paul” (eu enterrei Paul). E é o próprio “enterrado” que esclarece:

– Não era “I buried Paul” nada disso. John estava dizendo “cranberry sauce”. Ou seja, era o fim das plantações de morango… Se você não percebe que John é capaz de dizer “cranberry sauce” na hora que sente vontade, ai você fica ouvindo uma palavrinha estranha ali e diz… AHA!

PENNY LANE

(Lennon-McCartney)

John Lennon: Piano e vocalização.

Paul McCartney: Contrabaico, flauta e vocais principais.

George Harrison: Conga e sineta.

Ringo Starr: Bateria.

George Martin: Piano

David Mason: Trompete Piccolo.

Philip Jones: Trompete.

Penny Lane é um terminal de ônibus em Londres, aparentemente sem nada de especial, mas que ficou famoso graças a essa canção. Paul explica:
– Uma parte é real, uma parte é nostalgia de um lugar genial, com céu azul de subúrbio, do jeito que a gente se lembra e ainda existe. E também colocamos umas piadas: “Four of fish and finger pies”. As mulheres jamais ousariam dizer isso, a não ser para si próprias.

E nós explicamos: “four of fish” seria um pedido feito por alguém (provavelmente uma mulher) num mercado, significando quatro pences (centavo inglês) de peixe; mas “finger pies” não é torta de dedos, embora essa seja a tradução literal; trata-se, na verdade, de uma gíria usada entre os rapazes de Liverpool para designar o órgão sexual feminino (dá para imaginar o que os jovens faziam em Liverpool na época em que Paul era adolescente).

Paul faz os vocais principais, toca baixo e flauta. George Martin e John entram com o piano, e os trompetes são tocados por dois músicos da Orquestra Sinfônica de Londres. Os discos que foram distribuídos nas rádios norte – americanas e canadenses possuíam sete notas de trompete no final que foram, depois, cortadas nos discos distribuídos comercialmente. Assim, os exemplos das rádios se tornaram raridades valiosíssimas para colecionadores.

BABY YOU’RE A RICH MAN.

(Lennon-McCartney)

John Lennon: Clavioline, piano e vocais principais.

Clavioline

Paul McCartney: Baixo, piano e vocalização.

George Harrison: Pandeiro e matacas.

Engenheiro de estúdio:Vibrafone.

Essa música é o resultado da união de duas canções: “One of the Beautiful People”, de John (seria usada num segundo volume do Sgt. Pepper’s que nunca aconteceu); e “Baby You’re a Rich Man”, escrita por Paul. Consta que teriam sido gravadas as duas, mas jamais lançadas. Só houve edição oficial da união das duas, com o título da canção de Paul, primeiro em compacto, do Lado B de “All You Need is Love”. A intenção inicial era colocá-la no álbum que traz a trilha sonora do filme Yellow Submarine, da qual ela faz parte. John faz vocais da primeira parte e une-se a Paul e George no corinho.

Também é John que toca um estranho dispositivo chamado clavioline, produzindo o som semelhante à gaita que se ouve de vez em quando. Trata-se de um tipo de teclado, capaz de tocar apenas uma nota de cada vez.

ALL YOU NEED IS LOVE.

(Lennon-McCartney)

John Lennon: Cravo e vocais principais.

cravo

Paul McCartney: Contrabiaxo, e backing vocal.

George Harrison: Violino, guitarra solo e backing vocal.

Ringo Starr: Bateria.

George Martin: Piano.

Coro: Inclui Mick Jagger, Keith Richard, Keith Moon, Marianne Faithfull e Gary Brooker.

Músicos de Studio: Quatro violinos, dois violoncelos, dois trompetes, dois trombones, dois saxofones e um acordeom.

Essa gravação foi transmitida para todo o mundo pela televisão. A BBC convidou os Beatles para representarem a Inglaterra num programa internacional chamado Our World (Nosso Mundo). A idéia era mostrar a gravação dessa música ao Vivo, mas nem tudo foi ao ar diretamente. Uma parte foi gravada mais cedo, no mesmo dia, e entrou no ar em playback, enquanto os quatro tocavam seus instrumentos de sempre. Todo o resto (vocais, corinho, parte orquestral) foi gravado ao vivo, diante de cerca de 200 milhões de telespectadores espalhados por todo o mundo (mais uma vez, o Brasil ficou de fora).

Há uma outra gravação desta mesma canção, feita durante os ensaios para a transmissão, e que foi colocada no álbum Yellow Submarine. Na véspera do programa, os Beatles resolveram que deveriam lançar o compacto logo em seguida. Depois de gravado (e transmitido ao vivo), John regravou os vocais e, algumas semanas depois, o compacto estava à venda em (quase) todo o mundo. Os Beatles solicitaram à orquestra que se apresentasse de terno branco. Convidaram alguns amigos para o coro e queriam um gostinho de internacionalismo – já que era para o mundo inteiro ver. George Martin foi quem sugeriu que abrissem com a “Marseillaise” (hino nacional da França, considerado um dos mais belos) e terminassem com “In the Mood” de Glen Miller, e “Greensleeves”, uma canção tradicional inglesa. A EMI teve que pagar os direitos autorais pelo uso de “In the Mood”, pois utilizaram a versão original.

A primeira parte que os Beatles gravaram para “All You Need is Love” durou 10 minutos e incluía John no cravo, Paul no contrabaixo, George no violino e Ringo na bateria. Para a transmissão, Paul e George tocaram suas guitarras, Ringo ficou na bateria e John apenas cantou. A orquestra, formada por 13 músicos, foi conduzida pelo maestro Mike Vickers. George Martin aparecia no piano e, no final, Paul entrou com um trechinho de “She Loves You”. A gravação ficou com 6 minutos, mas acabou sendo editada com quatro.

A transmissão aconteceu no dia 25 de junho de 1967 e o disco, que se tornaria o hino de uma geração com sua mensagem pacifista (a letra diz que é possível se fazer qualquer coisa, desde que seja com amor), chegou às lojas inglesas no dia 7 de julho.

OBS: A pessoa que fez essa matéria da Som Três diz que John entrou com um trechinho de “She Loves You”, mas quando ouço o disco (digo disco porque tenho o vinil) é vóz do Paul e no vídeo também por isso digitei Paul, mas também ouvi um vídeo com a vóz do John.