Arquivo mensal: julho 2013

BEATLES DIA A DIA

25 de julho de 1968

George grava sozinho a versão acústica de “While My Guitar Gently Weeps” com voz e violão. Consta que John Lennon teria se emocionado ouvindo esta versão.

 

 

Fonte: The Beatles Diary.

BEATLES DIA A DIA

25 de julho de 64

O LP “A Hard Day’s Night” assume o 1º lugar na Inglaterra. Posição que estava sendo ocupada pelo LP “Rolling Stones”. A Billboard comenta que o disco “A Hard Day’s Night” já vendeu cópias suficientes para cobrir todos os custos filmes. Um recorde. George aparece ao vivo no programa Jukebox Jury da BBC-TV e Ringo grava participação para futura exibição.

2f2a7-sete5d0a-chaplin89f54-corre0375c-filmandoA Hard Day's Night (2) A Hard Day's Night

 

 

 

Por Marina Sanches – @sancmarina

Fonte: The Beatles Diary.

 

A RELAÇÃO DOS BEATLES COM O CAVERN CLUB

A RELAÇÃO DOS BEATLES COM O CAVERN CLUB

15 de maio de 2013 · by  · in Beatles. ·
Em 1957, a banda de skiffle de John Lennon, o Quarrymen, estava em busca de apresentações e decidiram nomear Nigel Walley, amigo de infância de John, como empresário do grupo. Durante o dia, Nigel trabalhava como aprendiz de golfista profissional. No clube de Lee Park ele conheceu um médico chamado Sytner e acabou descobrindo que seu filho, Alan, estava prestes a inaugurar um clube de jazz no centro de Liverpool. As instalações ficavam no porão de um antigo armazém de frutas e verduras em Mathew Street e iria se chamar The Cavern. Alan Sytner concordou em agendar o Quarrymen para uma apresentação em companhia de outros grupos locais. Logo em seu primeiro contato, o Cavern se revelou um ambiente completamente hostil, com fervorosos fãs de jazz. Eles costumavam tolerar o skiffle, por sua semelhança com o blues e o folk, mas eram fielmente contra o rock. Porém, apesar da divulgação como um grupo de skiffle, John insistia em seus números de Elvis e Fats Domino, que provocavam um silêncio repugnante vindo da platéia. Nada conseguiu conter John, a não ser um bilhete urgente vindo da direção do clube em que dizia: “Corte essa porra de rock”.

1957

Quando a década de 1960 começou, os lucros do Cavern começaram a cair e Alan Sytner decidiu transferir o negócio para o contador da família, Ray McFall, um metódico homem de negócios. Apesar de não simpatizar muito com o rock’n’roll, McFall percebeu o ritmo e sua efervescência juvenil a tempo, e em agosto de 1960, enquanto os Beatles excursionavam pela Escócia com Johnny Gentle, o Cavern apresentou suas primeiras beat sessions, com os requisitados Rory Storm and the Hurricanes e Gerry and the Pacemakers.

mcfall

Visando a ascensão do rock e preocupado em manter o público do jazz, McFall encontrou uma maneira de acomodar ambos os gêneros sem que seus respectivos admiradores precisassem se cruzar. A Mathew Street, rua do Cavern, ficava na zona comercial de Liverpool, a um minuto a pé de ruas movimentadas como a North John Street e Whitechapel. As jovens funcionárias de escritórios e lojas, que eram o principal público dos grupos beat, invadiam a região na hora do almoço, olhando as vitrines das lojas ou comendo sanduíches nos degraus de monumentos vitorianos. Ligando todos os pontos do guia dos negócios, McFall marcou as sessões beat para a hora do almoço no Cavern, da uma às duas da tarde.

almoço

Mona Best – mãe de Pete, até então o baterista dos Beatles –, como a agente do grupo, havia recomendado a banda do filho para McFall logo depois de retornarem de Hamburgo. No início de 1961, Bob Wooler foi contratado como mestre de cerimônias e disc-jóquei residente do Cavern, e passou a insistir com seu novo empregador para que contratasse os Beatles. Devido a compromissos marcados da banda, eles não poderiam tocar nas noites de quarta-feira – único horário disponível para as sessões beat – e a saída que McFall encontrou fora marcar os Beatles para as sessões na hora do almoço nos dias de semana. O horário do meio-dia estava quase sempre desocupado porque muitos músicos de bandas tinham outros empregos das nove às cinco em fábricas ou escritórios. Para John, George, Pete e Stu não havia nenhum problema com trabalho, mas para Paul McCartney foi um complicado momento de escolha, que poderia ter resultado na inexistência de músicas como Yesterday, Hey Jude e tantas outras da música pop. Paul tinha um precioso emprego na firma de bobinas elétricas Massey and Coggins, onde fora selecionado como alguém com potencial de gerente e trabalhava no escritório com um salário de sete libras semanais. Ausentar-se durante três horas diariamente – uma para montar os instrumentos, uma para tocar e uma para guardar tudo – poderia comprometer seriamente seus planos de músico. John reagiu ao dilema de Paul com pouca compreensão. “Eu sempre lhe dizia: ‘Encare o velho, mande ele se foder. Ele não pode bater em você… é um velho’”. Mas Paul não se preocupava apenas com seu pai, ele achava que tocar no Cavern poderia arruinar suas perspectivas na Massey and Coggins, o que causou uma grande revolta em John. “Eu disse a ele pelo telefone: ‘Se você não vier, está fora’. Assim, ele teve que tomar uma decisão entre seu pai e eu, e, no fim, me escolheu”.
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A julgar pelo baixo padrão de condições sanitárias e segurança, o Cavern jamais poderia ter existido. Como porão de um armazém que abrigava frutas e queijos em trânsito das docas, seus recursos como local de diversão praticamente não existiam.  Depois de entrar por uma estreita porta na Mathew Street e descer dezessete degraus de pedra, chegava-se até um espaço que não media mais do que quinze metros por dez, limitado por paredes de tijolos vermelhos e dividido por três naves com abóbadas. Não havia aquecimento mecânico, ar-condicionado ou exaustores, nenhum limite no número de pessoas admitidas, nenhum alarme de fumaça, sistema anti-incêndio ou saídas de emergência.
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Situado na extremidade interna da nave central, o palco tinha pouco mais de meio metro de altura, e acima dele um sarrafo de madeira cravejado de lâmpadas comuns de 60 watts eram a única iluminação do local. Atrás do palco havia apenas um camarim comunitário que era usado também como área de afinação dos instrumentos, de onde Bob Wooler (conhecido como “Mister Big Beat”) anunciava as atrações pelo sistema de som do clube e tocava discos de sua vasta coleção pessoal durante os intervalos. Os músicos usavam os mesmos banheiros dos freqüentadores, tão desagradáveis que a maioria – sobretudo as mulheres – achava mais aconselhável não sair de casa sem estar completamente “aliviada”.
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Quando o Cavern estava lotado, o que não era difícil de acontecer, o calor no salão de tijolos sem ventilação era assustador. Antigos freqüentadores lembram como, ao descer os dezessete degraus, o calor sufocante ia tomando conta aos poucos e logo se estava no caos completo. No interior havia múltiplos odores: o aroma azedo de vômito dos restos de queijo que se infiltrava pelas paredes do armazém, fumaça de cigarro, cheiro de suor, laquê, desinfetante, fungos, sopa de rabada e excremento de ratos. O calor e a vibração provocavam uma chuva de pequenos flocos que caíam do teto sobre os dançarinos, conhecida como a “caspa do Cavern”. Outra coisa comum era que moças e rapazes desmaiassem; quando isso ocorria no meio da platéia, a única maneira de fazer com que respirassem ar puro era passá-las como trouxas deitadas por cima das cabeças de todo mundo.
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A primeira apresentação dos Beatles na hora do almoço no Cavern aconteceu numa quinta-feira, 9 de fevereiro, em troca de um cachê de cinco libras. Logo depois da apresentação, Ray McFall contratou os Beatles como o grupo residente do clube para as horas de almoço, juntamente com o Gerry and the Pacemakers. Apesar de todo o sucesso dos Beatles e dos grupos beat que lá tocavam, a noite era um horário principalmente reservado ao jazz tradicional. McFall não queria afastar de vez os fiéis freqüentadores e acabou deixando os jovens fãs de rock’n’roll desiludidos. Nos fins de semana, o clube recebia os tradicionais grupos de jazz e nas terças, única noite além de quarta em que o lugar funcionava, o Cavern apresentava o Bluegenes, grupo que tocava uma mistura de jazz e rock com um antiquado contrabaixo acústico. Apesar da desilusão de John em relação às noites do Cavern, não houve problemas com o outro grupo residente dos shows na hora do almoço, o Gerry and the Pacemakers. John e o Gerry se conheciam desde os tempos escolares. Apesar de toda rivalidade em cima do palco, eram grandes amigos fora dele.
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Foi assim que a estreita e deserta Mathew Street, com seu calçamento de pedras arredondadas, começou a ser tomada por uma inusitada movimentação durante o dia. Ao meio-dia, de segunda a sexta, uma imensa fila subdividida em fileiras de quatro pessoas rapidamente se formava diante da entrada em forma de alçapão do Cavern, estendendo-se por uns oitenta metros, passando por armazéns, caminhões de entrega e engradados de frutas empilhados, até a esquina com a Whitechapel. Apesar da quantidade e da excitação, tudo ocorria de modo pacífico e organizado. Tudo era comandado por um único porteiro do lado de fora e, dentro, não havia nenhum tipo de “segurança”. O ingresso custava um xelim para os sócios e um xelim e meio para os não-sócios. Nenhuma bebida alcoólica era servida nas horas de almoço ou à noite, apenas café e refrigerantes.

Fila para o Cavern na Mathew Street

Todas as importantes bandas de Liverpool contavam com seus próprios seguidores. Mas a partir de fevereiro de 1961, quando os Beatles começaram a tocar diariamente no Cavern, suas fãs exibiam características de um autêntico movimento. A cada apresentação, as vinte primeiras fileiras com cadeiras de madeira debaixo da abóbada central ficavam tomadas por seus penteados de colméia, suas saias-balão e seus olhos delineados por rímel. Antes de cada apresentação, como todos os outros Beatles, John recebia um dilúvio de telefonemas pedindo-lhe para tocar certas músicas ou dedicar certas canções. E, depois de tocar, todos os cinco tinham à sua escolha um verdadeiro banquete humano, mais ousado ainda do que tinham conhecido em Hamburgo. “Um dia entrei na minha perua depois de apanhá-los, mas ela não conseguia andar”, recordou Neil Aspinall. “As rodas da frente estavam se levantando do chão. Quando fui ver e abri a porta traseira, haviam dezoito garotas lá com eles”.

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Mas os Beatles no Cavern não eram apenas coisa de garotas. Jovens que anteriormente ficavam furiosos com suas namoradas pelo interesse por músicos pop, agora se entregavam ao mesmo fascínio, ainda que de uma forma mais contida e reservada. Numa época de crescente conscientização masculina da moda, os rapazes ficavam intrigados com a roupa toda em couro preto dos Beatles e suas botas de cowboy e vasculhavam as limitadas lojas de roupas masculinas de Liverpool em busca de um estilo parecido. No Cavern, as apresentações dos Beatles estavam longe do profissionalismo: enquanto tocavam, tragavam cigarros, bebiam refrigerantes na garrafa, faziam piadas internas, puxavam conversa com amigos na platéia. Quando, como acontecia com freqüência, os precários pontos de eletricidade ficavam sobrecarregados e silenciavam os amplificadores, John e Paul reproduziam um esquete dos comediantes Morecambe e Wise, uma cena do Goon Show, ou então cantavam o jingle do anúncio na TV do pão de forma Sunblest.
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A tia Mimi ainda não fazia nenhuma idéia de como John passava seus dias, acreditando que tivesse se rematriculado ao voltar de Hamburgo. Porém, as suspeitas de Mimi foram despertadas quando grupos de garotas passaram a freqüentar o portão da frente de Mendips, casa em que John morava com Mimi. “Então soube que John fora visto tocando com os Beatles naquele lugar cavernoso”. Furiosa por ter sido enganada por tanto tempo, ela decidiu pegá-lo em flagrante no Cavern e convocou suas irmãs Nanny e Harrie para proporcionarem apoio moral. “Fiquei chocada. Nunca tinha visto um lugar como aquele”, ela lembrou. “Era como um celeiro. O homem na porta me disse: ‘A senhora não pode entrar aí’. Eu disse a ele: ‘Claro que eu posso, sou a tia de John, Mimi’. Tive de tomar cuidado para não escorregar nos degraus, eram tão íngremes, e estava muito escuro. Não conseguia enxergar no começo, mas aí pude vê-lo no palco. Nunca tinha ouvido tanto barulho. Aquilo não era música para mim… só barulho. Eu observei cabriolando. Não achei nada divertido. Estava furiosa. Queria arrastá-lo para fora do palco pela orelha”. John, por sua vez, se assustou quando avistou, em meio à penumbra do Cavern, três de suas tias com os costumeiros casacos, chapéus, bolsas de couro e guarda-chuvas, sentadas na fila da frente entre as garotas. “Ele começou a cantar como fez aquele dia na festa da igreja”, recordou Mimi. “’Oh-oh, Mimi está aqui…’. Eu disse a ele tudo o que pensava depois do show. Fiquei furiosa porque ele devia estar estudando na faculdade de arte, e não tocando num lugar daqueles. Achei que estava se expondo ao ridículo”.
Queue in front of the famous "cavern-club" in Liverpool 1964
O Cavern foi essencial para a carreira dos Beatles, onde tocaram 292 vezes. Foi lá que começaram a conquistar a Inglaterra, aprimorar suas técnicas e onde conheceram Brian Epstein, que se tornaria o empresário que os ajudou a chegar ao topo do mundo. Em 1966, o clube fechou suas portas por não conseguir saldar suas dívidas. Depois de fechado, empresários brigaram por ele até ser vendido para Joe Davey e reaberto ainda em 1966. O Cavern ficou aberto até 1973, quando foi fechado definitivamente. Dois meses depois, foi demolido para a construção do circuito ferroviário Merseyrail. Em abril de 1984 foi anunciada a abertura de um novo Cavern. Mais de 15.000 tijolos foram conservados da demolição do antigo Cavern e usados na reconstrução dos arcos e abóbadas. Desde então o clube vem funcionando normalmente, sendo um dos lugares mais visitados de Liverpool, principalmente na Beatleweek.
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Fonte: Beatlepedia.

BEATLES DIA A DIA.

20 de julho de 1967

Paul comparece ao Chappell Recording Studios enquanto a Chris Barber Band gravava uma versão de “Catcall” (a mesma “Catswalk” composta por Paul em 1958 e que chegou a ser tocada pelos Beatles no início). Paul contribui com gritos, uivos e um pouco de piano.

 

 

Fonte: The Beatles Diary.

BEATLES DIA A DIA.

20 de julho de 1964

Lançamentos exclusivos da Capitol: LP “Something New” e compactos “” / “I’m Happy Just To Dance With You” e “And I Love Her” / “If I Fell”. Lembrando que, na época, a Capitol montava os discos dos Beatles diferentemente dos lançamentos originais ingleses.

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Fonte:  The Beatles Diary.

A HISTÓRIA DA MÚSICA HEY JUDE

A HISTÓRIA DA MÚSICA HEY JUDE

20 de fevereiro de 2013 • por Beatlepedia • em Histórias de Canções. •

 

John e Julian 3

Quando Cynthia Lennon chegou de viagem e encontrou John e Yoko juntos na casa onde ela vivia com ele, a separação realmente começou. Um acordo provisório foi estabelecido para que Cynthia e Julian, completamente abalados com a atitude de John, pudessem ficar em Kenwood, casa em que John e morava com Cynthia, enquanto John e Yoko firmavam residência em um apartamento em Montagu Square, no centro de Londres.

 

John e julian 2

Paul McCartney e Julian Lennon – filho de John e Cynthia que, na época da separação, tinha 5 anos – sempre tiveram uma relação muito próxima. Paul foi o único do círculo de amizade dos Beatles que foi até Kenwood demonstrar apoio por tudo o que havia acontecido. Ele foi dirigindo de sua casa em St John’s Wood até Weybridge levando uma única rosa vermelha. Paul tinha o costume de usar o tempo que passava no carro para trabalhar em músicas novas e, nesse dia, preocupado com o futuro de Julian, ele começou a cantarolar “Hey Julian” e improvisar uma letra sobre o tema do conforto e da segurança. Em certo momento da viagem de uma hora, “Hey Julian” se tornou “Hey Jules”, e Paul criou o trecho “Hey Jules, don’t make it bad, take a sad song and make it better”. Foi só na hora de desenvolver a letra, algum tempo depois, que ele transformou Jules em Jude, por achar que soava mais forte e musical.

 

 

Paul chegou a Kenwood em uma tarde ensolarada, entregou a rosa vermelha e disse “Eu sinto muito, Cyn, eu não sei o que deu nele. Isso não está certo”. Paul ficou algum tempo. Disse que John estava levando Yoko para as sessões de gravação o que ele, George e Ringo detestavam. Paul havia terminado seu relacionamento com Jane Asher algumas semanas antes. Jane havia voltado para casa, depois da turnê de uma peça de teatro, com alguns dias de antecedência e o surpreendera na casa deles com outra garota. Ela o deixou e, diferente de John, Paul se culpava e estava com o coração partido. Depois de tantos problemas Paul brincou: “Nós podemos nos casar, o que você acha, Cyn?”. Paul não se importou com o que John pensaria disso e foi o único a desafiá-lo. Ele partiu prometendo manter contato, mas um ou dois meses depois o relacionamento de Paul com a fotógrafa americana Linda Eastman teve início e sua vida entrou em uma nova fase.

 

 

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A música foi se tornando menos específica e John achou que a música era dedicada a ele, encorajando-o a sair dos Beatles e ir viver com Yoko (“You were made to go out and get her”). Um verso em particular – “the movement you need is on your shoulder” – deveria ser apenas um tapa-buraco. Quando Paul tocou a música para John, comentou que aquela parte precisava ser substituída e que ele parecia estar cantando sobre seu papagaio. “Esse provavelmente é o melhor verso da música”, disse John. “Deixe aí. Eu sei o que significa”. Paul afirmaria mais tarde que, até hoje, lembra de John quando canta essa frase em seus shows.

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Julian Lennon cresceu conhecendo a história por trás de “Hey Jude”, mas só em 1987 ouviu os fatos diretamente de Paul, quando o encontrou em Nova York. “Foi a primeira vez que nós sentamos e conversamos. Ele me contou que vinha pensando na minha situação todos aqueles anos atrás, no que eu estava passando e pelo que eu ainda teria de passar no futuro. Paul e eu passávamos bastante tempo juntos – mais do que meu pai e eu. Talvez Paul gostasse mais de crianças na época. Tivemos uma grande amizade, e parece haver muito mais fotos daqueles tempos em que estou brincando com Paul do que com meu pai”, conta Julian. “Eu nunca quis saber realmente a verdade sobre como meu pai era e como ele era comigo”, ele admite. “Mantive minha boca fechada. Muita coisa negativa foi dita sobre mim, como quando ele disse que eu tinha saído de uma garrafa de uísque em um sábado à noite. Coisas assim. É muito difícil lidar com isso. Eu pensava ‘cadê o amor nisso tudo?’. Foi muito prejudicial psicologicamente, e por anos isso me afetou. Eu costumava pensar ‘como ele pôde dizer isso sobre o próprio filho?’”.

 

 John e Julian 4

Julian não se limita à letra de “Hey Jude” já há algum tempo, mas acha difícil fugir dela. Ele está em um restaurante e a música toca, ou ela surge no carro quando está dirigindo. “Ela me supreende toda vez que a escuto. É muito estranho pensar que alguém escreveu uma música sobre você. Ainda me emociona”, ele diz.

“Hey Jude” foi o single de maior sucesso de toda a carreira dos Beatles. Chegou ao topo das paradas no mundo todo e, antes do fim de 1967, mais de 5 milhões de cópias tinham sido vendidas. A letra original escrita por Paul foi comprada por Julian Lennon em um leilão, décadas depois.

 

FONTES: Beatlepedia