Arquivo mensal: agosto 2013

BEATLES DIA A DIA – ELEANOR RIGBY

29 de agosto de 1895

Data de nascimento da Eleanor Rigby identificada em um túmulo no cemitério de Liverpool.

História de Eleanor Rigby.

PAUL McCARTNEY- ELEANOR RIGBY

Em 2008, Paul McCartney doou para um leilão de caridade registros antigos de um hospital em Liverpool. Não se sabe como conseguiu os documentos, mas ali estaria a prova de que Eleanor Rigby realmente existiu, acabando com um mistério de mais de 40 anos sobre uma canção homônima dos Beatles. Consta no documento uma assinatura de uma garota de 14 anos chamada “E. Rigby”, que trabalhava como faxineira no City Hospital, de Parkhill. McCartney não se pronunciou, porém, se a história da música – na qual Rigby morre e ninguém vai a seu velório – é verdadeira, nem se a conhecia. Esta não é a primeira vez que Eleanor Rigby é encontrada. Em meados dos anos 80, um túmulo de uma mulher que viveu entre 1895 e 1939 foi achado na St Peter’s Church, o local onde Lennon e McCartney se conhecerem. Na ocasião, Macca chegou a afirmar que a imagem do epitáfio na igreja possa ter ficado subconscientemente na sua cabeça até escrever a canção.

Os Beatles começaram a trabalhar em “Eleanor Rigby” ainda na época do álbum “Help!” em 1965. No início, o nome provisório da canção era “Miss Daisy Hawkins”. Depois, Paul McCartney trocou para “Eleanor Brown”. O mundo só tomaria conhecimento de “Eleanor Rigby” no álbum Revolver de 1966. Ao descobrir em Bristol uma loja de nome Rigby, Paul McCarntney encontrou a chave exótica para a inovadora canção que imaginava. Jurando pensar ter criado um bom nome para uma música, Paul admitiu, anos mais tarde, que descobriu a existência de uma lápide tumular onde constam os nomes de Eleanor Rigby (1895-1939) e à direita, a alguns metros dali, outra de alguém chamado McKenzie (1842-1915). As duas pedras tumulares encontram-se no cemitério de Woolton, em Liverpool, onde o autor da canção perambulava por ali na adolescencia.

Na entrevista da Playboy em 1980, pouco antes de morrer, John Lennon afirmou que “o primeiro verso era do Paul, mas que o restante era basicamente meu”. Pete Shotton, um amigo íntimo de Lennon que estava presente na gravação, disse: “Penso que John tinha uma memória extremamente falha. Tomou os créditos, em uma de suas últimas entrevistas, por muitas das letras, mas na minha memória, em “Eleanor Rigby”, a contribuição de John foi virtualmente nula”.

A letra de “Eleanor Rigby” foi finalizada em Kenwood por Paul, quando ele e John, George, Ringo e mais o amigo Pete Shotton estavam reunidos em uma sala cheia de instrumentos. Cada um contribuiu com ideias para dar substância à história.

Na gravação, assim como em “Yesterday”, do album “Help!”, Paul é o único Beatle. Toca no violão e canta. John, George e Ringo não cantam nem tocam. O acompanhamento foi gravado por um quarteto de cordas conduzido pelo maestro George Martin. O vocal de Paul foi “dobrado” em alguns trechos, de modo que ele fizesse tambem as segundas vozes. “Eleanor Rigby” é a terceira canção dos Beatles mais regravada em todos esses anos, atrás de “Yesterday” e “Something”. Até Caetano Veloso já tirou uma casquinha.

PAUL McCARTNEY – ELEANOR RIGBY

Ah, olhe toda essa gente solitária!
Ah, olhe toda essa gente solitária!
Eleanor Rigby, cata o arroz na igreja
onde houve um casamento
Vive num sonho
Espera na janela, usando o rosto
refletido num jarro perto da porta
Para quem será?
Ah, essa gente solitária!
De onde telas vem?
Ah, essa gente solitária!
Onde todas elas pertencem?
Ah, olhe toda essa gente solitária!
Ah, olhe toda essa gente solitária!
Padre Mackenzie escreve os sermões
que ninguém vai ouvir
Ninguém se aproxima
Olhe ele trabalhando.
Praguejando com suas meias
na noite quando ninguém está lá
Por quê ele se importa?
Todas as pessoas solitárias…
De onde todas elas vem?
Todas as pessoas solitárias…
A que lugar todas elas pertencem?
Ah, olhe toda essa gente solitária!
Ah, olhe toda essa gente solitária!
Eleanor Rigby, morreu na igreja
e foi enterrada com seu nome
Ninguém apareceu
Padre Mackenzie limpa a poeira
da mão enquanto se afasta do túmulo
Ninguém foi salvo

 

 

Fontes: Baú do Edu e The Beatles Diary.

Por Marina Sanches – @sancmarina

NOTICIAS BEATLES.

“New”, novo single de Paul McCartney, será lançado nesta quinta

 

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Chega às rádios nesta quinta-feira (29) o primeiro single do novo álbum de Paul McCartney, o 16º da carreira, CD que vem sendo produzido desde o ano passado, ainda não teve título divulgado e tem lançamento previsto para 14 de outubro.

“New” é uma amostra do novo álbum, e dá pistas do que esperar das 12 canções inéditas produzidas por Mark Ronson, que já trabalhou com Adele, Kaiser Chiefs, Lilly Allen e ganhou um Grammy pelo álbum “Back to Black”, de Amy Winehouse.

“Podemos fazer o que quisermos, podemos viver como decidirmos”, disse o ex-Beatle sobre o conteúdo da música que poderá ser ouvida amanhã.

McCartney teve ainda a colaboração no disco de Paul Epworth; Giles Martin, filho do produtor dos Beatles, George Martin; e Ethan Johns (da banda americana Kings of Leon) e filho de Glyn Johns, que já trabalhou com Beatles, Rolling Stones e The Who, entre outros.

A pré-venda do álbum no iTunes também começa nesta quinta-feira (29).

 

Fonte: UOL

NOTÍCIAS BEATLES.

Dentista quer clonar John Lennon a partir de um dente

Dr. Michael Zuk, do Canadá, planeja fazer uma versão clonada do músico dos Beatles a partir do DNA de um dos dentes do cantor

Info Online 26 Agosto de 2013 – 21:42

 

 

Dentista quer clonar John Lennon Dentista quer clonar John Lennon

O dentista canadense Dr. Michael Zuk anunciou que planeja criar um clone do músico John Lennon a partir do DNA extraído de um de seus dentes.

Dr. Zuk comprou um dente molar de Lennon em um leilão por 31 mil dólares. O dente possivelmente usado para a clonagem foi vendido por Dot Jarlett, filho da ex-empregada de Lennon.

Dr. Zuk está convicto que seu alto investimento pode ser uma das melhores decisões da sua vida. Planeja, com um grupo de cientistas, uma forma de usar o dente extraído em 1960 para clonar o ex-beatle.

O plano de Dr. Zuk foi revelado em entrevista ao tabloide britânico “The Sun”. Em um dos trechos da reportagem, o dentista afirma estar empolgado com a possibilidade de conseguir sequenciar o DNA de Lennon em breve. Se os cientistas acreditam que podem clonar mamutes, Lennon pode ser o próximo, diz Dr. Zuk ao jornal.

John Lennon morreu aos 40 anos em Nova York, em dezembro de 1980, alvo de cinco tiros disparados por Mark David Chapman. Dr. Zuk afirma que muitos fãs dos Beatles se lembram onde estavam quando ouviram que Lennon havia morrido. Espera, agora, que essas pessoas vivam para ver o dia em que o ex-Beatle terá “uma nova chance”.

A empolgação é tanta que Dr. Zuk chegou a fazer uma paródia de “Love Me Do”, primeiro sucesso dos Beatles. Nas mãos do dentista, a canção virou “Love Me Tooth”. É possível ouvir a versão no site do projeto.

Fonte: Tribuna hoje.

BEATLES A VENDA.

THE BEATLES – SOM TRÊS – 5º VOLUME.

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Como disse anteriormente quando iniciei essas postagens no Blog, encontrei quatro volumes da revista SOM 3 que é um pouco mais de conhecimento sobre os Fab Four, hoje em dia há muitos meios de sabermos tudo sobre nossos amados Beatles, também sei que nem tudo que se fala é o que realmente aconteceu, mas para se saber o que realmente aconteceu só falando com os próprios não é mesmo, com certeza sempre haverá alguém interessado, pois tem muita gente como eu que mesmo tendo a internet que pode nos fornecer informações, gostamos de ler e saber tudo sobre Beatles, mesmo quando é reprise, digo isso porque já fui muito criticada por repetir postagens de vídeos e informações sobre os Beatles, então agora posto em alguns grupos apenas poucas informações, me dedico mais ao meu grupo e página do Facebook e agora ao Blog que estou adorando, onde não me criticam e só me fazem bem e sei que gostam do que faço porque muitos me falam coisas maravilhosas, muito obrigada, espero que curtam mais esses conhecimentos que estou compartilhando agora.

A revista fala de alguns discos e das músicas quem tocou, quem foi o vocalista e tudo mais, detalhes de cada música, por isso será postado junto o vídeo da música a que se refere o comentário e os detalhes ok, e um pouco sobre os Beatles, postarei em partes e depois de postado tudo será compartilhado com meu grupo e página no Facebook, o 1º Volume se referia ao Álbum Branco, o 2º Volume sobre Magical Mystery Tour, o 3º Volume sobre SGT. PEPPER’S LONELY HEARTS CLUB BAND, infelizmente não estou com o 4º Volume porque presenteei alguém que como eu ama muitos aos Fab Four isso a alguns anos, então darei inicio ao 5º Volume que é sobre BEATLES FOR SALE, primeiramente falarei sobre BEATLES FOR SALE e em seguida sobre HELP!.

As fotos são da capa, do pôster e outras que se encontram dentro da revista.

UMA AVENTURA INESQUECÍVEL.

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Beatles 65 traz oito canções novas de Paul e John, feitas especialmente para essa edição. As outras faixas são uma coletânea de sucessos que eles apresentavam em seus shows. A gravadora queria lançar três das canções novas (“Eight Days a Week”, “No Replay” e I’m a Loser”) em compacto, mas os quatro não gostavam de extrair compactos de seus LPs e, assim, lançaram, pouco antes do álbum, “I Feel Fine” e “She’s a Woman”.

Trata-se de um trabalho cansado, pois eles estavam chegando da grande turnê norte-americana durante a qual viajaram 35.906 quilômetros, voaram sessenta horas, visitaram 24 cidades e fizeram 31 apresentações em 32 dias. Haja anfetamina! O cansaço dos rapazes transparece não só em suas expressões na capa (estão todos certíssimos), mas nos vocais em algumas faixas, como em “Every Little Thing” e “I Don’t Want to Spoil the Party”. Mas, como eles tinham lançado um LP no Natal de 63, resolveram repetir a dose em 64 e fizeram Beatles For Sale a duras penas.

O hábito do LP natalino (importado por Roberto Carlos e muitos outros) seria mantido por eles até 1969. Mas o cansaço não prejudica o todo do álbum. Há clássicos dos primeiros tempos dos Beatles, tais como a forte versão de “Rock and Roll Music”, de Chuck Berry, na qual John da tudo de si e de sua garganta. Ele repete a dose em “Mr. Moonlight”, de Roy Lee Johnson, e Paul traz uma balada gostosa: “I’ll Follow the Sun”, cuja suavidade contrasta com a emoção apaixonada das interpretações de John, Ringo e George ganham uma faixa cada um, atuando apenas como intérpretes (só mais tarde George seria admitido como compositor): “Honey Don’t” e “Everybody’s Trying to Be My Baby”, respectivamente.

A edição norte-americana tem o Lado 1 idêntico ao da inglesa, com exceção da última faixa, que não foi incluída. O Lado 2 traz: “Honey Don’t”, “I’ll Be Back”, “She’s a Woman”, “I Feel Fine” e “Everybody’s Trying to Be My Baby”.

BEATLES FOR SALE.

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Inglaterra: 04/12/64; Estados Unidos: 15/12/64 (+); Brasil: 6/75.

Lado 1:

1 – “No Reply”

2 – “I’m a Loser”

3 – “Baby’s in Black”

4 – “Rock and Roll Music”

5 – “I’ll Follow the Sun”

6 – “Mr. Moonlight”

7 – “Kansas City/Hey Hey Hey Hey”

Lado 2:

1 – “Eight Days a Week”

2 – “Words of Love”

3 – “Honey Don’t”

4 – “Every Little Things”

5 – “I Don’t Want to Spoil the Party”

6 – “What You’re Doing”

7 – “Everybody’s Trying to Be My Baby”

(+) Nos Estados Unidos e no Brasil, o álbum saiu com o titulo Beatles 65. Só ficou de fora, nesta edição, a faixa “Baby’s in Black”. As outras de Beatles for Sale estão todas lá, só que na seguinte ordem: Lado 1 – “Rock and Roll Music”, “Kansas City”, “I’m a Loser”, “No Reply”, “Mr. Moonlight” e  “I’ll Follow the Sun”; Lado 2 – “Eight Days a Week”, “Honey Don’t”, “What You’re Doing”, “Everybody’s Trying to Be My Baby”, “I Don’t Want to Spoil the Party” e “Words of Love”.

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“NO REPLAY”

(Lennon-McCartney)

John Lennon: Violão e vocais principais.

Paul McCartney: Baixo e vocalização.

George Harrison: Guitarra solo e vocalização.

Ringo Starr: Bateria.

George Martin: Piano.

Essa faixa abre o LP com bastante força, pois a voz de John, em dois canais, entra direto cantando a letra, sem introdução alguma. Esse era um estilo típico de John e Paul, mas George Martin gostava de colocar corinhos e aberturas instrumentais. George e Paul entram no coro. A história não é muito criativa (o moço toca a campainha na casa da moça, telefona, ela não está ou manda dizer que saiu), mas foi copiada pelo biônico Ritchie dez anos depois. (E o pior, tem gente que gosta e compra disco!).

“I’M A LOSER”

(Lennon-McCartney)

John Lennon: Violão, vocais principais e vocalização.

Paul McCartney: Baixo e vocalização.

George Harrison: Guitarra solo.

Ringo Starr: Bateria e pandeiro.

Quando John fez essa letra, usou algumas frases típicas de Bob Dylan. Apesar de falar que é um perdedor porque saiu perdendo num caso com uma garota, já há um indício de que ele abandonaria as histórias de amor para fazer letras mais sérias, meio filosóficas. É ele quem faz os vocais principais, acompanhado por Paul nas vocalizações.

BABY’S IN BLACK.

(Lennon-McCartney)

John Lennon: Violão e vocais principais.

Paul McCartney: Baixo e vocais principais.

George Harrison: Guitarra solo

Ringo Starr: Bateria e pandeiro.

Os vocais principais são um dueto de Paul e John. A letra dessa música é bem desesperada, pois a moça está vestida de preto e pensando em outro. Há uma analogia entre a cor negra e a perda de um amor e esse tema reapareceria cerca de um ano depois num sucesso dos Rolling Stones, “Paint it Black”. Também a canção “Black Is Black”, gravada inicialmente por um grupo chamado Los Bravos, faria muito sucesso, na mesma época, com o mesmo tema. Foi até traduzida para o francês e gravada por Johnny Hollyday com o nome de “Le Noir C’est Noir”. Mais uma vez, os Beatles chegaram anos primeiro.

ROCK AND ROLL MUSIC

(Chuck Berry)

John Lennon: Guitarra rítmica, piano e vocais solo.

Paul McCartney: Baixo e piano.

George Harrison: Violão

Ringo Starr: Bateira.

George Martin: Piano (com John e Paul)

A versão de John para o clássico de Chuck Berry é considerado melhor que a do próprio autor. Sem dúvida, é um delicioso rock’n’roll, forte e animadíssimo, ao qual a voz rouca de John dá um toque todo especial. George Martin, John e Paul estão todos juntos no mesmo piano e o resultado é uma bagunça alegre e contagiante, num andamento rapidíssimo, que é um convite a sacolejar no melhor estilo dos anos 50.

I’LL FOLLOW THE SUN.

(Lennon-McCartney)

John Lennon – Violão e vocalização

Paul McCartney – Violão e vocais principais.

George Harrison – Guitarra solo

Ringo Starr – Bongos.

Uma música romântica que fala do sol. O estilo de Paul vai se delineando; mais tarde, chegaria a “Mother Nature Son”, uma outra balada que faz referência a Natureza.

– Eu amo a Natureza – diz Paul – Quando eu era criança, costumávamos ir ao campo com a escola e eu adorava quando o professor falava sobre os diferentes tipos de pássaros.

Os vocais e o acompanhamento são suaves. A guitarra de George só mostra sua presença no trecho instrumental e a batida de Ringo é bastante sutil.

MR. MOONLIGHT

(Lennon-McCartney)

John Lennon – Violão e vocais principais.

Paul McCartney – Baixo, órgão Hammond e vocalização.

George Harrison – Guitarra solo e tambor africano (foto).

Ringo – Bongos (foto).

Em contraste com a faixa anterior, John abre essa canção com um grito desesperado de “Mr. Moonlight” (Sr. Raio de Lua). A interpretação dos Beatles dessa velha canção é bastante apaixonada. Surge aqui um órgão Hammond tocado de uma forma bastante peculiar e George mexe com um instrumento exótico: um velho tambor africano. Mais tarde ele optaria pelos instrumentos indianos.

KANSAS CITY / HEY HEY HEY HEY.

(Leiber-Stoller/Penniman)

John Lennon – Guitarra rítmica e backing vocal.

Paul McCartney – Baixo e vocais principais.

George Harrison – Guitarra solo e backing vocal

Ringo Starr – Bateria

George Martin – Piano

A idéia de juntar “Kansas City” com “Hey Hey Hey Hey” (sucesso de Little Richard) foi de Paul. Eles costumavam cantá-las sempre assim no show. A gravação foi feita exatamente igual às apresentações ao vivo: Paul nos vocais principais imitando a voz de Little Richard e John e George no corinho “hey hey hey hey”.

EIGHT DAYS A WEEK.

(Lennon-McCartney)

John Lennon – Guitarra ritmica,  violão e vocais principais.

Paul McCartney – Baixo e vocalização.

George Harrison – Guitarra solo

Ringo Starr – Bateria

O comecinho da música, com o som das guitarras aparecendo baixinho para ir aumentando aos poucos, foi mais uma inovação utilizada depois inúmeras vezes por dezenas de músicos. John canta em dois canais e também faz o corinho com Paul. Trata-se de uma das melhores canções do álbum. Muitos “beatle-intérpretes” pensaram que era dedicada a Brian Epstein, que vivia tão ocupado cuidando de vários grupos, que precisava de oito dias por semana (ou, “eight days a week”). Mas parece que a versão mais certa não é essa. Havia o projeto de um segundo filme, que se chamaria Eight Arms to Hold You (oito braços para abraçar você). E era esse o título original da canção, que acabou virando “Eight Days a Week”.

Quanto ao filme, virou Help!

WORDS OF LOVE.

(Lennon-McCartney)

John Lennon – Guitarra rítmica e vocais principais.

Paul McCartney – Baixo e vocais principais.

George Harrison – Guitrra solo.

Ringo Starr – Bateria e caixote.

As vocalizações de John e Paul nessa faixa são um dos melhores exemplos de como eles conseguiam harmonizar suas vozes. Trata-se da única canção de Buddy Holly que os Beatles gravaram. Buddy Holly era o músico norte-americano mais querido de Paul; tanto que o Beatle acabaria por comprar todos os direitos das canções de Buddy Holly. As palminhas que se ouvem no fundo são, na verdade, produzidas por Ringo “tocando” o caixote.

HONEY DON’T

(Carl Perkins)

John Lennon – Violão e pamdeiro.

Paul McCartney – Baixo

George Harrison – Guitarra solo.

Ringo Starr – Bateria e vocais solo.

Como se tornaria habitual, Ringo tem direito a cantar numa faixa. Dessa vez foi uma canção de Carlo Perkins, perfeita para sei estilo e limites vocais. Carl estava presente durante a gravação e, embora não tenha participado, mostrou-se bastante satisfeito como o resultado. Em 1982, ele participou da gravação de uma faixa do álbum Tug of War, de Paul McCartney , “Get It” ele  fez dueto com Paul.

EVERY LITTLE THING.

(Lennon-McCartney)

John Lennon – Violão e vocais principais.

Paul McCartney – Baixo, piano e vocais principais.

George Harrison – Guitarra solo.

Ringo Starr – Bateria e tímpano.

Foto.

Mais uma historinha de amor. Novamente John e Paul fundem suas vozes em perfeita harmonia. Ringo marca o tímpano e George cria, na guitarra, um clima country and western.

I DON’T WANT TO SPOIL THE PARTY.

(Lennon-McCartney)

John Lennon – Violão e vocais principais.

Paul McCartney – Baixo e vocais principais.

George Harrison – Guitarra solo.

Ringo Starr – Bateria e pandeiro.

Apesar de um leve sinal de cansaço, as vozes de John e Paul harmonizam-se com perfeição. John gostava muito dessa canção.

– Era uma canção muito pessoal minha.

WHAT YOU’RE DOING.

(Lennon-McCartney)

John Lennon – Violão e backing vocal

Paul McCartney – Baixo e vocais principais

George Harrison – Guitarra solo

Ringo Starr – Bateria

George Martin – Piano

Os Beatles fazem, uma pequena homenagem a Phil Spector, repetindo a introdução criada por ele para o arranjo de “Be My Baby” na gravação com The Ronettes. A bateria que aparece no começo e no fim da música lembra esse estilo.

EVERYBODY TRYING TO BE MY BABY

(Carl Perkins)

John Lennon – Violão e pandeiro

Paul McCartney – Baixo

George Harrison – Guitarra dolo e vocais solo

Ringo Starr – Bateria.

Também essa faixa agradou a Carl Perkins, que estava presente na gravação. É George quem faz os vocais, embora sua voz seja reproduzida com um pouco de eco. A batida country and western completa o estilo gostoso desse “roquinho do gostosão” (o título significa “todo mundo está querendo ser meu bem”).

 

 

 

Por Marina Sanches.

Fonte: Som Três.

BEATLES – HAMBURGO.

A primeira impressão dos Beatles de Hamburgo

O dia 15 de agosto de 1960 ainda amanhecia quando um grupo de nove pessoas se espremia em uma surrada perua Austin verde e branca diante do Jacaranda rumo à desconhecida Alemanha. Além de John, Paul, George, Stu e do novo baterista Pete Best, Allan Williams – o dono do Jacaranda que contatou os Beatles para o emprego – levou sua mulher chinesa Beryl, o cunhado Barry Chang e o sócio antilhano Lord Woodbine. Em Londres eles pegaram mais um passageiro, Georg Steiner, um garçom alemão que também fora contratado para trabalhar em Hamburgo. A viagem de dois dias foi cercada de problemas, quase sempre resolvidos pela conversa fiada de John, e incluiu uma parada extra em Arnhem, na Holanda, onde em 1944 houve um desastroso desembarque de pára-quedistas conhecido como “Operação Market Garden”. Lá, Barry Chang tirou uma famosa fotografia dos viajantes junto ao monumento comemorativo em forma de caixão, com a frase “os nomes deles vivem para sempre”. John, porém, recusou-se a deixar a perua.

monumento

Foto tirada em Arnhem, na Holanda

Anoitecia em 16 de agosto quando a perua encontrou seu caminho em Hamburgo e chegou a St. Pauli. Durante o caminho, eles foram conhecendo seus novos locais de trabalho. Comparado a escuridão noturna de Liverpool, a Rua Reeperbahn era um espetáculo de luzes coloridas quase hipnotizantes. Grandes anúncios contínuos de néon piscavam e cintilavam em ouro, prata e todas as cores sugestivas do arco-íris, com as voluptuosas letras germânicas: Mehrer, Bar Monika, Mambo Schankey, Gretel and Alphons, Roxy Bar. Embora ainda fosse cedo, a rua inteira estava repleta de homens, principalmente. 

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Rua Reeperbahn, em 1960

Na noite seguinte, dia 17, eles já estavam tocando no Kaiserkeller, de Bruno Koschmider, o novo empregador. Koschmider parecia ter saído das caricaturas adolescentes de John. Com cerca de cinquenta anos, era um homem pequeno com uma cabeça descomunal e um rosto de boneco de madeira, completado por uma elaborada cabeleira prateada. 

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Bruno Koschmider

A história mais famosa da Reeperbahn, que corria pelos pubs de Liverpool, era que se podia ver uma mulher sendo trepada por um jumento com uma arruela ao redor do pênis para restringir a penetração. Embora tudo isso não passasse de um mito, St. Pauli tinha bastante coisa para chocar e assombrar. Antes de tudo, havia toda a nudez legendária. Em alguns lugares, podia-se ver homens e mulheres fazendo sexo aos pares, trios e até quartetos. Em outros, podia-se ver mulheres nuas lutando num tanque de lama, animadas por homens de negócios gorduchos com aventais para proteger dos respingos. Nos inúmeros Schwulenladen (bares de homossexuais) como o Bar Monika (mapa abaixo) ou o Roxy Bar, podiam ver homens praticando Blasen (felação) um no outro ou encontrar travestis masculinos tão belos que só revelavam o “grande segredo” nos estágios finais da intimidade.

A burocracia germânica e a preocupação pelo bem-estar da juventude eram tão evidentes quanto às luzes de néon. Para desestimular o crime organizado, cada cafetão só podia explorar duas prostitutas com atestado médico. O mais relevante para os Beatles, era que havia um toque de recolher às dez da noite, obrigando todos os menores de dezoito anos a deixarem a área. Portanto, como tinha dezessete anos, cada música tocada por George Harrison a partir daquele horário, era ilegal. A Herbertstrasse, rua onde as prostitutas ficavam expostas em vitrinas, era protegida da visão geral por uma cerca de madeira.

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Cerca de madeira da prostíbula Rua Herbertstrasse

Muitos lugares, como o Kaiserkeller, eram bares normais, bem maiores do que qualquer pub de Liverpool, onde milhares de marujos de todas as partes e o pessoal das bases americanas e britânicas da OTAN se reuniam antes e depois de frequentarem os prostíbulos. Os garçons de Reeperbahn eram famosos pela dureza e crueldade. Quando as brigas começavam, o que estava sempre acontecendo,  um esquadrão de garçons largava suas bandejas e anotações e partiam para cima dos culpados, sacando porretes com pesos de chumbo de suas jaquetas brancas. O próprio Bruno Koschmider andava com a perna de uma velha cadeira de madeira dura e cheia de nós, que ele mantinha escondido sob a calça. Quando o prejuízo era maior do que o normal, os desordeiros eram levados ao escritório do patrão para um prolongado castigo. Quando a vítima estava amarrada e impotente, Koschmider entrava com sua perna de cadeira antiga. 

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Rory Storm and the Hurricanes (banda de Ringo) em frente ao Kaiserkeller

Mesmo para os padrões ingleses, o consumo de cerveja entre os alemães era cada vez maior e logo os aventureiros de Liverpool estavam competindo com os melhores deles. Não era a quente cerveja a que estavam acostumados, mas chopp gelado sob pressão servido em copos compridos e finos com bordas douradas que, na Inglaterra, só eram usados em bares de coquetéis de classe. Depois de noventa minutos de interpretações frenéticas no palco, a sede que tinham era quase ilimitada. Qualquer freguês para quem tocavam um pedido demonstrava sua gratidão mandando uma cerveja gelada para cada um. No final da noite, a borda do palco estava sempre repleta de copos semi-vazios. Tocar e beber nestes níveis ocasionou um cansaço como nenhum deles havia experimentado antes. O pessoal amigo do Indra apresentou-lhes o Preludin, um comprimido de emagrecimento vendido livremente em qualquer farmácia, e bem mais estimulante do que os inalantes nasais, fazendo o metabolismo funcionar a quase o dobro de sua velocidade normal. Um efeito secundário era deixar os olhos esbugalhados, acabar com a saliva e assim redobrar a sede de cerveja gelada. 

cerveja

Quando chegaram a Hamburgo, George era o único dos cinco que era virgem. Sexo era o principal entretenimento da Reeperbahn. À medida que ganhavam fãs nos bares em que tocavam, se viam assediados por convites de frequentadoras, garçonetes, dançarinas e strippers que visitavam o clube após uma noite de trabalho. A abordagem era feita de maneira informal e direta: uma interessada num dos garotos indicaria sua escolha apontando ou às vezes estendendo o braço no meio de uma apresentação para tocar em suas pernas. Muitas dispensavam até essas formalidades, indo diretamente aos sórdidos aposentos dos Beatles no Bambi Kino – um cinema pornô usado, precariamente, como dormitório -, achando o caminho até atrás da tela e esperando numa das camas encardidas até a volta de sua presa. Como lembrou Pete Best, tais encontros em geral ocorriam numa escuridão total, a garota sequer sabendo que Beatle era aquele e ele nunca vendo sequer o rosto dela.

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Propagandas sexuais na Reeperbahn

Viver tão próximos uns dos outros significava, entre outras coisas, fazer sexo sem privacidade nenhuma. Quando George finalmente perdeu a virgindade, John, Paul e Pete estavam todos no mesmo quarto e, conforme lembraria, “aplaudiram e deram vivas no final”. Segundo as recordações de Paul, “eu entrava no quarto e topava com John e via uma pequena bunda subindo e descendo e uma garota embaixo dele. Era perfeitamente normal, a gente dizia ‘que merda, desculpe…’ e saía do quarto”. Pete Best, sendo ele próprio um praticante acima da média, ficava espantado com a capacidade de John e que ainda lhe sobrasse libido suficiente para se tornar um conhecedor das espetaculares “revistas-de-punheta” que circulavam pela Reeperbahn. 

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Paul e John no Bambi Kino

Embora ainda não fosse o reduto de gangues violentas racialmente dilacerado que se tornaria, em 1960 St. Pauli ainda era um lugar bastante perigoso. A Polizei (polícia) podia ser escrupulosa ao verificar documentos e emitir atestados médicos, mas pouco se importava com os graves danos físicos infligidos toda noite por porretes, facas, socos-ingleses e pistolas de gás lacrimogêneo. No entanto, graças a uma lei não escrita, contanto que observassem algumas regras básicas, os garotos de Liverpool estavam imunes a essa violência. Gentis garçons cuidavam deles, dizendo aonde podiam ou não podiam ir, com quem ser simpáticos e identificando os durões cujas namoradas eles fariam melhor em deixar de lado. Brigas terríveis estouravam à volta deles, deixando-os livres do perigo. O mais assustador, porém, em todas as confusões embriagadas pelas quais passaram, ninguém jamais lhes cobrou pela recente morte de seus conterrâneos ali. As provocações “antinazistas” que John fazia no palco não eram entendidas ou eram levadas na brincadeira. 

policia

As poucas horas que lhes restavam após tocar e dormir eles passavam sobretudo na rua, vagando de bar em café e de porta em porta com os turistas sexuais, cambistas e ciganos que vendiam de tudo, de livros de sacanagem a diamantes. Perto de Reeperbahn havia uma loja de música chamada Steinway que estocava uma impressionante coleção de guitarras e amplificadores americanos e oferecia planos de venda a prestação tão acessíveis quanto os de Liverpool. Ali John topou com a guitarra dos seus sonhos, uma Rickenbacker Capri 325 com dupla reentrância, a guitarra que ele gravaria seus grandes primeiros sucessos. Embora teoricamente ainda estivesse pagando por sua Hofner Club 40, ele se endividou outra vez para ter uma Rickenbacker, com acabamento “natural” branco-marfim.

John e sua Rickenbacker Capri 325

John e sua Rickenbacker Capri 325

Com sua poderosa nova “arma”, John voltou muitas outras vezes para Hamburgo, o lugar que moldou a sonoridade, o visual e a postura de palco dos Beatles. Hamburgo serviu, além de todas as aventuras vividas, como um grande ensaio que os fez evoluir como músicos e artistas. A cada temporada eles iam conhecendo pessoas importantes para a banda em Hamburgo, como Astrid Kirchherr – que mais tarde inventaria o “corte de cabelo Beatle” – e Klaus Voormann, o criador da arte gráfica do LP Revolver, e perdendo outras, como Stuart Sutcliffe, que morreu de hemorragia cerebral aos 21 anos de idade. Junto com a evolução musical, eles passaram a tocar em clubes maiores e a ficar em alojamentos mais dignos. Quando finalmente voltaram para Liverpool, foram recebidos com a famosa frase: “Vocês falam muito bem inglês para uma banda alemã”. 

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Fonte: Beatlepedia

Paul in Rio 2014. O Maraca é nosso.

Amigos (as) vamos apoiar todas as campanhas para trazer ao Paul e sua maravilhosa banda, moro em São Paulo, quero muito que ele venha para São Paulo porque é certeza que irei, mas apoiarei a campanha do Rio também e as de outros estados, vamos lá pessoal apoiando ok?
Amo a todos vocês.
Vamos compartilhar!

Paul In Rio 2014. O Maraca é nosso!
#PaulinRio2014 #PaulMcCartney

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