BEATLES DIA A DIA – ELEANOR RIGBY

29 de agosto de 1895

Data de nascimento da Eleanor Rigby identificada em um túmulo no cemitério de Liverpool.

História de Eleanor Rigby.

PAUL McCARTNEY- ELEANOR RIGBY

Em 2008, Paul McCartney doou para um leilão de caridade registros antigos de um hospital em Liverpool. Não se sabe como conseguiu os documentos, mas ali estaria a prova de que Eleanor Rigby realmente existiu, acabando com um mistério de mais de 40 anos sobre uma canção homônima dos Beatles. Consta no documento uma assinatura de uma garota de 14 anos chamada “E. Rigby”, que trabalhava como faxineira no City Hospital, de Parkhill. McCartney não se pronunciou, porém, se a história da música – na qual Rigby morre e ninguém vai a seu velório – é verdadeira, nem se a conhecia. Esta não é a primeira vez que Eleanor Rigby é encontrada. Em meados dos anos 80, um túmulo de uma mulher que viveu entre 1895 e 1939 foi achado na St Peter’s Church, o local onde Lennon e McCartney se conhecerem. Na ocasião, Macca chegou a afirmar que a imagem do epitáfio na igreja possa ter ficado subconscientemente na sua cabeça até escrever a canção.

Os Beatles começaram a trabalhar em “Eleanor Rigby” ainda na época do álbum “Help!” em 1965. No início, o nome provisório da canção era “Miss Daisy Hawkins”. Depois, Paul McCartney trocou para “Eleanor Brown”. O mundo só tomaria conhecimento de “Eleanor Rigby” no álbum Revolver de 1966. Ao descobrir em Bristol uma loja de nome Rigby, Paul McCarntney encontrou a chave exótica para a inovadora canção que imaginava. Jurando pensar ter criado um bom nome para uma música, Paul admitiu, anos mais tarde, que descobriu a existência de uma lápide tumular onde constam os nomes de Eleanor Rigby (1895-1939) e à direita, a alguns metros dali, outra de alguém chamado McKenzie (1842-1915). As duas pedras tumulares encontram-se no cemitério de Woolton, em Liverpool, onde o autor da canção perambulava por ali na adolescencia.

Na entrevista da Playboy em 1980, pouco antes de morrer, John Lennon afirmou que “o primeiro verso era do Paul, mas que o restante era basicamente meu”. Pete Shotton, um amigo íntimo de Lennon que estava presente na gravação, disse: “Penso que John tinha uma memória extremamente falha. Tomou os créditos, em uma de suas últimas entrevistas, por muitas das letras, mas na minha memória, em “Eleanor Rigby”, a contribuição de John foi virtualmente nula”.

A letra de “Eleanor Rigby” foi finalizada em Kenwood por Paul, quando ele e John, George, Ringo e mais o amigo Pete Shotton estavam reunidos em uma sala cheia de instrumentos. Cada um contribuiu com ideias para dar substância à história.

Na gravação, assim como em “Yesterday”, do album “Help!”, Paul é o único Beatle. Toca no violão e canta. John, George e Ringo não cantam nem tocam. O acompanhamento foi gravado por um quarteto de cordas conduzido pelo maestro George Martin. O vocal de Paul foi “dobrado” em alguns trechos, de modo que ele fizesse tambem as segundas vozes. “Eleanor Rigby” é a terceira canção dos Beatles mais regravada em todos esses anos, atrás de “Yesterday” e “Something”. Até Caetano Veloso já tirou uma casquinha.

PAUL McCARTNEY – ELEANOR RIGBY

Ah, olhe toda essa gente solitária!
Ah, olhe toda essa gente solitária!
Eleanor Rigby, cata o arroz na igreja
onde houve um casamento
Vive num sonho
Espera na janela, usando o rosto
refletido num jarro perto da porta
Para quem será?
Ah, essa gente solitária!
De onde telas vem?
Ah, essa gente solitária!
Onde todas elas pertencem?
Ah, olhe toda essa gente solitária!
Ah, olhe toda essa gente solitária!
Padre Mackenzie escreve os sermões
que ninguém vai ouvir
Ninguém se aproxima
Olhe ele trabalhando.
Praguejando com suas meias
na noite quando ninguém está lá
Por quê ele se importa?
Todas as pessoas solitárias…
De onde todas elas vem?
Todas as pessoas solitárias…
A que lugar todas elas pertencem?
Ah, olhe toda essa gente solitária!
Ah, olhe toda essa gente solitária!
Eleanor Rigby, morreu na igreja
e foi enterrada com seu nome
Ninguém apareceu
Padre Mackenzie limpa a poeira
da mão enquanto se afasta do túmulo
Ninguém foi salvo

 

 

Fontes: Baú do Edu e The Beatles Diary.

Por Marina Sanches – @sancmarina

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