Arquivo mensal: outubro 2014

BEATLES DIA A DIA

30 de outubro de 1979

George começa a trabalhar no álbum “Somewhere in England” em Friar Park.

George 22 George 48 George 38

 

Fonte: The Beatles Diary.

Por Marina Sanches – @sancmarina.

BEATLES DIA A DIA.

30 de outubro de 1974

Bob Gruen tira a foto de John fazendo o sinal da paz em frente à Estátua da Liberdade.

John 163 - na estátua da liberdade - 1974

 

Fonte: The Beatles Diary.

Por Marina Sanches – @sancmarina.

NOTICIAS BEATLES – O que é que o mono tem? O reencontro com os Beatles, como queriam que os ouvíssemos.

The Beatles In Mono reúne a discografia em vinil mono, o formato predominante da década de 1960 e que os Beatles privilegiavam.

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The Beatles in Mono, a caixa agora editadaDR

The Beatles in Mono, a caixa agora editadaDR

Em 1934 Alan Blumlein, produtor da BBC, convocou os seus superiores. Queria fazer uma demonstração. Nela, ouvir-se-ia algo inédito, sons gravados em movimento no espaço, ou seja, em estereofonia. Infelizmente para Blumlein a gravação da London Philarmonic Orchestra interpretando a Sinfonia nº41 de Mozart não causou o efeito desejado. Os executivos deram-lhe uma palmadinha nas costas e encaminharam-no para outro projecto que lhes parecia promissor, uma caixa de imagens chamada televisão.

 

O estéreo não era novo. Cinquenta anos antes, em Paris, fora apresentado o “teatrofone”, que permitia ouvir em casa a ópera da cidade, através de uma ligação telefónica – e podemos imaginar Marcel Proust, um dos subscritores, com dois auscultadores encostados aos ouvidos a apreciar o som da nova tecnologia. Muito faltaria ainda, porém para que o estéreo se massificasse.

 

Alan Blumlein, que morreria num voo de teste durante a II Guerra Mundial, em 1942, nunca chegaria a ver a sua tecnologia aplicada comercialmente. As primeiras edições discográficas em estéreo surgiriam em 1958 e só se massificariam na década de 1970. Entre um momento e outro, uma banda saiu de Liverpool, estagiou em Hamburgo, mudou-se para Londres, invadiu os Estados Unidos e conquistou o mundo. Chamavam-se The Beatles. Vamos ouvi-los novamente. Vamos ouvi-los com outros ouvidos.

 

The Beatles In Mono reúne todos os discos de vinil da banda misturados em mono (ou seja, com todo o som processado por um canal apenas), acrescidos da colecção de singles Past Masters (de fora ficam apenas, portanto, Yellow Submarine, Abbey Road e Let it Be, exclusivos em estéreo). Foram misturados a partir das fitas originais e cortados para vinil recorrendo às instruções e tecnologia utilizada originalmente. Em termos de arte gráfica são, igualmente, trabalho perfeccionista: da prensagem das capas à reprodução dos textos de apresentação na contracapa e ao tipo de papel nela utilizado, temos em mãos reproduções perfeitas dos álbuns ingleses da década de 1960 (disponíveis também individualmente). Edições deslumbrantes, de som imaculado. Mas depois da reedição integral e remasterizada da discografia em 2009, depois do lançamento em 2012 dessa mesma obra em vinil estéreo e depois do lançamento das edições americanas, que importância terá The Beatles In Mono?

 

 

“Discutir a questão mono versus estéreo hoje em dia parece-me um bocado estranho”, concede Hélder Gonçalves, guitarrista e compositor dos Clã. “O estéreo já se impôs e a coisa mais próxima dessa divisão nos tempos modernos é a luta entre o estéreo e o sistema 5.1.” Para Edgar Raposo, da Groovie Records, editora especializada no rock’n’roll de hoje e em reedições do rock e garage das décadas de 1960 (europeu, sul-americano, asiático), conjuga-se o apelo da nostalgia, “o trazer o passado de novo à ribalta”, com um intuito comercial óbvio. “Falamos das edições originais dos Beatles, que são muito difíceis de encontrar e muito caras. Os coleccionadores sem dinheiro para as adquirir vão dar-se por contentes por ter uma reedição destas”. Bruno Pernadas, músico dos Julie & The Carjackers e autor, a solo, de How Can You Be Joyful In a World Full of Knowledge, álbum de destaque no ano discográfico português, também fala de nostalgia. Ou melhor, de “memória geracional”. Os seus pais têm edições originais dos Beatles, em mono, e foi com elas que Pernadas cresceu. “Ganhamos intuitivamente a memória de um som. Goste-se ou não, é ele que fica na memória”.

 

Quando falamos dos Beatles em mono falamos, portanto, de nostalgia, de memória afectiva. Afinal, o mono é coisa do passado, tecnologia ultrapassada, dir-se-á, e pregar a sua superioridade equivale a defender que o cinema mudo é notoriamente superior ao sonoro. Digamos que a importância de The Beatles In Mono é, acima de tudo, uma questão de fidelidade. Não é o mesmo ouvir With The Beatles, Hard Day’s Night, Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band ou The Beatles (o álbum imortalizado como White Album) nas suas versões mono ou estéreo. E os Fab Four sempre defenderam que era o mono que correspondia fielmente aos seus desejos criativos. Os Beatles eram banda revolucionária, banda experimentalista em estúdio, arautos de um novo mundo. Conservadores, porém, naquela questão.

 

Que raio era essa modernice do estéreo? Não era verdade que a esmagadora maioria das casas tinham aparelhagens de uma coluna apenas, mono portanto, e que era esse o formato privilegiado, por mais barato, pela juventude que comprava aos magotes a nova música pop? Não era certo que os técnicos de som e produtores se tinham tornado verdadeiros mestres no formato, criando nele poderosíssima arquitectura sónica? Para que precisaríamos de duas colunas, dividindo o som, enfraquecendo-o, submetendo a qualidade musical ao novo-riquismo de uma tecnologia a que apenas uns poucos privilegiados podiam aceder? Era o que pensava George Martin, era o que pensava Brian Wilson, dos Beach Boys (ajudava o facto de ser surdo de um ouvido e, portanto, não poder produzir em estéreo), era o que defendia o lendário produtor Phil Spector, inventor do “Wall of Sound” e que, não por acaso, deu ao título da antologia da sua obra, editada em 1991, Back to Mono. E era o que afirmava, já em pleno reinado estéreo, John Lennon. Numa entrevista de 1974 citada no livro generoso em fotos e texto incluído em The Beatles In Mono, queixava-se do que haviam feito a Revolution, single de 1968. “A versão rápida foi destruída. Era uma gravação pesada, mas a mistura estéreo transformou-a num docinho”.

 

Fonte: Público – Via e-mail.

Por Marina Sanches – @sancmarina.

” Things We Said Today “.

PS – Mais uma vez tentei traduzir espero que de para entender.

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É uma canção escrita por Paul e creditada a Lennon-McCartney . Foi composta para o filme A Hard Day’s Night e aparece no álbum da trilha sonora . Também foi lançado como o lado B da ” A Hard Day’s Night single “no Reino Unido.

Paul escreveu a canção em maio de 1964 ao cruzar o Caribe a bordo de um iate chamado Happy Days com sua então namorada Jane Asher.

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A canção é uma das três composições principais (junto com ” And I Love Her “e” Can’t Buy Me Love “) que Paul escreveu para o filme. “Things We Said Today” tem uma premissa saudade inversa. Paul disse: “Eu escrevi isso em acústico. Foi uma coisa um pouco nostálgico, um futuro nostalgia. Vamos lembrar das coisas que disse hoje, em algum momento no futuro, de modo que os próprios projetos de música para o futuro.”

Paul estava particularmente satisfeito com a sua mudança de acorde, Fá maior para B bemol maior -em vez do mais óbvio F menor-que ocorre pela primeira vez abaixo “… desejando que você não fosse tão longe longe “na música. John acentua estridente dedilhando violão. O ritmo da música move-se de balada para o rock.

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Os Beatles gravaram “Things We Said Today” em três tomadas em 02 de junho de 1964. Tomada um era uma falsa partida, tomada dois foi a faixa ritmo e tomada três foi usado para overdubs do vocal principal, pandeiro, e piano . De acordo com o autor Beatle historiador Mark Lewisohn , o piano era para ser omitido, mas é audível em outros microfones durante a gravação dos overdubs, mas MacDonald estava cético sobre essa conclusão.

Os Beatles também gravaram “Things We Said Today” duas vezes para BBC rádio, em 14 e 17 de Julho de 1964. O primeiro, uma performance para o Top Gear programa de rádio, foi destaque na Live at the BBC álbum em 1994. Estas performances teve lugar em torno do mesmo tempo que a versão teatral do filme dos Beatles A Hard Day’s Night, e sobre o desempenho 14 de julho a canção foi erroneamente apresentado como “uma de suas músicas do filme.” A canção não estava no filme, mas foi incluído na lado 2,  “não-trilha sonora”  A Hard Day’s Night LP.

Os Beatles incluíram “Things We Said Today” como parte de seu set ao vivo durante sua turnê 1964 dos Estados Unidos e do Canadá. George Harrison cantou harmonias vocais ao lado de Paul McCartney durante as performances.

 

Traduzido por Marina Sanches – @sancmarina – desculpem ainda estou aprendendo Inglês.

 

FAIXA-A-FAIXA, POR YOKO ONO – 10.

Hoje é “Beautiful Boy(Darling Boy)”

Essa é uma matéria do jornal Folha de São Paulo de 08/01/1998.

Os principais trechos dos comentários que Yoko Ono fez sobre canções de “Lennon Legend” para revista “Uncut”:

“Beautiful Boy (Darling Boy)” – “O fato de John ter dado a mim e a Sean tanto amor nos ajudou a sobreviver.”

 

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Por Marina Sanches – @sancmarina