Arquivo mensal: outubro 2015

“All Together Now”.

Composta por Paul para o álbum Yellow Submarine. Paul tentou fazer com que está música ficasse animada, com o seu vocal solo, e os de John e George ao fundo.

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A Faixa foi gravada em 12 de maio de 1967 nos Abbey Road Studios e mixados no mesmo dia, mas não foi lançado até 13 de janeiro de 1969, quando apareceu no album de trilha sonora do desenho-animado dos Beatles, “Yellow Submarine”. George Martin faltou nessa sessão de gravações, deixando Geoff Emerick no comando da sala de controle. A canção levou menos de seis horas para gravar e foi gravada em nove tomadas, com o nono sendo o “melhor”.

Paul foi seu principal compositor. A ideia era que fosse outra “Yellow Submarine”, e John ficou satisfeito quando ouviu as torcidas de futebol da Inglaterra cantando a música.

Um dos efeitos do psicodelismo era a renovação do interesse pela inocência da infância, e as rimas infantis começaram a afetar o trabalho pós-Pepper dos Beatles. Iona Opie folclorista e editora do The Oxford Dictionary of Nursery Rhymes, acredita que, quando as frases soam tão familiares, atraem mais a memória compartilhada: “Não posso distinguir nenhuma influência particular em “All Together Now'”, ela afirma. “Existem tantas rimas de ABC e há diversas rimas como ‘one, two, three, four, Mary at the cottage door…’ que estão muito próximas. A música parece ter saído de um inconsciente universal”.

Paul confirma tê-la tirado das músicas para criança (“É uma cantiga de brincadeira”), mas diz que também estava brincando com o significado de “All Together Now” (“Todos Juntos Agora”), que podia tanto ser um convite para que todos cantassem em uníssono quanto um slogan para a unidade mundial.

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Paul Horn se lembra da música sendo cantada enquanto eles estavam na Índia, mas em vez de “H, I, J, I love you”, era “H, I , Jai Guru Dev”, em homenagem ao mestre espiritual do Maharishi.

Por Marina Sanches – @sancmarina.

Fonte: S.S..

“Two Virgins”.

É o polêmico álbum de John Lennon e Yoko Ono, lançado em maio de 1968, e que apresenta na capa e na contra-capa os dois artistas nus, de frente e de costas.

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Na época do lançamento, a EMI recusou-se a lançar o disco, que foi editado e lançado por duas gravadoras independentes nos Estados Unidos e Inglaterra. O álbum marca o início da parceria entre Lennon e Ono, e também o início do afastamento de Lennon de sua banda, os Beatles. O disco na verdade não é composto de canções, e sim de experimentos musicais, gravados no estúdio particular da casa de John, em Londres. Hoje em dia, o disco é considerado uma peça de colecionador, pois em muitos países (inclusive no Brasil) ele continua inédito.

Por Marina Sanches – @sancmarina

Fonte: S.S.

“Only a Northern Song”.

Canção que aparece no filme e no álbum Yellow Submarine de 1969. Foi escrita e cantada por George.

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A base da faixa foi gravada em 13 de Fevereiro de 1967, com overdubs adicionados no dia 14 do mesmo mês e no dia 20 de Abril. Originalmente, a canção iria aparecer no álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band. De acordo com o engenheiro de som dos Beatles, Geoff Emerick, a música foi deixada de fora do álbum porque os membros da banda acharam que ela não combinava com o resto das músicas. Tendo uma letra que faz referência ao próprio escritor, uma forma musical inconvencial e instrumentação pouco usual, incluindo trompetes distorcidos, um órgão com reverb (reverberação), sinos, e um glockenspiel, esta é uma das músicas mais psicodélicas dos Beatles.

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Ao longo da música, Paul toca trompete, assim como os outros membros tocam instrumentos de percussão tais como glockenspiel, sinos orquestrais e tímpano. Um mellotron também pode ser ouvido em algumas partes da música. Uma versão editada e ligeiramente acelerada da canção sem os overdubs do dia 20 de Abril (apenas órgão, bateria, baixo e vocal) foi lançada no álbum Anthology 2 em 1996, com uma tomada vocal diferente contendo alguma variação na letra. Como a música foi feita com duas tomadas separadas tocando em sincronia, a mixagem original da música, monofônica, só foi lançada em 1999, quando uma versão remixada da faixa foi lançada no álbum Yellow Submarine Songtrack.

A letra mostra o descrédito de George para com a própria música, concluindo cada verso com a frase “It’s only a Northern song” (‘É apenas uma canção do Norte’), que George explicou se referir tanto à cidade natal dos Beatles, Liverpool, que fica no noroeste da Inglaterra, como à companhia de publicações Northern Songs (George ainda não tinha formado sua própria companhia de publicação; ‘Northern Songs’ era a companhia de publicação de Lennon/McCartney). A música às vezes é interpretada como uma zombaria à Lennon/McCartney, fazendo referência às letras e músicas psicodélicas que os dois faziam na época, e como uma reação às atitudes de menosprezo de Lennon e McCartney para com as composições de George, com ele cantando indiferentemente “It doesn’t really matter what chords I play/What words I say or time of day it is/As it’s only a Northern song” (‘Não importa realmente que acordes eu toco/Que palavras eu digo ou que hora do dia é/Já que é apenas uma canção do norte’).

Por Marina Sanches – @sancmarina.

Fonte: S.S.

BEATLES DIA A DIA

23 de outubro de 1980

O compacto “(Just Like) Starting Over” / “Kiss Kiss Kiss” de John e Yoko é lançado nos EUA, marcando o retorno do casal ao show bizz. O assassino MDC assina sua demissão como “John Lennon”.

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Fonte: The Beatles Diary.

Por Marina Sanches – @sancmarina

BEATLES DIA A DIA – A história da suposta morte de Paul McCartney.

22 de outubro de 1969

Paul nega oficialmente os rumores de que teria morrido.

A história da suposta morte de Paul McCartney.

Paul teria morrido em um acidente de carro às 5 horas da manhã de uma quarta-feira, dia 9 de novembro de 1966. Sofreu esmagamento craniano e/ou foi decapitado ao colidir com outro veículo por não ter observado o sinal do cruzamento fechar, conforme teria sido contado posteriormente na música A Day in the Life: “he blew his mind out in a car… he didn’t notice that the lights had changed” (“Ele arrebentou a cabeça num carro… não percebeu que o sinal havia mudado”). No acidente, seu rosto teria sido desfigurado e ele teria perdido seus dentes, o que inviabilizou a identificação do corpo (não existia, na epoca, exames de DNA para identificação). Desta forma, os outros Beatles teriam resolvido substituí-lo por um sósia.

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De fato, Paul sofreu um acidente de moto que lhe valeu um corte no lábio superior e um dente quebrado.

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Foto de Paul depois do acidente.

Nada muito grave além disso. Isto pode ser observado no vídeo de Paperback Writer e Rain, onde Paul parece com uma parte do dente quebrado e com os lábios inchados. Quanto a letra de A Day In The Life, Lennon compôs a letra após ler a notícia da morte do jovem socialite Tara Browne, herdeiro da cervejaria Guinness, de 21 anos, morto em 18 de dezembro de 1966. John estava tocando piano em sua casa quando leu a notícia da morte de Browne no jornal Daily Mail. Tara Browne estava dirigindo com sua namorada, a modelo Suki Potier, no seu Lotus Elan através da South Kensington em alta velocidade (alguns relatos sugerem cerca de 170km/h). Ele não conseguiu ver a luz do sinal de trânsito e prosseguiu através da esquina da Redcliffe Square com a Redcliffe Gardens, colidindo com um caminhão estacionado e morreu no dia seguinte.

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Para a escolha do substituto teria sido feito um concurso nacional de sósias e o vencedor, William Campbell ou Billy Shears, após vencer o concurso teria feito algumas operações plásticas para aumentar sua semelhança com o Beatle morto e poder substituí-lo.

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Observam as fotos, não tem nada a ver claro que é o Paul em todas.

A única falha no novo beatle teria sido uma cicatriz em seu lábio superior que não pôde ser removida e aparece nas fotos de Paul (o falso Paul) desde então. Esta cicatriz na realidade existiu e foi decorrente do acidente de moto sofrido por Paul, já anteriormente citado.

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Com o sósia colocado no lugar do verdadeiro Beatle, os demais integrantes da banda e seus produtores teriam começado a divulgar várias pistas para que os fãs pudessem descobrir que o verdadeiro Paul havia morrido. A maioria das pistas relatadas exige bastante senso crítico.

A não ser que o corpo tivesse sido totalmente carbonizado (acarretando, inclusive, na destruição da arcada dentária), não há possibilidade de não se executar a identificação. Não há registro de ocorrência policial ou relato de autópsia noticiando o “acontecimento”. Não houve uma única testemunha de um acidente tão grave. Uma figura tão popular e sempre presente como Paul McCartney, seu sumiço certamente seria notado pela imprensa. Na época, nada foi noticiado. E mesmo após 1966, Paul compôs diversas canções tão criativas quanto as anteriores à suposta “morte”, tanto com sua carreira com os Beatles quanto em sua carreira solo e com os Wings.

Início dos boatos.

A suposta “morte de Paul McCartney” foi primeiramente noticiada em 12 de outubro de 1969 em uma rádio de Detroit, prefixo WKNR-FM, nos Estados Unidos, pelo disc jockey Russ Gibb. Ele havia recebido um telefonema de um ouvinte o instruindo para algumas pistas em músicas e capas de discos que indicavam a suposta morte. Russ Gibb neste dia leu a lista das pistas no ar e também improvisou algumas mais.

Para seu espanto, os jornais locais levaram a sério esta brincadeira e publicaram a lista. No mês de outubro os boatos tinham se espalhado de tal forma nos Estados Unidos que obrigaram Paul McCartney, em férias na Escócia, a vir a público, em uma entrevista para a revista Life, desmentir os boatos sobre a sua morte. A partir daí, vários livros foram escritos e, cada vez mais, novos “fatos” foram sendo “encontrados” e adicionados à lista de indícios sobre a sua morte.

Fonte: The Beatles Diary e pesquisa.

Por Marina Sanches – @sancmarina.