Arquivo mensal: novembro 2015

NOTICIAS BEATLES – GEORGE HARRISON

Enigmas espirituais da genialidade de um beatle.

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Um dos elementos fundamentais para entender a história dos Beatles é a espiritualidade de George Harrison. Pelo menos é o que garante o historiador e escritor norte-americano Joshua M. Greene. É ele quem toca numa questão emblemática para os Fab Four de forma inédita, com a biografia “Here Comes the Sun – A Jornada Espiritual e Musical de George Harrison” (Coletivo Editorial), recém-lançada em português, com evento de divulgação realizado hoje, na Livraria Ouvidor.

Apesar de ser de conhecimento público que o guitarrista George Harrison contribuiu significativamente para a difusão da música indiana – sendo o primeiro músico a inserir um instrumento da Índia (sitar) na música pop, com a canção “Norwegian Wood” –, até então as influências espirituais do beatle tinham sido pouco exploradas. Inclusive em publicação anterior similar, “A Biografia Espiritual de George Harrison”, escrita por Gary Tillery em 2012, que chegou a ser criticado pelo conteúdo raso de suas 200 páginas – sem qualquer novidade substancial.

Ao contrário disso, a publicação de Greene, abastecida por nada menos do que 416 páginas, reúne fotografia raras e histórias inéditas de George com músicos como Bob Dylan, Eric Clapton e Elvis Presley, além de descrições detalhadas de seus encontros com líderes espirituais, como sua amizade com Ravi Shankar, lenda da música indiana, que lhe mostrou a ligação harmoniosa entre música e espírito.

Fonte: O Tempo – Via e-mail.

Por Marina Sanches – @sancmarina.

“RINGO”.

Lançado em 1973, pela Apple Records é o terceiro álbum de Ringo. Ele chegou ao 7º na Albums Chart Reino Unido e número 2 na Billboard 200, e foi certificado platina pela RIAA. No Canadá, ele chegou a número 1 no RPM álbuns nacionais gráfico. O álbum tem o aparecimento de todos os quatro Beatles, e inúmeras estrelas convidadas, algo que se tornaria uma assinatura para Ringo em muitos de seus álbuns e turnês posteriores.

Por Marina Sanches – @sancmarina

Fonte: S.S.

“Octopus’s Garden” – “Jardim dos Polvos”.

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Segunda colaboração de Ringo para a banda como compositor (a primeira havia sido “Don’t Pass Me By”, do Álbum Branco). Foi inspirado numa viagem à ilha italiana da Sardenha durante as férias do último disco, quando se deparou com uma excursão turística que falava sobre a vida dos polvos. A guia turística dizia que os polvos para se protegerem, juntavam pedras coloridas em frente às suas tocas criando uma espécie de jardim, assim sendo: “Octopus’s Garden” ou “Jardim dos Polvos”. George ajudou Ringo na composição (essa cena pode ser vista no filme Let It Be), porém George deu total crédito a Ringo. Além disso Goerge colaborou com Ringo nas suas músicas a solo “Photograph”, e “It Don’t Come Easy”. A letra simples que lembra temas infantis, a simpatia de Ringo e a competência dos outros Beatles em acompanhá-lo tornaram “Octopus’s Garden” um número muito querido entre os fãs ao longo dos anos. Embora o baterista já tivesse tido duas músicas cantadas por ele nas listas de sucesso (“Yellow Submarine” e “With a Little Help from My Friends”), essa foi a primeira e única vez que Ringo faria sucesso com uma composição sua nos Beatles. Em alguns shows dos Oasis, Noel Gallagher cantava essa música no final da canção “Whatever”.

 

Por  Marina Sanches – @sancmarina

Fonte: S.S.

NOTICIAS BEATLES – PAUL McCARTNEY

Qual o segredo dos êxitos dos Beatles? Paul McCartney conta.

O primeiro grande sucesso mundial dos Beatles foi lançado há mais de 50 anos. Quando escreveu “Love Me Do”, Paul tinha apenas 16 anos e, com John Lennon,George Harrison e Ringo Starr, viu a canção ganhar asas até aos primeiros lugares dos tops mundiais.

Mas “Love Me Do” não foi o único êxito da banda britânica. Na edição especial da revista Billboard, o Paul revela algumas das histórias por trás dos principais sucessos da banda.

“I Want To Hold Your Hand” (fevereiro de 1964)

No final de 1962, os Beatles começaram a dar os primeiros passos na conquista do Reino Unido, mas nos Estados Unidos da América a história era outra – os amantes do pop rock olharam para a banda de forma cética e estranhavamos penteados “à menina”. “Não queríamos ir para os E.U.A. sem ter uma canção no número um. Uma série de artistas britânicos foi para lá e voltou porque o público ficou um pouco desapontado. Eu disse: Não quero que seja assim. Se vamos, queremos ir em cima”, conta Paul à revista.

“Estávamos a atuar em Paris, tínhamos um compromisso no Teatro Olympia (…) e recebemos um telegrama que dizia: Parabéns, são número um nos tops dos Estados Unidos. Pulámos nas costas uns dos outros”, conta o músico.

 

“Love Me Do” (maio de 1964)

Com apenas dois acordes, “Love Me Do” chegou ao primeiro lugar a 30 de maio de 1964. “O nosso material inicial é mais simples do que as coisas que fizemos depois”, explica Paul McCartney. “A canção foi muito simples e enquadrava-se na categoria de canções de fãs. As nossas primeiras músicas tinham “me” ou “you””, explica o Beatle, acrescentando que diziam aos fãs sem vergonha “ama-me” ou “quero segurar a tua mão”.

“Help!” ( setembro de 1965)

Depois de dois anos de gravações, de digressões que pareciam não ter fim e com John Lennon infeliz devido ao casamento, Paul teve a missão de compor uma nova canção. “Transformei a casa do John para uma sessão de composição (…) E vi a oportunidade de adicionar um descant (melodia no segundo verso) e terminámos [a canção] rapidamente: Descemos e cantámos para a mulher do John naquela altura, a Cynthia, e para um jornalista”, revela o cantor.

 

Embora a tristeza tenha sido disfarçada com o ritmo alegre da música, Lennon disse que se sentia “gordo e deprimido e a gritar por ajuda”.  À Billboard, Paul explica ainda que John estava sempre à procura de ajuda. “Ele achava que as pessoas morriam quando ele estava por perto: o pai dele saiu de casa quando John fez três anos, o tio com quem viveu morreu três anos depois de a sua mãe morrer. Acho que toda a vida de John era um grito por ajuda”, revela.

 

“Hey Jude” (setembro de 1968)

“Estava no caminho para ir vê-lo [Julian], depois de John [Lennon] e de Cynthia se terem divorciado e, porque tinha uma boa amizade com Julian [filho de John Lennon], veio-me à cabeça: Hey, Jules, não fiques mal”, lembra Paul. “É uma canção de esperança”, acrescenta.

Mais tarde, o músico decidiu mudar “Jules” para “Jude”: “Tinha ouvido o nome num musical – Carousel, acho eu: ‘Jude está morta’, ou algo do género. Eu não tinha percebido que ‘Jude’ significa ‘judeu’ [em alemão] e isso causou algumas confusões e… um homem ficou bastante irritado comigo”. O homem ficou tão zangado que, depois de ver pintado numa janela “Hey Jude”, partiu o vidro com uma garrafa de sifão de soda.

Paul não desvenda para quem é que escreveu a canção o mistério permanece. Porém, John Lennon suspeitava que o tema era sobre a sua relação com Yoko Ono. Paul não confirma, apenas revela que as primeiras linhas são sobre Julian, filho de Lennon.

Fonte: Sapo – Via e-mail.

Por Marina Sanches – @sancmarina.

NOTICIAS BEATLES – PAUL McCARTNEY

“Eu acho que toda a vida de John foi um grito de socorro”, diz Paul McCartney.

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Em entrevista à revista Billboard, Paul McCartney revelou sua opinião em relação ao ex-companheiro de banda, John Lennon. O cantor, que morreu em 1980, sempre disse que a música “Help!” era um grito de socorro momentâneo, mas Paul declarou que o amigo passou a vida inteira clamando por ajuda.

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“Socorro! eu preciso de alguém”, “quando eu era jovem, muito mais jovem que hoje, eu nunca precisei da ajuda de ninguém para nada”, “ajude-me se você puder, estou me sentindo desanimado, eu gostaria de ter você por perto” e “você não vai, por favor, me ajudar?” são alguns trechos do hit, lançado pelos Beatles em 1965.

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Durante a entrevista, McCartney disse que olhando para trás, consegue perceber que o companheiro estava sempre à procura de ajuda: “Ele tinha a paranoia de que as pessoas que estavam por perto dele sempre morriam. Seu pai saiu de casa quando John tinha três anos, o tio com quem ele viveu morreu mais tarde, depois foi sua mãe que morreu. Eu acho que toda a vida de John foi um grito de socorro”, comentou.

Já à revista “Esquire”, o músico fez revelações íntimas sobre a morte de Lennon. Ele admitiu que se sentia “frustrado” com a opinião pública a respeito do amigo após o assassinato. “Depois dos Beatles, George fez seu disco, John fez o dele, eu fiz o meu, Ringo fez o dele. Estávamos na mesma, mas quando John levou um tiro, além do puro horror disso tudo, a coisa foi persistente: ‘ok, John agora é um mártir. Um John Kennedy’. Eu comecei a ficar frustrado”, afirmou ele.

Fonte: Bonde – Via e-mail.

Por Marina Sanches – @sancmarina.

“Oh! Darling” – “Vocal gritado e rasgado”.

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Esta canção de Paul é mais uma brincadeira ao estilo dos anos 50 do que uma composição a ser levada a sério. Toda a banda parece se divertir, e a qualidade dos Beatles como músicos fizeram de “Oh! Darling” um número famoso. Para poder realizar o vocal gritado e rasgado que caracteriza a música, Paul realizava apenas um trecho da gravação dela por dia, no início da manhã, para que sua voz tivesse o tom e a força necessária. John dizia durante as gravações que ele deveria fazer essa parte por ser mais seu estilo de voz. No álbum Anthology 3 é possível ver uma versão em que John canta esse trecho e no final alguns trechos dele comemorando a notícia do divórcio de Yoko do seu primeiro marido.

 

Por Marina Sanches – @sancmarina

Fonte: S.S.

Maxwell’s Silver Hammer – “Um maníaco homicida chamado Maxwell”.

 

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Perguntado a Ringo Starr posteriormente qual foi o pior momento ao lado dos Beatles, Starr respondeu: ‘Sem dúvida, as gravações de “Maxwell’s Silver Hammer”‘.

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Também não é para menos: Levaram três dias inteiros para gravar, inclusive com Lennon desistindo de participar dizendo que “era mais uma ideia estapafúrdia de Paul”, Harrison teve que reprisar o solo muitas vezes e acabou cansando também e Starr odiava a ideia de ter que tocar bateria sem bater na caixa, com a baqueta batendo na coxa para marcar o tempo (só no refrão ele toca normalmente). McCartney argumentava que apenas queria “tudo dando certo”, ou seja, “tudo do seu jeito”. Apesar da melodia agradável, “Maxwell’s Silver Hammer” conta, através de versos cheios de humor negro, a história de um maníaco homicida chamado Maxwell, que com seu martelo de prata sai matando todos por aí. McCartney estava convencido de que ela seria um sucesso, o que acabou não ocorrendo.

 

Por Marina Sanches – @sancmarina.

Fonte: S.S.