Arquivo mensal: setembro 2017

BEATLES DIA A DIA.

25 de setembro de 1964

Brian Epstein revela que, nos EUA, um consórcio de empresários lhe ofereceu 3,5 milhões de libras pelo contrato dos Beatles. Ele rejeitou a oferta.

Beatles em Dallas 1964 e EpsteinBrian Epstein 1

Brian EpsteinBrian 01 - Brian Epstein at the Cavern, circa 1961Brian 02 - Brian Epstein circa 1963.Brian 04 - Brian Epstein circa 1964.

Fonte: The Beatles Diary.

Por Marina Sanches – @sancmarina

“Anna (Go to Him)” – “Uma das favoritas de John”.

John 7John 6Beatles 35Beatles 22 - Virginia Harry and John Lennon at the ABCJohn+Lennon (34)

É o nome de uma canção escrita por Arthur Alexander. Alexander lançou a canção como single pela Dot Records em 17 de setembro de 1962. Embora no título da canção está “go to him” na canção se canta “go with him”.

A canção era uma das favoritas de John Lennon, e tornou-se parte do repertório dos Beatles no início de carreira sendo lançada no primeiro álbum do grupo em 1963, Please Please Me. Nos Estados Unidos, a canção foi lançada no álbum The Beatles lançado em 22 de julho de 1963 e relançada no álbum The Early Beatles em 22 de março de 1965.

Os Beatles gravaram a canção no dia 11 de fevereiro de 1963 em três takes. No dia 17 de junho de 1963, os Beatles gravaram a música para o show na rádio BBC chamado Pop Go the Beatles. O show foi ao ar no dia 25 de junho. Eles a gravaram novamente no dia 1 de agosto para o show de rádio do dia 25 de agosto.

Por Marina Sanches – @sancmarina

Fonte: S.S.

“Venus And Mars/Rock Show”. Paul McCartney

É uma mistura de duas músicas escritas por Paul e Linda McCartney e gravadas  pelos Wings que compõem as duas primeiras músicas do álbum Venus e Mars . O single foi lançado nos Estados Unidos em 27 de outubro de 1975 e no Reino Unido em 28 de novembro de 1975. O lado B foi “Magneto e Titanium Man”, outra faixa do álbum.  A versão única é consideravelmente mais curta do que a versão do álbum das músicas; no single “Rock Show” é cortado por mais de 3 minutos e “Venus e Mars” é cortado por alguns segundos. [1] [2]”Venus e Mars / Rock Show” atingiram o número 12 no Billboard Hot 100 nos EUA, [3], mas não apresentaram gráficos no Reino Unido . [4] No livro The Rough Guide to the Beatles , Chris Ingham elogiou ambas as músicas, descrevendo “Venus e Mars” como “atmosférico” e “Rock Show” como “barnstorming”.

“Venus e Mars” é uma música acústica e popular que representa a perspectiva de um show de shows aguardando o início do show.  Originalmente, quando a música foi lançada, os fãs acreditavam que o título se referia a Paul e Linda. Paulo negou isso, afirmando que a música “é sobre um amigo imaginário que tem uma namorada que é o tipo de pessoa que pergunta qual é o seu sinal antes de dizer ola. É isso:”Um bom amigo meu estuda as estrelas. De fato, no primeiro verso é “um bom amigo meu segue as estrelas”, por isso pode ser ambíguo: um grupo ou um astrólogo “.

“Rock Show” é uma música de arena rock mais difícil. O coro de “Rock Show” menciona concertos no Concertgebouw de Amsterdã , no Madison Square Garden de Nova York e no Hollywood Bowl de Los Angeles . Os versos incluem referências musicais como “Silly Willy com a banda de Philly” e a guitarra de Jimmy Page e o Rainbow Theatre .  Além da linha Wings normal, Allen Toussaint tocou piano nesta música.

 

Por Marina Sanches – @sancmarina

Fonte: S.S.

 

A DAY IN THE LIFE – “Eu adoraria te ligar”.

20071019-c9John Sgt. Pepper's 1967the-beatles-london_13293_600x450

A canção começa no meio dos aplausos da faixa anterior, com John Lennon no violão.
Em seguida, Paul entra no piano e a voz rouca de John começa a cantar. (Sua voz é um dos pontos altos da canção e, no entanto, ele andava preocupadíssimo, achando que ela era péssima, pedindo a George Martin que a corrigisse eletronicamente e chegando a cantar através de um tubo de papelão).

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Quando ele diz “I’d love to turn you on” (eu adoraria te ligar), entra a orquestra que vai subindo na escala musical criando um efeito ligadíssimo, até parar de repente. Ouve-se o despertador, e Paul acorda, levanta, sai correndo, pega o ônibus, fuma e entra num sonho (“Woke up, fell out of bed” até “Went into a dream”). A música fica suave e meio onírica, com John cantando em “AA” e a orquestra outra vez. Seria o efeito produzido pelo que Paul fumou?

Em estudio Londres 1967The Beatles - B&W - Sgt Pepper - Abbey Road 67 - C Apple Corps Ltd
Tudo recomeça e, quando John repete “I’d love to turn you on”, a orquestra entra de novo, mas não pára dessa vez,  até o final da música, que é um acorde produzido por três pianos e um harmônico e dura cerca de 45 segundos.
Nos discos ingleses, entra, em seguida, um tom de 20 mil Hertz, audível somente por cachorros – um gesto simpático para com esses animais; afinal, dizem que Londres tem três cachorros por habitantes.
Mas a história não acaba aí.
O sulco central do disco traz ruídos irreconhecíveis que já tiveram n interpretações – claro, rodando pra frente, pra trás, de todo o jeito. Isso, se seu toca-discos não for automático e a agulha permanecer sobre o disco até o fim (se tiver um toca-discos – vinil). Os “assassinos” de Paul ouviam, de trás pra frente, “Paul is dead” (prova irrefutável: “Paul está morto”); Paul contou que um grupo de fãs foi até a casa dele, cheias de risinhos, e disseram que tinham ouvido de trás pra frente e dava “We’ll fuck you like Superman”, ou seja, “Vamos foder vocês como super-homens”. Ele não acreditou, mas foi conferir e…
– Lá estava, sem dúvida alguma… ‘We’ll fuck you like Supermen’. Eu pensei: ‘nossa, o que a gente pode fazer?”
Na verdade, aquele finalzinho foi gravado na festa que aconteceu durante e depois das gravações de “A Day in the Life”, nos estúdios de Abbey Road. Estavam lá estrelas do astral de Mick Jagger e senhora (na época, a cantora Maranne Faithfull). A orquestra estava vestida a rigor e com máscaras fornecidas pelos Beatles. Esse momento, enquando tocavam trompete, foi tirada a última foto dos quatro com Brian Epstein no meio deles, antes de sua morte.
Para gravar o som orquestral, George Martin avisou aos músicos que não havia partitura, mas que ele lhes indicaria quais as notas mais agudas e mais graves que cada um deveria tocar. É o resto era por conta deles. Essa parte foi gravada quatro vezes e reproduzida superposta com diferença de sincronização, a fim de se conseguir essa massa sonora compacta. A voz que se ouve contando pertence a Mal Evans. O despertador entrou sem querer e, como não era possível tirá-lo, acabou ficando e sendo aproveitado para o trecho de Paul. No final da gravação, lá pelas três da manhã, a festa rolava com muita bebida e roupas coloridas quando Ringo, diante do microfone, disse:
– Acho que vou cair!
E foi amparado por Mal Evans.

BUMZoyBIcAAuZVIMal Evans, Ringo and John, White Album Ses­sions, Abbey Road Stu­dios 1968
Paul declarou à imprensa que a intenção de se referir a drogas existia nessa canção (e apenas nessa. O resto é elocubração de beatle-intérprete).
– Mas queremos ligar você à verdade, mais do que à loucura.
Assim se fechava a obra-prima desencadeadora de uma revolução que não encontrou substituta até o momento. O fecho foi um acontecimento cheio de surpresa e com muito estilo – como tudo que os Beatles fizeram.
A BBC proibiu a canção.

Por Marina Sanches.

Fonte: S.S.