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UM POUCO DE CADA BEATLES – 3º BEATLE – GEORGE HARRISON

George Harrison, MBE (Liverpool, 25 de fevereiro de 1943— Los Angeles, 29 de novembro de 2001) foi um artista inglês, cuja carreira abrangeu diversas áreas. Guitarrista, cantor, compositor, ator e produtor de cinema, Harrison atingiu fama internacional como guitarrista dos Beatles. Por vezes referido como “o Beatle quieto” , Harrison, com o passar do tempo, tornou-se um admirador do misticismo indiano, introduzindo-o aos Beatles, assim como aos seus fãs do Ocidente. Após a dissolução da banda, ele teve uma bem-sucedida carreira solo; posteriormente, também obteve sucesso como membro do Traveling Wilburys e como produtor de cinema e musical. Harrison ocupa a 11ª posição da lista “Os 100 Maiores Guitarristas de Todos os Tempos”, da revista Rolling Stone5

Ainda que a maioria das músicas dos Beatles tenham sido compostas por Lennon e McCartney, os álbuns do grupo, a partir de With the Beatles (1963), geralmente incluíam uma ou duas músicas de autoria de Harrison. Suas últimas composições com o grupo incluíram “Here Comes the Sun”, “Something” e “While My Guitar Gently Weeps”. À época do fim da banda, Harrison havia acumulado uma grande quantidade de material, lançado em seu aclamado álbum triplo All Things Must Pass, de 1970, do qual saíria o single “My Sweet Lord”. Em complemento à sua carreira solo, Harrison co-escreveu, junto de Ringo Starr, duas músicas de sucesso, assim como músicas para os Traveling Wilburys — o supergrupo formado por ele, Bob Dylan, Tom Petty, Jeff Lynne e Roy Orbison, em 1988.

Harrison se envolveu com a cultura indiana e o hinduísmo no meio dos anos 60, ajudando a expandir e disseminar, pelo Ocidente, instrumentos como o sitar e o movimento Hare Krishna. Juntamente de Ravi Shankar, ele organizou um grande evento de caridade em 1971, o Concerto para Bangladesh.

Além de musicista, Harrison também foi um produtor musical e co-fundador da HandMade Films. Em seu trabalho como produtor de cinema, ele colaborou com artistas como Monty Phyton e Madonna.7

Casou-se duas vezes, com a modelo Pattie Boyd, de 1966 a 1974, e por 23 anos com Olivia Trinidad Arias, com quem teve um filho, Dhani Harrison. Era amigo íntimo de Eric Clapton. É o único Beatle a ter publicado uma autobiografia, I Me Mine, em 1980. Harrison morreu de câncer de pulmão, em 2001.

Infância e adolescência.

George Harrison nasceu em Liverpool, na Inglaterra, em 25 de fevereiro de 1943, o último de quatro filhos de Harold Hargreaves Harrison e sua esposa Louise, nascida Louise French.

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A primeira casa de Harrison (Arnold Grove, nº 12).

Tinha uma irmã, Louise (o mesmo nome de sua mãe), nascida a 19 de agosto de 1931, e dois irmãos, Harry, nascido a 1934, e Peter, nascido a 1940. Sua mãe, Louise, trabalhava em uma loja de Liverpool e Harold, seu pai, era um motorista de ônibus que, anteriormente, havia trabalhado como dispensário de barcos na White Star Line. Sua família era católica. Possuía raízes irlandesas, uma vez que seu avô materno, John French, nascera no Condado de Wexford, na Irlanda, imigrando para Liverpool, onde se casou com uma garota local, Louise Woollam.

Harrison nasceu na casa onde viria a morar pelos seus primeiros seis anos de vida, o número 12 da Arnold Grove, situada em Wavertree, Liverpool. Em 1950, uma council house foi oferecida à família, que se mudou para o número 25 da Upton Green, em Speke.

Sua primeira escola foi a Escola Primária de Dovedale, bastante próxima da Penny Lane , a escola onde John Lennon estudava. Passando em seus exames finais, Harrison conseguiu uma vaga no Liverpool Institute for Boys, onde ficou de 1954 a 1959.15 George disse que, quando tinha 12 ou 13 anos, ele teve uma “epifania” — andando de bicicleta pela vizinhança, ele ouviu “Heartbreak Hotel”, de Elvis Presley, tocando em uma casa próxima, e ficou chocado. Ainda que, à época, ele tivesse tido um bom desempenho escolar, ele já havia perdido o interesse pelos estudos. Com 14 anos, ele se sentava ao fundo da sala de aula, tentando desenhar guitarras nos livros escolares: “Eu estava completamente vidrado em guitarras. Eu ouvi que um garoto na escola tinha uma guitarra de três libras e dez xelins, era só um pequeno buraco acústico. Eu pedi três libras e dez xelins à minha mãe; isso era bastante dinheiro pra nós.” Harrison comprou um violão Dutch Egmond. Enquanto estava no Liverpool Institute, Harrison formou um grupo de skiffle com seu irmão Peter e um amigo chamado Arthur Kelly. Foi nessa escola que ele conheceu Paul McCartney. McCartney, posteriormente, se tornaria membro da The Quarrymen, banda de John Lennon, à qual Harrison se juntaria, em 1958.

The Quarrymen

Em 1958, John Lennon começou a perder o interesse pelo skiffle, começando a tocar mais rock and roll. Rod Davis que tocava banjo saiu do grupo e, em fevereiro, George Harrison entrou para o grupo. Posteriormente, Stuart Sutcliffe (chamado também de Stu) também entrou para a banda como baixista. No verão do mesmo ano, eles gravaram em um disco de acetato de 78-rpm as canções “That’ll Be the Day”(composição de Buddy Holly) e “In Spite of All the Danger” (composição de McCartney e Harrison).

Em 1960, a banda trocou de nome 5 vezes. Stu sugeriu o nome The Beetles (os besouros) em homenagem a banda The Crickets (os grilos), de Buddy Holly. Após uma tournê com Johnny Gentle na Escócia, eles mudaram definitivamente o nome para The Beatles.

Anos 60: The Beatles

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Os Beatles em 1964, chegando a Nova York.

No começo dos Beatles, George era visto pelo outros membros do grupo como um garoto por ser o mais jovem dentre eles.

Ele foi o primeiro beatle a ir aos Estados Unidos, quando visitou sua irmã Louise em Benton, Illinois, em setembro de 1963. Em 1964, ele voltaria aos Estados Unidos com os Beatles, época em que eles se apresentaram no programa de TV chamado Ed Sullivan Show. Durante esta visita aos Estados Unidos, George Harrison ganhou uma guitarra modelo “360/12” da Companhia Rickenbacker; esta guitarra de 12 cordas fez parte de várias solos de George por volta de 1965.

Durante o auge da beatlemania, George ficou conhecido como o “beatle tímido” (“quiet Beatle”), devido a sua maneira introspectiva e tendência a falar pouco durante as entrevistas. Apesar da imagem de “beatle tranquilo”, a maioria dos amigos, como Eric Idle, membro do Monty Python, asseguram que na intimidade ele era muito falante, contradizendo a imagem que a imprensa tinha a seu respeito. Harrison escreveu sua primeira canção em 1963, Don’t Bother Me, lançada no segundo álbum dos Beatles. Neste álbum, ele conseguiu mais sucesso interpretando a canção Roll Over Beethoven de Chuck Berry, do que com sua própria composição. Embora tenha escrito uma canção para o álbum Beatles for Sale, ela não foi usada e George acabou interpretando outro cover, “Everybody’s Trying to Be my Babe”, de Carl Perkins. Ainda nesta fase, ele cantou como líder vocal composições de Lennon/McCartney como por exemplo Do You Want to Know a Secret (do álbum Please Please Me) e I’m Happy Just to Dance with You (do álbum A Hard Day’s Night). Também fez o vocal principal do cover da canção de Carole King e Gerry Goffin, Chains, presente no primeiro álbum da banda.

Foi só a partir de 1965 que George Harrison começou a contribuir frequentemente com composições para o grupo. No álbum Help!, ele lançou duas composições próprias: “I Need You” e “You Like Me Too Much”.

Um importante marco em sua carreira aconteceu durante a turnê americana de 1965, quando David Crosby, do grupo The Byrds, introduziu George à cultura indiana através do trabalho do músico Ravi Shankar. George ficou fascinado pelo som indiano e se tornou um dos maiores responsáveis pela popularização da música indiana nos anos 60. Após comprar um sitar, ele introduziu pela primeira vez na música pop um instrumento indiano, na canção “Norwegian Wood” do álbum Rubber Soul. Após essa experiência, George escreveu algumas canções que utilizaram outros instrumentos indianos como a tabla e o sitar. Entre essas canções destacam-se “Love you too”, do álbum Revolver, de 1966 e “Within you without you”, do Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, de 1967. Ainda em 1967, ele foi responsável pela inclusão de Ravi Shankar no Festival Pop de Monterey.

Outro marco importante na vida de George foi durante as filmagens de Help! em 1965, nas Bahamas. Na época, ele começou a se interessar pela religião hindu ao ler um livro sobre reencarnação. Em 1966, ele e sua mulher Pattie Boyd foram à Índia, onde ele conheceu vários gurus, locais sagrados e estudou o sitar. De volta a Inglaterra, George conheceu Maharishi Mahesh Yogi e começou a desenvolver a meditação transcendental. Influenciados por George Harrison, os Beatles foram à Índia fazer meditação espiritual em 1968. Em 1969, produziu o single “Hare Krishna Mantra”, interpretado por devotos do templo londrino de Radha-Krishna. No mesmo ano, ele e John Lennon conheceram Bhaktivedanta Swami Prabhupada, fundador da Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna (ISKCON). Pouco depois, Harrison abraçaria a tradição Hare Krishna, em particular o canto de mantra usado como meditação privada e chamado japa-yoga, tecnicamente similar ao rosário na tradição católica.

A partir do álbum Revolver, de 1966, George começou a compor cada vez mais e com mais qualidade, chegando a competir no mesmo nível com as composições de Lennon/McCartney. Neste álbum ele conseguiu lançar pela primeira vez três canções de sua autoria. Mas só em 1968 uma composição sua atingiria grande sucesso, a canção While My Guitar Gently Weeps, incluída no álbum duplo The Beatles (Álbum Branco). Curiosamente, o solo de guitarra de que fala a letra da música é executado pelo seu grande amigo Eric Clapton. No álbum de 1969, no disco Abbey Road, George lançou duas composições próprias: “Something” e “Here Comes the Sun” (provavelmente suas mais populares canções).

Something foi a primeira canção de George a ser lado A de um compacto dos Beatles, “Something/Come Together”. Ela é considerada sua mais bela canção e foi regravada por Elvis Presley e Frank Sinatra. Para Frank Sinatra, esta era “a melhor canção de amor dos últimos 50 anos” entretanto, ironicamente, Sinatra pensava que sua canção favorita tinha sido escrita por Lennon/McCartney. Porém, posteriormente na apresentação “Concert for the Americas”, Sinatra antes de fazer sua versão de “Something”, a credita como graciosamente escrita por Harrison.

Com o crescimento de suas composições, Harrison começou a ter dificuldades de incluí-las nos álbuns dos Beatles pois Lennon e McCartney tinham vasto material a ser incluído e não sobrava espaço para suas composições. Durante a gravação do álbum The Beatles de 68 por exemplo, George teve três músicas excluídas (“Sour Milk Sea”, “Not Guilty” e “Circles”) além de quatro músicas incluídas (“While My Guitar Gently Weeps”, “Piggies”, “Savoy Truffle” e “Long, Long, Long”).

As discussões entre os membros dos Beatles tornaram-se mais frequentes após a morte do empresário Brian Epstein, em 1967. Durante as gravações do álbum The Beatles de 1968, George tentou abandonar a banda. Entre 1968 e 1969, Paul McCartney se mostrava irritado com a forma com a qual George tocava sua guitarra durante as gravações. A tensão entre ambos se torna evidente durante os ensaios preliminares mono do projeto Get Back, no Twickenham Studios; descontente com a situação toda entre os Beatles, George Harrison abandonou o grupo em 10 de janeiro de 1969 mas retornou a seu trabalho em 22 do mesmo mês, depois de reuniões de negócios com os outros Beatles. O projeto resumiu-se, sendo gravado no Apple Studios em multi-tracks e lançado como filme/documentário sob o título de Let It Be, onde pode-se ver Harrison dizendo a Paul: “Tocarei o que queiras que toque ou não tocarei nada se não queiras que toque nada”. Em 1970, o fim dos Beatles é anunciado e cada um segue seu caminho.

Porém, antes do fim dos Beatles, George Harrison já havia lançado dois álbuns solo: Wonderwall Music, de 1968, e Electronic Sound, de 1969. O primeiro com músicas instrumentais foi trilha sonora do filme homônimo. O álbum contou com a participação de Ringo Starr e Eric Clapton, todos (inclusive George) usando pseudônimos. O segundo, considerado um álbum experimental, trouxe várias músicas tocadas em sintetizador Moog e uma capa com um desenho de sua própria autoria.

MBE

Em 1966, junto com seus colegas de banda, Harrison foi agraciado com a medalha da Ordem do Império Britânico (MBE). Mesmo se tratando de uma alta honraria, o título de Sir é mais distinto do que o de Membro do Império, por se tratar de um título nobiliárquico de mais alto valor, equivalente a “Cavaleiro do Império Britânico” (Knight of the Britsh Empire). Porém, apenas Paul McCartney recebeu a distinção de Sir, no ano de 1997, por isso, é incorreto chamar George Harrison e os outros membros da banda de “Sir”.

Anos 70

George em 1974

Após a separação do grupo, em 1970, ofuscado por anos por John Lennon e Paul McCartney, George Harrison lançou grande parte do material que havia acumulado e iniciou sua carreira solo. O primeiro álbum de George foi um sucesso de crítica e de público. All Things Must Pass, de 1970, é considerado por muitos como o melhor disco de um ex-beatle e um dos melhores discos da história. O álbum era triplo (quando lançado em vinil), o primeiro álbum triplo da história do rock (que em CD, se tornou duplo). O álbum atingiu o primeiro posto das paradas de sucesso britânicas e norte-americana, incluía sucessos como as músicas My Sweet Lord, Isn’t It a Pity e What is Life. Anos mais tarde a canção My Sweet Lord, presente no álbum, lhe trouxe problemas devido a uma acusação de violação de direitos autorais. A canção era bem parecida com “He’s so Fine” (single de 1963), do grupo The Chiffons. George negou a acusação, mas em 1976, foi condenado por ter subconscientemente “plagiado a canção. As discussões sobre os pagamentos aos danos causados levaram o caso a ser continuado até os anos 90. Durante este período, violando os preceitos éticos legais, o então empresário dos Beatles, Allen Klein, comprou a editora Bright Tune, dona dos direitos autorais de “He’s so Fine”, e trocou de lado, entrando na justiça contra Harrison obviamente para poder capitalizar nos pagamentos dos danos que Harrison eventualmente teria que fazer a editora. Finalmente, anos depois, Harrison comprou os direitos de ambas canções, He’s So Fine e My Sweet Lord. Quando o álbum foi remasterizado em CD, a música ganhou uma versão nova chamada “My Sweet Lord 2000”.

Em 1971, pela primeira vez na história do rock, George Harrison organizou um show humanitário. O show aconteceu em 1 de agosto no Madison Square Garden, de Nova York, reuniu cerca de 40.000 pessoas e contou com a participação de Eric Clapton, Ravi Shankar, Bob Dylan, Ringo Starr, Leon Russell, Billy Preston e o grupo Badfinger. Os outros ex-Beatles também foram chamados mas só Ringo Starr compareceu. Paul alegou ser muito cedo para reunir a banda novamente e John não compareceu porque o convite não se estendeu a sua esposa, Yoko Ono. O The Concert For Bangladesh foi feito com a finalidade de arrecadar fundos para refugiados de Bangladesh. Em 2005 o álbum foi relançado em CD e em DVD e as arrecadações foram doadas à Unicef.

De forma adicional ao seu próprio trabalho, George Harrison escreveu duas canções para Ringo Starr, “It Don’t Come Easy” (creditada apenas a Ringo Starr, lançada como single) e “Photograph” (parceria entre Harrison/ Starr), incluída no álbum Ringo, de 1973. Colaborou com o álbum Imagine (1971), de John Lennon, assim como nas canções “You’re Breakin’ My Heart” de Harry Nilsson, “Day After Day” de Badfinger, “That’s The Way God Planned It” de Billy Preston e “Basketball Jones” de Cheech & Chong.

Seu próximo álbum se chamou Living in a Material World (1973) e fez sucesso com a canção “Give me Love (Give me peace on Earth)”, segunda a atingir o primeiro lugar nas paradas de sucesso dos Estados Unidos, depois de “My Sweet Lord”.

Em 1974, George separou-se da sua primeira mulher, Pattie Boyd, que depois acabou tendo um romance com seu amigo Eric Clapton – que era apaixonado por ela havia muito tempo e chegou a escrever para ela a famosa canção “Layla”. No mesmo ano, ele lançou o álbum Dark Horse, que teve muitas críticas negativas. George iniciou sua primeira turnê e seus shows foram muito criticados por conter um longo número do artista Ravi Shankar e também porque George sofria de problemas vocais e sua voz apresentou-se falha. George também lançou seu selo, a Dark Horse Records. O selo começou a funcionar somente em 1976.

Extra Texture foi seu último álbum lançado pela Apple Records, em 1975. Foi um álbum para cumprir contrato com a gravadora. A canção “You” foi o sucesso do álbum, embora não tenha atingido o primeiro lugar nas paradas. O álbum chegou na posição 8 nas paradas de sucesso dos Estados Unidos.

Somente em 1976 é que George lançou um álbum pelo seu selo, a Dark Horse Records, 33 1/3. Na época George ficou doente com hepatite, o que fez com que ele mudasse a distribuidora do álbum da A&M Records para a Warner Bros Records pelo fato que a A&M Records queria que ele entregasse um novo álbum até junho e isso se tornou impossível com a doença. Para o álbum ele escreveu “This Song”, canção que satirizava o caso de plágio de “My sweet Lord”. As canções “This Song” e “Crackerbox Palace” fizeram um certo sucesso e o álbum atingiu o décimo primeiro lugar nas paradas de sucesso dos Estados Unidos. A única promoção que George fez para o álbum foi se apresentar junto ao cantor Paul Simon no programa Saturday Night Live em 20 de novembro de 1976.

Em 1979, George lançou um álbum que tinha seu nome no título, George Harrison. O álbum trouxe um sucesso modesto com a canção “Blow Away” e atingiu o décimo sexto lugar nos Estados Unidos. No mesmo ano, George junto com um sócio, Denis O’Brian, lançou a produtora de filmes chamada Handmade Films. Com a Handmade foram produzidos, entre outros, os filmes A Vida de Brian (com o grupo Monty Python) e Shangai Surprise (com Madonna).

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Anos 80

Em 1980, ele escreveu uma autobiografia intitulada I Me Mine, onde falava pouco dos Beatles e mais de seus hobbies preferidos: corridas de Fórmula 1 e jardinagem. O livro inclui também letras de suas músicas e fotos raras. John Lennon, antes de morrer, declarou que ficou magoado com George por ter sido pouco mencionado em sua biografia.

Após o assassinato de John Lennon, em 1980, escreveu a canção “All Those Years Ago” em sua homenagem e chamou Paul McCartney, Linda McCartney e Ringo Starr para participarem da gravação. A canção foi lançada no álbum de 1981, Somewhere in England e se tornou um sucesso, atingindo o segundo lugar nos Estados Unidos. Mas o álbum marcou um dos piores momentos da sua carreira. A Warner Bros. Records rejeitou quatro músicas (“Tears of the World”, “Sat Singing”, “Lay His Head” e “Flying Hour”).

Em 1982, George lançou o álbum Gone Troppo, considerado um de seus piores trabalhos, mas conseguiu fazer um pouco de sucesso com a canção “Wake up My Love”. Depois deste álbum, George ficou 5 anos sem gravar e deu prioridades a outros afazeres.

Em 1987, George lançou o álbum Cloud 9, que foi produzido por Jeff Lynne (Electric Light Orchestra). Depois de 5 anos, foi uma volta com reconhecimento de público e de crítica. George convidou mais uma vez alguns amigos para participar do álbum: Eric Clapton, Ringo Starr e Elton John, além do próprio Jeff Lynne. A canção “I got my mind set on you”, escrita por Rudy Clark na década de 1960, atingiu o primeiro lugar nos Estados Unidos e segundo na Inglaterra. A canção “When We Was Fab” em referência aos Beatles conseguiu sucesso mais modesto. No video clip desta canção George aparerece junto com Ringo Starr e Paul McCartney, este fantasiado de leão marinho em homenagem às fantasias usadas no filme Magical Mystery Tour. O álbum alcançou o posto de número 8 nas listas de sucessos dos Estados Unidos e o número 10 nas britânicas, dando a Harrison seu melhor resultado desde Living in the Material World.

Um anos depois de Cloud 9, ele formou um grupo com amigos. Os Traveling Wilburys tinha, além de George, Jeff Lynne, Bob Dylan, Roy Orbison e Tom Petty. Cada um participou da banda com um pseudônimo. Eles lançaram o disco Traveling Wilburys Vol.1 ainda em 1988.

No ano seguinte, foi lançada a coletânea Best of Dark Horse Years que trouxe ainda algumas canções inéditas: “Poor Litte Girl”, “Cheer Down” e “Cockamamie Business”.

Anos 90

No primeiro ano da nova década viria a luz o segundo álbum do Traveling Wilburys, Traveling Wilburys Vol. 2, apesar da morte de Roy Orbison em 1988. Como substituto, o grupo havia pensado em Del Shannon, mas em fevereiro de 1990 o músico se suicidou.

Em 1991, George iniciou uma turnê pelo Japão, acompanhado por Eric Clapton. O álbum com a turnê, Live in Japan, foi lançado em 1992. Foi seu segundo álbum ao vivo lançado e a primeira turnê feita em sua carreira solo desde a de 1974. Nesta turnê, diferentemente da de 74, foram incluídas no repertório algumas composições clássicas da época dos Beatles além das da carreira solo.

Entre 1994 e 1996, empreendeu junto a Paul McCartney e Ringo Starr o projeto The Beatles Anthology, que consiste em um documentário com um pouco mais de 10 horas sobre a banda. E também gravaram “Free as A Bird” e “Real Love”, que eram tapes caseiros (fornecidos por Yoko) de meados dos anos 70 onde John Lennon tocava piano e cantava. E apesar de McCartney afirmar no documentário que os fãs de Lennon já tinham escutado essas duas músicas, era a primeira vez que eles tinham escutado. Em 1996, gravou e produziu junto a Carl Perkins a canção “Distance Makes No Difference With Love” para álbum dele, Go-Cat-Go.

A última aparição de Harrison na televisão teve lugar em 1997 para a promoção de Chants of India, em uma colaboração junto a seu amigo e músico hindu Ravi Shankar. No programa, Harrison interpretou, depois de que uma pessoa do público lhe pediu uma “canção dos Beatles” e ele respondeu “creio que não conheço nenhuma”, a canção “All Things Must Pass” e “Any Road”, esta última só seria lançada em 2002 no seu álbum póstumo Brainwashed.

Depois da turnê, George desapareceu da mídia e começou sua batalha contra o câncer de pulmão. Em 30 de dezembro de 1999, Harrison sobreviveu a um ataque de um intruso em sua própria casa. Harrison e sua mulher, Olivia, enfrentaram o intruso que foi posteriormente levado pela polícia. Michael Abram, de 35 anos, declarou que estava possuído pelo espírito de Harrison e que era uma missão concedida por Deus matar-lhe. Mais tarde foi preso em um sanatório mental. Após o incidente, Harrison ficou relativamente traumatizado e limitou ainda mais suas aparicões públicas.

Em 2001, Harrison apareceu como convidado no álbum Zoom da Electric Light Orchestra, tocando guitarra slide.

Morte

O primeiro sinal de câncer de George apareceu na década de 1990, no pulmão. Ele enfrentou várias cirurgias para eliminá-lo. Em 2001, o câncer reapareceu em metástase. Apesar dos tratamentos agressivos, logo se descobriu que era terminal, decidindo de imediato passar seus últimos dias em família e trabalhar em alguns projetos para posteriormente serem terminados por sua viúva e filho.

Segundo o site Netparque,26 “Quando, às oito da manhã de sexta-feira, 30 de Novembro, o Mundo soube da morte de George Harrison, já o seu corpo tinha sido cremado e as suas cinzas a caminho de um rio sagrado da Índia.

O ex-Beatle preparou ao milímetro a sua morte, longe da ribalta, discretamente, como era sua filosofia de vida, não permitindo a invasão da sua privacidade e da sua família.

Só três pessoas sabiam onde e como George Harrison iria morrer: a mulher, Olivia, e o amigo, Gavin De Becker, que se encarregou do plano, como o NetParque oportunamente noticiou.

Nem o filho, Dhani Harrison, sabia onde o pai iria morrer, para que o círculo do segredo ficasse ainda mais fechado.

O jornal britânico “News Of The World” conta este domingo como tudo se processou.

No dia 14 de Novembro, quando estava internado em Nova Iorque, George Harrison foi avisado de que já não teria muito tempo de vida. “Onde vou morrer?”, perguntou.

Postas de parte as hipóteses de morrer na sua casa em Londres ou no Staten Island University Hospital, de Nova Iorque, onde estava internado, George Harrison combinou com Gavin De Becker que morreria protegido por este em Beverly Hills, afastado dos olhares do Mundo, depois de ter ponderado a hipótese de sua casa no Hawai.

“George Harrison não queria a sua fotografia num caixão como epitáfio”, disse um amigo.

Tudo foi combinado meticulosamente entre George Harrison e Gavin De Becker.

No dia 17 de Novembro, foi dada alta de Nova Iorque ao ex-Beatle. Harrison tinha pouco tempo para se despedir da família e dos amigos. Entre outros, chamou a irmã, Louise, que dirige o Hotel “A Hard Day”s Night”, em Illinois, e os amigos de sempre Paul McCartney e Ringo Starr.

George e Louise estavam de relações frias, depois de Louise ter aberto o hotel com o nome de uma canção/álbum/filme dos Beatles, o que não agradou ao irmão.

A um Paul McCartney de lágrimas nos olhos, George disse que “já não estaria aqui no Natal”.

Ringo, que estava em Boston à cabeceira da filha, também com cancro, voou de imediato e disse que não sairia de ao pé de George “até ao fim”, adiando para isso a digressão no Canadá.

“Não adies. Eu estou em paz”, respondeu-lhe George Harrison.

Sem publicidade, no dia 17 de Novembro, George Harrison voou no jato privado de Gavin De Becker para Santa Monica, California, tendo depois sido transportado de ambulância descaracterizada até ao UCLA Medical Centre, em Los Angeles para tratamentos.

No dia 20, a situação clínica do ex-Beatle deteriorou-se, pelo que George Harrison foi transferido para casa de Gavin De Becker, em Beverly Hills, onde ficou isolado. A única visita exterior permitida foi a de Ravi Shankar que lhe tocou cítara.

A morte viria a ocorrer às 13h30 locais (21h30 em Lisboa), (15h30 em Brasília) de quinta-feira, 29 de Novembro.

Segundo o “News Of The World”, além da família, dois dos seus melhores amigos indianos, Shayam Sundara e Mukunda, entoaram cânticos Hare Krishna, enquanto o ex-Beatle desfalecia.

O corpo de George Harrison foi cremado às 06h30 do dia 30 de Novembro (hora de Lisboa), tendo o caixão sido coberto por pétalas de rosa numa cerimónia Hare Krishna com o ambiente envolto em essência de sândalo.

Um mestre Hare Krishna recitou versos sagrados hindus, do livro Bhagavad-Gita.

As cinzas voam segunda-feira, 3 de Dezembro, para a Índia onde seriam espalhadas num rio sagrado, provavelmente o Rio Yamuna, a 40 milhas do Taj Mahal, o rio sagrado que o ex-Beatle amava, ou o Ganges.

A família de George Harrison pediu entretanto a todos admiradores do músico um minuto de silêncio na segunda-feira, 3 de Dezembro, às 21h30, como tributo ao guitarrista.

“Estamos profundamente comovidos pela demonstração de amor e solidariedade de pessoas de todo o mundo”, disseram a mulher de George, Olivia, sua antiga secretária na editora, e o filho Dhani, de 23 anos.

Na Austrália vai ser construído um memorial em homenagem a George Harrison, mais concretamente na ilha Hamilton onde o ex-Beatle possui uma vivenda.

O guitarrista dos Beatles refugiou-se nesta sua casa pela última vez em 1999 e os vizinhos descrevem-no como uma pessoa simples, tranquila e sempre longe da multidão.”

George faleceu dia 29 de novembro de 2001 em Los Angeles aos 58 anos de idade. Seu corpo foi cremado e alguns afirmam que suas cinzas jogadas no Rio Ganges embora a família não tenha oficialmente confirmado. Sua morte foi devido ao câncer que havia atingido ao cérebro. Após a sua morte, sua família emitiu um comunicado: “Abandonou este mundo como viveu: consciente de Deus, sem medo da morte e em paz, rodeado de familiares e amigos”. Harrison costumava dizer: “Tudo pode esperar, menos a busca de Deus”.

O álbum póstumo de George Harrison, Brainwashed, foi completado por seu filho Dhani Harrison e Jeff Lynne e lançado em 18 de novembro de 2002, recebendo positivas críticas e alcançando o posto 18 nas paradas de álbuns da Billboard. Dentre as canções do álbum se destacam o promocional “Stuck Inside a Cloud” e “Any Road” que alcançou o posto 37 nas paradas de sucesso britânicas.

Exatamente um ano após sua morte, Olívia Harrison, sua mulher, e Eric Clapton, seu amigo, organizaram o Concert For George, no Royal Albert Hall, em Londres. O concerto contou com a presença do filho de George, Dhani, além de grandes amigos como Paul McCartney, Ringo Starr, Eric Clapton, Billy Preston, Ravi Shankar, Tom Petty, Jeff Lynne, Jim Capaldi, Jools Holland, Albert Lee, Sam Brown, Gary Brooker, Joe Brown, Brian Johnson, Ray Cooper, integrantes do Monty Python e Tom Hanks.

Vida pessoal

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Olívia Harrison.

George Harrison era espiritualista e ligado muito a Deus. Harrison casou-se com a modelo Pattie Boyd em 21 de janeiro de 1966, tendo Paul McCartney como padrinho. Eles se conheceram em 1964, durante as filmagens do filme A Hard Day’s Night (“Os Reis do Iê-Iê-Iê”, no Brasil). Muitos acreditavam que a música Something fosse escrita em homenagem a Pattie mas ele negou dizendo que a música foi feita inspirada em uma música de Ray Charles. No final dos anos 60, Eric Clapton apaixonou-se por Pattie e para ela compôs Layla. O casamento com Pattie terminou em 1973, e ela acabou casando com Eric posteriormente. Apesar da situação, George e Eric continuaram grandes amigos até a morte de Harrison. E se chamavam de “husbands in law”, uma espécie de “maridos-cunhados”.

Harrison casou-se pela segunda vez com Olivia Trinidad Arias (nascida em 18 de maio de 1948), em 1978. A cerimônia aconteceu em 2 de setembro na casa de Harrison, tendo o cantor Joe Brown como padrinho. George conheceu Olivia Trindade Aires em 1974, quando ela era secretária da A&M Records. Em 1 de agosto de 1978, um mês antes do casamento, nasceu o filho deles, Dhani Harrison, aliás o único filho dele.

A mãe de George morreu de câncer em 1970 aos 58 anos de idade; sua música “Deep Blue” (Lado B de um single de 1971), foi inspirada em suas visitas ao hospital. Seu pai morreu de câncer aos 70 anos de idade, oito anos após a mãe. O irmão de George, Harry, morreu nos anos 90 e Peter em 2007, ambos de câncer.

Harrison era fã de corridas automobilísticas. Ele colecionava fotos de carros e era visto constantemente na área de paddock de várias corridas de Formula 1. Ele escreveu a música “Faster” em homenagem a Jackie Stewart. No filme Anthology, George, Paul McCartney e Ringo Starr são vistos ao redor de uma mesa conversando com um poster do piloto de formula 1, Ayrton Senna, atrás deles. Ele também era um grande fã de corridas de Mini Cooper.

Com a morte de Harrison, em 2001, sua esposa herdou os bens.

Em 2010, o cineasta Martin Scorsese finaliza um documentário sobre a vida de George Harrison intitulado: Living in the Material World: George Harrison,28 o lançamento do documentário ocorreu em 02 de outubro de 2011.

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Por Marina Sanches – @sancmarina

” Woman ” – JOHN LENNON

É uma música escrita e executada por John Lennon em seu álbum de 1980, Double Fantasy. A faixa foi escolhida por John para ser o segundo single lançado do álbum Double Fantasy, e foi o primeiro single de John lançado após seu assassinato em 8 de dezembro de 1980. O lado B do single é a música de Ono “Beautiful Boys “

John escreveu “Woman” como uma homenagem a sua esposa Yoko Ono e a todas as mulheres.  A faixa começa com John sussurrando: “Para a outra metade do céu …”, uma paráfrase de um provérbio chinês, uma vez usado por Mao Zedong .

Em entrevista à revista Rolling Stone em 5 de dezembro de 1980, John disse que “Woman” era uma “versão adulta” de sua música ” Girl “.  Em 5 de junho de 1981, Geffen relançou “Woman” como single, como parte de sua série “Back to Back Hits”, com o lado B ” (Just Like) Starting Over “.

O single estreou no número 3 no Reino Unido, passando para o número 2 e finalmente alcançando o número 1, onde passou duas semanas, perdendo o primeiro lugar em seu relançamento ” Imagine “. Nos EUA, o single alcançou o número 2 na Billboard Hot 100 (mantido fora do primeiro lugar pelo hit do REO Speedwagon ” Keep On Loving You ” e o hit do Blondie ” Rapture “), alcançando o número 1 no Cashbox Top 100.

Por Marina Sanches – @sancmarina

Fonte – S.S.

UM POUCO DE CADA BEATLE – 2º BEATLE – PAUL McCARTNEY.

PAUL McCARTNEY.

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Paul McCartney (nascido James Paul McCartney em Liverpool, 18 de junho de 1942, tornado Sir James Paul McCartney quando condecorado com o MBE em 1997): compositor, baixista, pianista, cantor, percussionista, guitarrista (ocasionalmente) e baterista (na música Back in the USSR), membro de 1957 a 1970. McCartney é autor de músicas muito aclamadas dos Beatles. Desde a primeira música do primeiro disco Please Please Me, I Saw Her Standing There, passando por hinos históricos como Hey Jude, Let It Be, Eleanor Rigby, Yesterday, Penny Lane, entre outras, até a última música do último álbum dos Beatles, Let It Be, “Get Back”, além de idealizar muitas criações conceituais da banda como o álbum Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band. Formou, com Lennon, a dupla mais celebrada do rock and roll, sendo atualmente considerado o maior artista vivo.

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Após a dissolução dos Beatles em 1970, Paul lançou-se em uma carreira solo de sucessos, formou uma banda com sua primeira mulher Linda McCartney, os Wings. Ele também trabalhou com música clássica, eletrônica e trilhas sonoras.

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Em 1979, o Livro Guinness dos Recordes declarou-o como o compositor musical de maior sucesso da história da música pop mundial de todos os tempos. Paul McCartney teve 29 composições de sua autoria no primeiro lugar das paradas de sucesso dos EUA, vinte das quais junto com os Beatles e o restante em sua carreira solo ou com seu grupo Wings.

Paul McCartney é o canhoto e baixista mais famoso da história do rock, embora também toque outros instrumentos, como bateria, piano, guitarra, teclado, etc. É considerado como um dos mais ricos músicos de todos os tempos. Foi eleito, em 2008, o 11º melhor cantor de todos os tempos pela revista Rolling Stone. Fora seu trabalho musical, Paul McCartney advoga em favor dos direitos dos animais, contra o uso de minas terrestres, a favor da comida vegetariana e a favor da educação musical. Em 1997 foi publicada a biografia intitulada Many Years From Now, autorizada pelo músico e escrita pelo britânico Barry Miles. Sua empresa MPL Communications detém os direitos autorais de mais de três mil canções, incluindo todas as canções escritas por Buddy Holly.

Como os outros três membros da banda, McCartney foi agraciado, em 1966 como Membro do Império Britânico. Porém, é o único membro dos Beatles a ostentar o título de “Sir”, honraria que lhe foi concedida pela Rainha em 1997. Paul McCartney é vegetariano e já declarou à imprensa como tomou essa decisão: “Há muitos anos, estava pescando e, enquanto puxava um pobre peixe, entendi: eu o estou matando, pelo simples prazer que isso me dá. Alguma coisa fez um clique dentro de mim. Entendi, enquanto olhava o peixe se debater para respirar, que a vida dele era tão importante para ele quanto a minha é para mim”. É membro honorário e participante ativo das campanhas do PETA (People for the Ethical Treatment of Animals, ou Pessoas pelo tratamento ético dos animais, em português). Em 2006 no Grammy Awards ele cantou com Linkin Park e Jay-Z uma versão de “Numb/Encore” incluindo a sua música “Yesterday”.

Juventude

Paul nasceu no Hospital Geral de Liverpool, Inglaterra, onde sua mãe, Mary, tinha trabalhado como enfermeira na maternidade alguns anos antes; Ele tem um irmão, Michael, que nasceu no dia 7 de janeiro de 1944. Foi batizado com o nome de James Paul McCartney na igreja católica; sua mãe era católica e o pai, protestante, posteriormente tornou-se agnóstico. Como muitos de Liverpool, os McCartney tinham ascedência irlandesa.

A casa de infância de Paul, em 2006: a casa atrai actualmente muitos fãs e turistas.

Aos onze anos, Paul passou a frequentar a escola Liverpool Institute. Foi no ônibus a caminho da escola que Paul conheceu George Harrison. Em 1955, os McCartney mudaram-se para 20 Forthlin Road, em Allerton (subúrbio de Liverpool). Atualmente a casa dos McCartney faz parte do The National Trust (organização que protege e conserva locais de interesse histórico na Inglaterra).

No dia 31 de outubro de 1956, aos 14 anos, Paul perdeu a mãe, que faleceu de embolismo após uma mastectomia para conter o câncer de seio. Esse acontecimento faria, posteriormente, com que Paul se sentisse próximo a John Lennon, que também perdeu a mãe precocemente, aos 17 anos.

O pai de Paul, Jim, trabalhava vendendo algodão. Ele tocava trompete e piano e teve uma banda de dança de salão nos anos 20. Após a morte da mulher, Jim começou a estimular Paul a se interessar pela música comprando-lhe um trompete. Mas Paul não se interessou pelo trompete. Seu interesse pela música só começou quando o skiffle tornou-se popular na Inglaterra.

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FOTO: A casa de infância de Paul, em 2006: a casa atrai actualmente muitos fãs e turistas

 

No ano de 1957, McCartney então com quinze anos conheceu John Lennon ao assistir ao show de uma banda chamada Quarrymen em Woolton (subúrbio de Liverpool). Esta seria a banda que daria origem aos The Beatles. No início, a tia de John desaprovou a amizade dos dois pois McCartney vinha da classe operária. A entrada de McCartney para a banda se deu após Lennon ver McCartney tocar a canção “Twenty Flight Rock” de Eddie Cochran. John Lennon acabou o convidando para entrar para a banda. Os dois começaram a compor juntos algumas canções. Em 1958, McCartney convenceu Lennon a aceitar George Harrison na banda. Lennon estava relutante ao aceitá-lo já que Harrison era considerado muito novo. Após a entrada de Harrison, Stuart Sutcliffe, amigo da escola de artes de John Lennon, entrou para a banda como baixista.

Os Quarrymen mudaram de nome várias vezes até começaram a se chamar The Beatles. Em 1960, a banda foi pela primeira vez tocar em Hamburgo. Na época, Jim McCartney relutou bastante em deixar seu filho ainda adolescente, Paul, ir a Hamburgo. Paul e o baterista Pete Best acabaram sendo deportados da Alemanha após darem início a um pequeno incêndio no local onde estavam hospedados.

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Os Beatles quando chegaram no Aeroporto JFK, na Cidade de Nova Iorque, em 7 de fevereiro de 1964: essa primeira visita dos Beatles aos Estados Unidos é um dos momentos fundamentais da história da banda e, mais amplamente, do rock mundial.

Em 21 de março de 1961, os Beatles fizeram seu primeiro show no Cavern Club. Após Paul McCartney notar que outras bandas de Liverpool tocavam as mesmos covers que eles, ele e John se intensificaram em compor novas canções. No mesmo ano, os Beatles retornaram a Hamburgo para fazer shows em clubes noturnos, neste momento Paul passou a tocar baixo pois Stu largara a banda e então os Beatles se tornaram um quarteto com dois guitarristas (John e George), um contrabaixista (Paul) e um baterista (Pete). Foi ainda no mesmo ano que os Beatles conheceram Brian Epstein e logo depois conseguiram o contrato com a EMI Parlophone após serem recusados pela Decca Records. Com a assinatura do contrato, Pete, o baterista, foi dispensado e em seu lugar entrou Ringo Starr.

Durante os Beatles, Paul McCartney formou junto a John Lennon uma dupla de compositores, e combinaram que mesmo quando alguma canção fosse escrita só por um deles, ela traria a assinatura de Lennon/McCartney. Nos Beatles, McCartney era o que mais escrevia canções românticas. São de sua autoria canções como “Yesterday”, “And I Love Her”, “Michelle” e “Here There and Everywhere”. Embora Paul sempre fosse acusado de só escrever baladas, ele também escreveu várias canções com um estilo mais pesado como “Back In The USSR”, “Helter Skelter” e “The End”. A canção “Yesterday” é a mais regravada por outros artistas em todos os tempos. Nos anos 60, Paul ainda escreveu canções para outros músicos entre elas “A World Without Love” gravada por Peter & Gordon que atingiu o primeiro lugar nas paradas de sucesso). Em 1966 os Beatles, no auge da fama, pararam de fazer shows ao vivo. No mesmo ano, Paul McCartney foi o primeiro beatle a desenvolver um projeto musical solo, onde compôs a trilha sonora para o filme televisivo The Family Way. Pelo trabalho, McCartney ganhou o prêmio Ivor Novello como melhor tema instrumental.

Depois que Brian Epstein morreu em 1967 e John Lennon passou os Beatles para segundo plano, após conhecer Yoko Ono, Paul McCartney se tornou a figura central da banda, o que acabou gerando conflitos com Lennon. Ele e Lennon também entraram em conflito na hora de escolher um novo empresário para a banda. Em 1969, Paul tentou convencer os outros beatles de voltarem a fazer apresentações ao vivo. Neste mesmo ano, por sua sugestão os Beatles gravaram o filme/documentário Let It Be pensando que isto os reaproximaria, o que não aconteceu. Em dia 10 de abril de 1970 Paul McCartney anunciou publicamente o fim dos Beatles em entrevista coletiva e anunciou o lançamento de seu primeiro álbum solo. Embora eles já não quisessem mais continuar juntos a entrevista antecipada de Paul sem o consentimento dos demais integrantes gerou mágoas a ponto de ser acusado por eles de traidor.

O lançamento do álbum Let It Be quase um mês depois da declaração oficial do fim dos Beatles deixou Paul insatisfeito. A produção do álbum foi entregue a Phil Spector, e McCartney ficou desapontado com o tratamento que Phil deu a suas canções, principalmente em “The Long and Winding Road”.

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A Carrreira solo

Em seu primeiro álbum após o fim do Beatles, McCartney, Paul escreveu todas as canções, gravou todos os instrumentos e produziu o disco em um estúdio particular de sua casa, com Linda fazendo os vocais de apoio. O disco foi considerado caseiro demais para os críticos, mas mesmo assim McCartney conseguiu fazer sucesso com a canção “Maybe I’m Amazed” e “Every Night”.

Em 1971, McCartney lançou o compacto Another Day, que alcançou sucesso. Ainda no mesmo ano, junto com sua mulher, lançou outro álbum solo, Ram, com alfinetadas ao seu ex-parceiro musical, John Lennon (como na canção “Too Many People”). Mais tarde John Lennon responderia com a canção “How Do You Sleep?” atacando McCartney. O álbum ainda trazia uma foto de dois besouros (beetles em inglês) copulando em referência aos Beatles. Assim como John Lennon fez com Yoko Ono, Paul McCartney insistiu para que Linda McCartney se tornasse sua parceira musical e ela, assim como Yoko, recebeu através dos anos várias críticas por falta de talento musical. Mas o álbum Ram é considerado por muitos como um dos melhores de sua carreira solo, e a canção “Uncle Albert/Admiral Halsey” foi o maior sucesso comercial do álbum.

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Com os Wings

Depois do disco solo Ram, ainda em 1971, Paul voltaria a formar uma nova banda, os Wings. Sua nova banda teve durante os anos de sua existência como integrantes fixos Paul McCartney, Denny Laine (ex-Moody Blues) na guitarra e Linda McCartney nos teclados. Outros integrantes não eram fixos como os três.

Paul e Linda McCartney em 1973, com quem formou o Wings.

Os Wings lançaram seu primeiro trabalho em 1972, Wild Life. No mesmo ano, os Wings apresentaram-se pela primeira vez ao vivo em algumas universidades inglesas. Em 1973 o grupo lançou o álbum Red Rose Speedway. Pela primeira vez a banda atingiria o primeiro lugar nas paradas de sucesso, com este álbum e com a canção “My Love”. No mesmo ano, a banda lançou a canção “Live And Let Die”, parte da trilha sonora do filme de 007 – James Bond: Viva e Deixe Morrer.

O álbum seguinte foi o álbum de maior sucesso da banda, Band on the Run, eleito o disco do ano, apresentando hits como “Jet” e a faixa-título. Em 1974 os Wings lançaram o álbum Venus and Mars e no ano seguinte o álbum Wings at the Speed of Sound com a canção “Silly Love Songs”, em resposta a provocação de John Lennon em “How dou you sleep?” do álbum Imagine.

Em “Tomorrow” no álbum Wild Life, Paul responde à ironia de Lennon em “How do You Sleep?” – “The only thing you could make was Yesterday”. (Yesterday <> Tomorrow)

A banda fez uma tournê mundial em 1975-1976 registrada no álbum Wings Over America. Em 1977 a canção “Mull of Kintyre” se tornou o grande sucesso de Paul McCartney em parceria com Denny Laine. No ano seguinte, a banda lançou o álbum London Town, seu disco mais vendido que trouxe o sucesso “With A Little Luck”. Em 1978 foi a vez do álbum Back to the Egg que contou com a participação de Pete Townshend (The Who), David Gilmour (Pink Floyd), John Paul Jones e John Bonham (ambos do Led Zeppelin) nas canções “Rockestra Theme” e “So Glad to See You Here”.

Em 1979, Paul McCartney organizou o show Concert for the People of Kampuchea. Participaram do show não só os Wings mas como também o Queen, The Who, Pretenders, The Clash e Elvis Costello entre outros. Logo após, o Wings partiu em uma turnê ao Japão, onde McCartney foi preso por 8 dias ao desembarcar no aeroporto por porte de maconha. Era o fim da banda.

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Anos 1980

A morte de John Lennon

Em uma entrevista em 1980, Lennon disse que a última vez que viu McCartney foi quando eles assistiram ao programa de tv Saturday Night Live juntos em maio de 1976, onde Lorne Michaels fez uma proposta de 3.000 dólares para reunir Lennon, McCartney, Harrison e Starr em um show. John e Paul tinham considerado a proposta mas estavam cansados demais para seguir até o estúdio. Na noite de 9 de dezembro de 1980, McCartney acordou com as notícias do assassinato de John Lennon. A morte de John Lennon criou um frenesi em torno dos outros Beatles vivos. Na tarde de 9 de dezembro, ao sair de um estúdio na Oxford Street, McCartney ficou rodeado de jornalistas perguntado a respeito da morte de Lennon. McCartney disse, “Eu estou chocado – isto é uma notícia terrível” e disse ainda que passou o dia no estúdio por não querer ficar em casa sentado sem fazer nada.” McCartney foi muito criticado pela frieza com que recebeu a notícia da morte de John Lennon. Em entevista para a revista Playboy em 1984, McCartney disse que ele ficou assistindo ao noticiário na televisão aquela noite e chorou a noite inteira. Ele relembrou ainda do seu último telefonema a John Lennon, pouco após o lançamento do álbum Double Fantasy de John e Yoko. Segundo McCartney, no telefonema Lennon disse rindo a Paul, “Esta esposa quer uma carreira!” O termo esposa foi usado em referência ao termo esposo-Lennon que tomou conta do filho durante anos.

Após a morte de Lennon, McCartney voltou ao trabalho mas ficou durante muito tempo sem tocar ao vivo. Ele explicou que isto era devido ao nervosismo de ser o próximo a ser assassinado. Isto entrou em desacordo com Denny Laine, que queria continuar a fazer shows.Em 1981, seis meses após a morte de Lennon, McCartney fez parte da vocalização do tributo de George Harrison a Lennon, na canção “All Those Years Ago”, junto com Ringo Starr.

Anos 1990

Em abril de 1990 McCartney tocou pela primeira vez no Brasil, a apresentação foi no estádio de futebol Maracanã, na cidade do Rio de Janeiro, e bateu o incrível record de público em uma apresentação de um artista solo (184 mil pessoas). No ano seguinte, ele gravou um álbum acústico, “MTV Unplugged”. Neste álbum, o músico apresenta alguns de seus maiores sucessos compostos quando ainda era um beatle, na versão acústica. Entre as versões novas, constam Here, There and Everywhere, Blackbird, I’ve Just Seen a Face, entre outras.

Em 1991, lança seu primeiro álbum de música clássica, Liverpool Oratorio. Dividindo opiniões de críticos e público, o álbum foi bem recebido comercialmente, mas considerado irregular por parte dos críticos de música clássica. Mesmo assim, o álbum apresenta uma capacidade crescente do músico em compor música erudita com razoável qualidade e o lança para esse mercado, consquistanto o respeito do grande público.

McCartney toca no BBC Electric Proms performance, em Londres, Inglaterra.

Em 1993, McCartney lançou o álbum Off the Ground e a canção “Hope of Deliverance” fez um sucesso modesto. Após o disco, iniciou mais uma grandiosa turnê, a The New World Tour, que percorreu o mundo. Ainda em 1993, ele também lançou o disco ao vivo Paul is Live cuja capa tinha uma referência à lenda surgida no fim dos anos 1970 que dizia que McCartney havia morrido e sido substituído nos Beatles por um sósia. A turnê “Paul is Live” foi registrada em vídeo. Vale a pena lembrar que em 1993 Paul voltou ao Brasil fazendo uma “mini-turnê” em São Paulo e Curitiba”.

No final de 1993 o músico lança nos Estados Unidos o primeiro álbum sob o pseudônimo The Fireman, em parceria com Youth. Strawbery, Ocean, Ships, Forest marca as incursões de Paul McCartney no gênero eletrônico-instrumental Trance Music. Por esta razão, o álbum – bastante experimental – foi lançado na total obscuridade e, até hoje, é mais considerado como item de colecionador do que propriamente um disco de carreira.

No ano de 1995 Paul McCartney reuniu-se com os ex-Beatles George Harrison e Ringo Starr para a realização de The Beatles Anthology, que englobou um documentário em vídeo, um livro biográfico e três CDs duplos com algumas canções inéditas (gravadas na época da existência do conjunto na década de 60) e canções conhecidas em versões diferentes. Eles também criaram duas novas canções: “Free as a Bird” (1995) e “Real Love” (1996) que mixava a voz do ex-beatle John Lennon junto com os outros integrantes.

Em 1997 McCartney lançou o álbum Flaming Pie. O álbum foi o primeiro a atingir o Top 10 das paradas de sucessos americanas depois do lançamento de Tug of War. Pelo álbum, McCartney seria indicado ao Grammy. No ano seguinte, Linda McCartney morreria de câncer de mama.

No mesmo ano, Paul torna-se atração primordial do concerto Music For Montserrat, realizado em prol das comunidades humildes e necessitadas da Ilha de Montserrat, que sofreu e tem sofrido devido a catástrofes naturais. McCartney tocou ao lado de seus companheiros Mark Knopfler e Eric Clapton.

Em 1999 lançou o álbum Run Devil Run, com releituras de clássicos do rock além de participações de músicos consagrados como David Gilmour, Ian Paice e Mick Green. No final da década, McCartney novamente se envolveu em uma discussão com a viúva de Lennon. Ao lançar um disco, McCartney queria inverter os créditos das canções de Lennon/McCartney para McCartney/Lennon, alegando que as canções em questão eram de sua autoria na época dos Beatles. Yoko Ono não aceitou a inversão.

No dia 10 de abril de 1999 Paul realizou uma homenagem à esposa Linda McCartney, no Royal Albert Hall em Londres, em memória de um ano de falecimento, intitulado: A Concert For Linda, que contou com a presença de vários artistas, entre eles: Eric Clapton, George Michael, Elvis Costello, Phil Collins, The Pretenders e Tom Jones.

2000

McCartney toca no The Roundhouse em 2007, para o BBC Electric Proms.

Em 2001, foi lançado Wingspan, uma nova coletânea com canções dos Wings e um documentário sobre a banda em DVD, e o álbum-solo Driving Rain. Também naquele ano, Paul McCartney organizou o Concert for New York City, um espetáculo em homenagem as vítimas dos ataques de 11 de setembro no Madison Square Garden de Nova York, do qual participaram The Who, Eric Clapton, Billy Joel e Elton John, entre outros. No começo de 2002, o músico iniciou uma turnê do álbum “Driving Rain”, que renderia o álbum ao vivo e o DVD Back in the US. Ele também compôs e gravou a canção título para o filme Vanilla Sky, que foi indicada ao Oscar de melhor canção, se apresentou no Super Bowl XXXVI e participou do “Party at the Palace” (em comemoração ao jubileu da rainha da Grã-Bretanha) e ainda do Concert For George, no Royal Albert Hall de Londres, concerto em memória do primeiro ano da morte de George Harrison.

Em maio de 2003, Paul McCartney fez um show no Coliseu de Roma, se tornando o primeiro artista a se apresentar no famoso anfiteatro italiano, e pela primeira vez se apresentou em Moscovo, tocando para 100 mil espectadores na Praça Vermelha. No ano seguinte, ele tocou no Festival de Glastonbury e no Rock in Rio Lisboa.

McCartney tocando em Dublin, Irlanda (2010)

Em 2005, foi lançado o álbum Chaos and Creation in the Backyard, que foi indicado ao Grammy de melhor álbum. McCartney fez pela segunda vez na sua carreira o show do intervalo do Super Bowl XXXIX e ele participou do concerto Live8′, onde protagonizou a abertura e o fechamento. Em 2007, o músico deixou a Capitol Records, selo com quem trabalhava havia 46 anos, para assinar com a Hear Music, uma gravadora criada pela rede Starbucks, que lançou seu novo álbum Memory Almost Full, em junho.46

Em 2009, segundo a empresa de eventos Concerts West, McCartney tornou-se o recordista mundial em “rapidez de venda de ingressos para um show musical”, ao ter esgotados em apenas sete segundos todos os bilhetes postos à venda para um show em Las Vegas, Estados Unidos. Ainda naquele ano, McCarney participou de duas faixas do álbum Y Not, de Ringo Starr, onde tocou baixo em “Peace Dream” (esta em homenagem ao ex-beatle John Lennon) e fazendo segunda voz em “Walk With You”. Em junho de 2010, o presidente estadunidense Barack Obama condecorou Paul McCartney com a medalha da Biblioteca do Congresso Gershwin Prize por sua contribuição acumulativa à canção popular mundial. Em novembro, o cantor e sua banda se apresentam pela terceira vez no Brasil – um show em Porto Alegre e outros dois em São Paulo.

Em maio de 2011, o músico retornou ao país para duas apresentações no Estádio Engenhão, no Rio de Janeiro). No ano seguinte, ele foi galordado com a estrela da Calçada da Fama, sendo o último ex-Beatle a receber a homenagem, e veio ao Brasil mais uma vez, desta vez para se apresentar duas vezes no Estádio do Arruda, no Recife, e uma no Estádio da Ressacada em Florianópolis.

Ele também cantou na cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos Londres 2012, onde encerrou o espetáculo que ele havia cobrado apenas uma libra esterlina de cachê para tocar.

No dia 4 de maio de 2013, McCartney iniciou sua nova turnê Out There, que teve sua estréia em um grandioso espetáculo no Estádio Mineirão, em Belo Horizonte, em Goiânia e também Fortaleza.

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Por Marina Sanches – @sancmarina

Fonte: S.S. e pesquisa.

BEATLES DIA A DIA.

04 de janeiro de 1970

Gravação dos instrumentos de sopro e do segundo solo de guitarra de “Let it Be”. Versão incluída no LP lançado em maio. Paul McCartney, George Harrison e George Martin trabalham na mixagem stereo de “Let it Be”.

Fonte: The Beatles Diary.

Por Marina Sanches – @sancmarina.

“Rubber Soul” – “Alma de Borracha” – “Considerado o mais inovador álbum de rock”.

Lançamento      3 de dezembro de 1965 (49 anos)

Gravação            Abbey Road – 17 de junho e 12 de outubro a 11 de novembro de 1965.

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É o sexto álbum lançado pelos Beatles. Foi gravado aproximadamente em quatro meses e lançado em 1965 sendo produzido por George Martin. É citado por muitos críticos de música como o álbum em que os Beatles começaram a tornar seu som mais eclético e sofisticado. Este álbum está na lista dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame.

Naquela altura, depois de amenizada a força primitiva do Rock, com a explosão do folk-rock e da surf music, cada grupo passou a utilizar-se de todas as potencialidades que os estúdios de gravação podiam oferecer. Os próprios Beatles superaram sua fase adolescente, passando pelas brincadeiras colocadas em filmes por Richard Lester, até o profundo universo poético que começaram a desenvolver com o álbum Rubber Soul. Realizaram então verdadeiras “rupturas”, como a letra surrealista e o uso do sitar em “Norwegian Wood”, o lirismo de “In My Life” e “Michelle”, a solidão pungente de “Nowhere Man”, enfim, Rubber Soul foi considerado o mais inovador álbum de rock lançado até então.

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Paul conta que fizeram uma sessão de fotos para a capa do álbum. Quando acabaram o fotógrafo começou a passar as fotos em um slide, e ao deixar uma das fotos cairem no slide, dando-a um efeito distorcido, despertou o interesse dos Beatles. Nesse mesmo momento eles escolheram o nome, Rubber Soul (Alma de Borracha).

Foi a primeira vez que um álbum dos Beatles teve capa e nome semelhante no Reino Unido e nos Estados Unidos. Antes de Rubber Soul, nos Estados Unidos, a gravadora lançava seus álbuns com nomes, capas e seleção de músicas diferentes. Porém o Rubber Soul americano tinha uma seleção de músicas diferente da versão britânica. Nos Estados Unidos, o álbum vendeu 1,2 milhões de cópias em nove dias após seu lançamento.

Praticamente na mesma época do lançamento do álbum, foi lançado um compacto que trouxe duas músicas de grande sucesso, “We Can Work It Out” e “Day Tripper”. “We Can Work It Out” foi composta por John e Paul e tornou-se na época a que mais tempo levou para ser gravada (12 horas). O compacto se tornou o que mais rapidamente se vendeu, superando o compacto da música “Can’t Buy Me Love” que tinha o recorde anteriormente.

A versão norte-americana do álbum, muito embora trouxesse a mesma capa, tinha uma seleção (alinhamento) de faixas substancialmente diversa da versão britânica. Curiosamente, a seleção norte-americana, lançada pela Capitol Records, trazia 2 faixas do álbum inglês anterior (Help!) e suprimia 3 faixas do lançamento oficial inglês (Drive My Car, Nowhere Men e If I Needed Someone), que somente seriam lançados em solo norte americano no LP Yesterday… And Today.

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Assim, o Rubber Soul norte-americano foi lançado com as seguintes faixas:

Lado A

N.º         Título    Duração

  1. “I’ve Just Seen a Face”                2:07
  2. “Norwegian Wood (This Bird Has Flown)”          2:05
  3. “You Won’t See Me”    3:24
  4. “Think for Yourself” (Harrison) 2:21
  5. “The Word”      2:46
  6. “Michelle”         2:45

Lado B

N.º         Título    Duração

  1. “It’s Only Love”               1:57
  2. “Girl”    2:30
  3. “I’m Looking Through You”        2:31
  4. “In My Life”      2:26
  5. “Wait”                 2:15
  6. “Run for Your Life”        2:22

Não fosse suficiente, o álbum ainda possuía mais uma particularidade. As prensagens iniciais, produzidas pela fábrica da Capitol Records na Costa Leste dos Estados Unidos, tinham uma camada extra de reverb em todo o álbum. Este versão, rara nos dias de hoje, ficou conhecida como “Dexterized Version”, em homenagem ao engenheiro de som da Capitol Records, Dave Dexter, que processou os tapes originais produzidos por George Martin.

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A versão “Dexterized” não possui grande diferença, exceto a presença de uma camada de eco adicional (reveb), mais notável em músicas como Girl e Wait, bem como em outras, onde as vozes estão isoladas em um canal específico do âmbito estereofônico. As diferenças somente são perceptíveis com o uso de fones de ouvido, quando comparadas com a versão estéreo original inglesa.

Por Marina Sanches – @sancmarina.

Fonte: S. S.

“Girl”.

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Lançada em 03 de dezembro de 1965 no álbum Rubber Soul. Foi composta por John e tem duração de 2:33 minutos. Uma das características marcantes dessa canção são as respirações profundas durante o refrão, o que poderia simbolizar inalações com o fumo de maconha.

Segundo Paul ele escreveu as frases: “Ela disse que quando era jovem, esta dor, iria virar prazer?” e “Que um homem pode acabar com seu passado para ter seu dia de prazer”. Lennon disse que a letra é inteiramente sua.

Por Marina Sanches – @sancmarina;

Fonte: S.S.