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“Chains” – “Uma das músicas preferidas dos grupos de Liverpool”.

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É uma canção composta por Gerry Goffin e Carole King, que na época eram marido e mulher. A canção fez pouco sucesso com Little Eva, the Cookies, e mais tarde foi regravada pelos Beatles.

“Chains” era uma das músicas preferidas dos grupos de Liverpool durante 1962, e foi incluída pelos Beatles em seus shows da época. Os Beatles a gravaram em 11 de fevereiro de 1963 e a lançaram no primeiro álbum da banda, Please Please Me. Foi a primeira de duas canções do álbum em que George Harrison foi o vocalista principal.

 

Por Marina Sanches – @sancmarina.

Fonte: S.S.

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“Anna (Go to Him)” – “Uma das favoritas de John”.

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É o nome de uma canção escrita por Arthur Alexander. Alexander lançou a canção como single pela Dot Records em 17 de setembro de 1962. Embora no título da canção está “go to him” na canção se canta “go with him”.

A canção era uma das favoritas de John Lennon, e tornou-se parte do repertório dos Beatles no início de carreira sendo lançada no primeiro álbum do grupo em 1963, Please Please Me. Nos Estados Unidos, a canção foi lançada no álbum The Beatles lançado em 22 de julho de 1963 e relançada no álbum The Early Beatles em 22 de março de 1965.

Os Beatles gravaram a canção no dia 11 de fevereiro de 1963 em três takes. No dia 17 de junho de 1963, os Beatles gravaram a música para o show na rádio BBC chamado Pop Go the Beatles. O show foi ao ar no dia 25 de junho. Eles a gravaram novamente no dia 1 de agosto para o show de rádio do dia 25 de agosto.

Por Marina Sanches – @sancmarina

Fonte: S.S.

A DAY IN THE LIFE – “Eu adoraria te ligar”.

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A canção começa no meio dos aplausos da faixa anterior, com John Lennon no violão.
Em seguida, Paul entra no piano e a voz rouca de John começa a cantar. (Sua voz é um dos pontos altos da canção e, no entanto, ele andava preocupadíssimo, achando que ela era péssima, pedindo a George Martin que a corrigisse eletronicamente e chegando a cantar através de um tubo de papelão).

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Quando ele diz “I’d love to turn you on” (eu adoraria te ligar), entra a orquestra que vai subindo na escala musical criando um efeito ligadíssimo, até parar de repente. Ouve-se o despertador, e Paul acorda, levanta, sai correndo, pega o ônibus, fuma e entra num sonho (“Woke up, fell out of bed” até “Went into a dream”). A música fica suave e meio onírica, com John cantando em “AA” e a orquestra outra vez. Seria o efeito produzido pelo que Paul fumou?

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Tudo recomeça e, quando John repete “I’d love to turn you on”, a orquestra entra de novo, mas não pára dessa vez,  até o final da música, que é um acorde produzido por três pianos e um harmônico e dura cerca de 45 segundos.
Nos discos ingleses, entra, em seguida, um tom de 20 mil Hertz, audível somente por cachorros – um gesto simpático para com esses animais; afinal, dizem que Londres tem três cachorros por habitantes.
Mas a história não acaba aí.
O sulco central do disco traz ruídos irreconhecíveis que já tiveram n interpretações – claro, rodando pra frente, pra trás, de todo o jeito. Isso, se seu toca-discos não for automático e a agulha permanecer sobre o disco até o fim (se tiver um toca-discos – vinil). Os “assassinos” de Paul ouviam, de trás pra frente, “Paul is dead” (prova irrefutável: “Paul está morto”); Paul contou que um grupo de fãs foi até a casa dele, cheias de risinhos, e disseram que tinham ouvido de trás pra frente e dava “We’ll fuck you like Superman”, ou seja, “Vamos foder vocês como super-homens”. Ele não acreditou, mas foi conferir e…
– Lá estava, sem dúvida alguma… ‘We’ll fuck you like Supermen’. Eu pensei: ‘nossa, o que a gente pode fazer?”
Na verdade, aquele finalzinho foi gravado na festa que aconteceu durante e depois das gravações de “A Day in the Life”, nos estúdios de Abbey Road. Estavam lá estrelas do astral de Mick Jagger e senhora (na época, a cantora Maranne Faithfull). A orquestra estava vestida a rigor e com máscaras fornecidas pelos Beatles. Esse momento, enquando tocavam trompete, foi tirada a última foto dos quatro com Brian Epstein no meio deles, antes de sua morte.
Para gravar o som orquestral, George Martin avisou aos músicos que não havia partitura, mas que ele lhes indicaria quais as notas mais agudas e mais graves que cada um deveria tocar. É o resto era por conta deles. Essa parte foi gravada quatro vezes e reproduzida superposta com diferença de sincronização, a fim de se conseguir essa massa sonora compacta. A voz que se ouve contando pertence a Mal Evans. O despertador entrou sem querer e, como não era possível tirá-lo, acabou ficando e sendo aproveitado para o trecho de Paul. No final da gravação, lá pelas três da manhã, a festa rolava com muita bebida e roupas coloridas quando Ringo, diante do microfone, disse:
– Acho que vou cair!
E foi amparado por Mal Evans.

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Paul declarou à imprensa que a intenção de se referir a drogas existia nessa canção (e apenas nessa. O resto é elocubração de beatle-intérprete).
– Mas queremos ligar você à verdade, mais do que à loucura.
Assim se fechava a obra-prima desencadeadora de uma revolução que não encontrou substituta até o momento. O fecho foi um acontecimento cheio de surpresa e com muito estilo – como tudo que os Beatles fizeram.
A BBC proibiu a canção.

Por Marina Sanches.

Fonte: S.S.

“Misery” – “Kenny Linch”, que foi o primeiro cantor a ter o privilégio de gravar uma música “Lennon/McCartney”.

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Essa música foi escrita para a cantora “Helen Shapiro”, que na época era um dos grandes sucessos da Inglaterra, mas seu empresário não a deixou gravar e eles a deram a “Kenny Linch”, que foi o primeiro cantor a ter o privilégio de gravar uma música “Lennon/McCartney”.

Por Marina Sanches – @sancmarina.

Fonte: S.S.

“I Saw Her Standing There” – “Ela tinha apenas 17 anos, e nunca foi uma bela rainha”.

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No inicio ela se chamava “Seventeen”, uma música que contava a estória de um rapaz que se apaixonava por uma garota durante um baile e seu coração quase estourava, enquanto ele atravessava o salão para dançar com ela.

Paul começou a compô-la em 1961, e ela iniciava com a frase “She was just seventeen,  never been a beautyqueen” ( Ela tinha apenas 17 anos, e nunca foi uma bela rainha – garota), sendo que ele diz que ele nunca havia pensado sobre a música até o momento que ele a mostrou a John, e eles resolveram mudar a letra e terminar a melodia.

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“A linha melódica do baixo, eu copiei da música I’m Talking About You” de Chuck Berry, mas ninguém acredita em mim, afinal qual é o problema de tocar um baixo que não fosse original?” disse Paul, em uma entrevista à revista “Beat Instrumental”.

Por Marina Sanches – @sancmarina

Fonte: S.S.

“It’s getting better” (está melhorando)

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Mais uma canção que nasceu de um título. A frase “It’s getting better” (está melhorando) era marca registrada pelo baterista Jimmy Nichol, que substituiu Ringo na turnê de 64, quando este estava com amigdalite. Sempre que alguém perguntava a Jimmy como iam as coisas, ele respondia “Está melhorando”. Os três Beatles usavam a frase para brincar com ele. A canção saiu da frase e Paul faz os vocais principais.
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George toca um instrumento indiano chamado tampura, semelhante à cítara na forma, mas do qual se tiram apenas batidas surdas. Também na música oriental, ele é usado apenas no acompanhamento.
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George Martim entra no piano na última parte da faixa, mas batendo direto nas cordas e não tocando no teclado.

 

Por Marina Sanches – @sancmarina

 

 

 

FALANDO SOBRE “HELTER SKELTER”.

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É considerada por muitos como a primeira música de Hard rock/Heavy metal da história, Paul estava na Escócia, lendo uma edição de 1967 da Melody Maker, revista especializada em música, quando leu uma entrevista do guitarrista Pete Townshend, dizendo que o último single “I Can See For Miles,” era a canção mais alta, suja e barulhenta que o The Who já tinha feito. Porém quando Paul foi ouvi-la, ele percebeu que não era tão barulhento assim. Ele julgou sendo um “barulho organizado,” e tratou de compor essa canção tentando fazer a sua própria ópera barulhenta e suja.

Helter skelter é o nome de um brinquedo britânico muito popular, que consiste em um tobogã em formato de espiral. Paul fala sobre no livro “Many Years From Now” de Barry Miles: “Eu usei o símbolo do brinquedo helter skelter como uma ida do topo para o fundo – a ascensão e queda do Império Romano – e esta era a queda, a decadência, a ida para o fundo. Você pode pensar que é um título bonitinho, mas é tido como referência, desde quando Manson tomou como um hino, quanto às versões que as bandas punks faziam por ser um rock sujo.”

Além disso, o termo helter skelter pode significar também confusão, algazarra, desorganização.

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A letra sem muito sentido fala sobre o brinquedo: “Quando eu chego ao chão, eu volto para o topo do escorregador, onde eu paro, me viro e saio para outra volta até que eu volte ao chão e te veja novamente.”

Em alguns trechos ele parece estar falando sobre uma garota de programa: “Você não quer que eu te ame? Estou descendo rápido, mas estou a milhas de você/ Vamos me diga a resposta/Você pode ser uma amante, mas você não é uma dançarina.”

A MENTE DOENTE DE MANSON.

Nos Estados Unidos, o termo “helter skelter” é muito conhecido. Charles Manson dizia que a música “Helter Skelter” continha profecias de uma apocalíptica guerra racial.

No projeto “The Beatles Anthology” Paul disse: “Manson nos interpretou como ‘os quatro cavaleiros do Apocalipse.’ Eu ainda não entendo qual foi a jogada; é sobre a Bíblia, Revelação – Eu não li então eu não sei. Mas ele interpretou a coisa toda. Nós éramos os cavaleiros, Helter Skelter era a mensagem, e ele achou que podia sair e matar todos por aí.”

Entre os dias 9 de agosto e 10 de agosto de 1969, a “família Manson” cometeu duas chacinas em Hollywood e escreveu nas paredes “Helter Skelter” com o sangue das vítimas. Durante o julgamento de seus crimes, em novembro de 1970, Manson explicou sua interpretação de “Helter Skelter” na corte: “Helter Skelter significa confusão. Literalmente. Não significa Guerra com ninguém. Não significa que eles irão matar outras pessoas. Apenas significa o que significa. Helter Skelter é confusão. Confusão está vindo rápido. Se você não vê que a confusão está vindo rápido, chame do que quiser. Não é minha conspiração, não é minha música. Eu escuto o que relato. Ela diz, ‘Apareça! ’ ela diz, ‘Mate! ’ Porque me culpar? Eu não escrevi a música. Eu não fui a pessoa que projetou isso na consciência das pessoas.”

John disse em entrevista a Rolling Stone em 1970: “Costumávamos tirar sarro disso ou daquilo, de uma maneira não ofensiva, do que um intelectual via na gente ou um símbolo da geração jovem veria algo nisso…” E sobre a canção, “… Mas eu não sei o que ‘Helter Skelter’ significava, pra mim era só barulho.”

E pensar que com certeza por ai ainda exista mentes doentes que procuram nas músicas coisas que não  tem nada a ver.

 

 

Por Marina Sanches – @sancmarina