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“Anna (Go to Him)” – “Uma das favoritas de John”.

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É o nome de uma canção escrita por Arthur Alexander. Alexander lançou a canção como single pela Dot Records em 17 de setembro de 1962. Embora no título da canção está “go to him” na canção se canta “go with him”.

A canção era uma das favoritas de John Lennon, e tornou-se parte do repertório dos Beatles no início de carreira sendo lançada no primeiro álbum do grupo em 1963, Please Please Me. Nos Estados Unidos, a canção foi lançada no álbum The Beatles lançado em 22 de julho de 1963 e relançada no álbum The Early Beatles em 22 de março de 1965.

Os Beatles gravaram a canção no dia 11 de fevereiro de 1963 em três takes. No dia 17 de junho de 1963, os Beatles gravaram a música para o show na rádio BBC chamado Pop Go the Beatles. O show foi ao ar no dia 25 de junho. Eles a gravaram novamente no dia 1 de agosto para o show de rádio do dia 25 de agosto.

Por Marina Sanches – @sancmarina

Fonte: S.S.

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A DAY IN THE LIFE – “Eu adoraria te ligar”.

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A canção começa no meio dos aplausos da faixa anterior, com John Lennon no violão.
Em seguida, Paul entra no piano e a voz rouca de John começa a cantar. (Sua voz é um dos pontos altos da canção e, no entanto, ele andava preocupadíssimo, achando que ela era péssima, pedindo a George Martin que a corrigisse eletronicamente e chegando a cantar através de um tubo de papelão).

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Quando ele diz “I’d love to turn you on” (eu adoraria te ligar), entra a orquestra que vai subindo na escala musical criando um efeito ligadíssimo, até parar de repente. Ouve-se o despertador, e Paul acorda, levanta, sai correndo, pega o ônibus, fuma e entra num sonho (“Woke up, fell out of bed” até “Went into a dream”). A música fica suave e meio onírica, com John cantando em “AA” e a orquestra outra vez. Seria o efeito produzido pelo que Paul fumou?

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Tudo recomeça e, quando John repete “I’d love to turn you on”, a orquestra entra de novo, mas não pára dessa vez,  até o final da música, que é um acorde produzido por três pianos e um harmônico e dura cerca de 45 segundos.
Nos discos ingleses, entra, em seguida, um tom de 20 mil Hertz, audível somente por cachorros – um gesto simpático para com esses animais; afinal, dizem que Londres tem três cachorros por habitantes.
Mas a história não acaba aí.
O sulco central do disco traz ruídos irreconhecíveis que já tiveram n interpretações – claro, rodando pra frente, pra trás, de todo o jeito. Isso, se seu toca-discos não for automático e a agulha permanecer sobre o disco até o fim (se tiver um toca-discos – vinil). Os “assassinos” de Paul ouviam, de trás pra frente, “Paul is dead” (prova irrefutável: “Paul está morto”); Paul contou que um grupo de fãs foi até a casa dele, cheias de risinhos, e disseram que tinham ouvido de trás pra frente e dava “We’ll fuck you like Superman”, ou seja, “Vamos foder vocês como super-homens”. Ele não acreditou, mas foi conferir e…
– Lá estava, sem dúvida alguma… ‘We’ll fuck you like Supermen’. Eu pensei: ‘nossa, o que a gente pode fazer?”
Na verdade, aquele finalzinho foi gravado na festa que aconteceu durante e depois das gravações de “A Day in the Life”, nos estúdios de Abbey Road. Estavam lá estrelas do astral de Mick Jagger e senhora (na época, a cantora Maranne Faithfull). A orquestra estava vestida a rigor e com máscaras fornecidas pelos Beatles. Esse momento, enquando tocavam trompete, foi tirada a última foto dos quatro com Brian Epstein no meio deles, antes de sua morte.
Para gravar o som orquestral, George Martin avisou aos músicos que não havia partitura, mas que ele lhes indicaria quais as notas mais agudas e mais graves que cada um deveria tocar. É o resto era por conta deles. Essa parte foi gravada quatro vezes e reproduzida superposta com diferença de sincronização, a fim de se conseguir essa massa sonora compacta. A voz que se ouve contando pertence a Mal Evans. O despertador entrou sem querer e, como não era possível tirá-lo, acabou ficando e sendo aproveitado para o trecho de Paul. No final da gravação, lá pelas três da manhã, a festa rolava com muita bebida e roupas coloridas quando Ringo, diante do microfone, disse:
– Acho que vou cair!
E foi amparado por Mal Evans.

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Paul declarou à imprensa que a intenção de se referir a drogas existia nessa canção (e apenas nessa. O resto é elocubração de beatle-intérprete).
– Mas queremos ligar você à verdade, mais do que à loucura.
Assim se fechava a obra-prima desencadeadora de uma revolução que não encontrou substituta até o momento. O fecho foi um acontecimento cheio de surpresa e com muito estilo – como tudo que os Beatles fizeram.
A BBC proibiu a canção.

Por Marina Sanches.

Fonte: S.S.

“Misery” – “Kenny Linch”, que foi o primeiro cantor a ter o privilégio de gravar uma música “Lennon/McCartney”.

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Essa música foi escrita para a cantora “Helen Shapiro”, que na época era um dos grandes sucessos da Inglaterra, mas seu empresário não a deixou gravar e eles a deram a “Kenny Linch”, que foi o primeiro cantor a ter o privilégio de gravar uma música “Lennon/McCartney”.

Por Marina Sanches – @sancmarina.

Fonte: S.S.

“I Saw Her Standing There” – “Ela tinha apenas 17 anos, e nunca foi uma bela rainha”.

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No inicio ela se chamava “Seventeen”, uma música que contava a estória de um rapaz que se apaixonava por uma garota durante um baile e seu coração quase estourava, enquanto ele atravessava o salão para dançar com ela.

Paul começou a compô-la em 1961, e ela iniciava com a frase “She was just seventeen,  never been a beautyqueen” ( Ela tinha apenas 17 anos, e nunca foi uma bela rainha – garota), sendo que ele diz que ele nunca havia pensado sobre a música até o momento que ele a mostrou a John, e eles resolveram mudar a letra e terminar a melodia.

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“A linha melódica do baixo, eu copiei da música I’m Talking About You” de Chuck Berry, mas ninguém acredita em mim, afinal qual é o problema de tocar um baixo que não fosse original?” disse Paul, em uma entrevista à revista “Beat Instrumental”.

Por Marina Sanches – @sancmarina

Fonte: S.S.

“It’s getting better” (está melhorando)

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Mais uma canção que nasceu de um título. A frase “It’s getting better” (está melhorando) era marca registrada pelo baterista Jimmy Nichol, que substituiu Ringo na turnê de 64, quando este estava com amigdalite. Sempre que alguém perguntava a Jimmy como iam as coisas, ele respondia “Está melhorando”. Os três Beatles usavam a frase para brincar com ele. A canção saiu da frase e Paul faz os vocais principais.
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George toca um instrumento indiano chamado tampura, semelhante à cítara na forma, mas do qual se tiram apenas batidas surdas. Também na música oriental, ele é usado apenas no acompanhamento.
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George Martim entra no piano na última parte da faixa, mas batendo direto nas cordas e não tocando no teclado.

 

Por Marina Sanches – @sancmarina

 

 

 

FALANDO SOBRE “HELTER SKELTER”.

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É considerada por muitos como a primeira música de Hard rock/Heavy metal da história, Paul estava na Escócia, lendo uma edição de 1967 da Melody Maker, revista especializada em música, quando leu uma entrevista do guitarrista Pete Townshend, dizendo que o último single “I Can See For Miles,” era a canção mais alta, suja e barulhenta que o The Who já tinha feito. Porém quando Paul foi ouvi-la, ele percebeu que não era tão barulhento assim. Ele julgou sendo um “barulho organizado,” e tratou de compor essa canção tentando fazer a sua própria ópera barulhenta e suja.

Helter skelter é o nome de um brinquedo britânico muito popular, que consiste em um tobogã em formato de espiral. Paul fala sobre no livro “Many Years From Now” de Barry Miles: “Eu usei o símbolo do brinquedo helter skelter como uma ida do topo para o fundo – a ascensão e queda do Império Romano – e esta era a queda, a decadência, a ida para o fundo. Você pode pensar que é um título bonitinho, mas é tido como referência, desde quando Manson tomou como um hino, quanto às versões que as bandas punks faziam por ser um rock sujo.”

Além disso, o termo helter skelter pode significar também confusão, algazarra, desorganização.

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A letra sem muito sentido fala sobre o brinquedo: “Quando eu chego ao chão, eu volto para o topo do escorregador, onde eu paro, me viro e saio para outra volta até que eu volte ao chão e te veja novamente.”

Em alguns trechos ele parece estar falando sobre uma garota de programa: “Você não quer que eu te ame? Estou descendo rápido, mas estou a milhas de você/ Vamos me diga a resposta/Você pode ser uma amante, mas você não é uma dançarina.”

A MENTE DOENTE DE MANSON.

Nos Estados Unidos, o termo “helter skelter” é muito conhecido. Charles Manson dizia que a música “Helter Skelter” continha profecias de uma apocalíptica guerra racial.

No projeto “The Beatles Anthology” Paul disse: “Manson nos interpretou como ‘os quatro cavaleiros do Apocalipse.’ Eu ainda não entendo qual foi a jogada; é sobre a Bíblia, Revelação – Eu não li então eu não sei. Mas ele interpretou a coisa toda. Nós éramos os cavaleiros, Helter Skelter era a mensagem, e ele achou que podia sair e matar todos por aí.”

Entre os dias 9 de agosto e 10 de agosto de 1969, a “família Manson” cometeu duas chacinas em Hollywood e escreveu nas paredes “Helter Skelter” com o sangue das vítimas. Durante o julgamento de seus crimes, em novembro de 1970, Manson explicou sua interpretação de “Helter Skelter” na corte: “Helter Skelter significa confusão. Literalmente. Não significa Guerra com ninguém. Não significa que eles irão matar outras pessoas. Apenas significa o que significa. Helter Skelter é confusão. Confusão está vindo rápido. Se você não vê que a confusão está vindo rápido, chame do que quiser. Não é minha conspiração, não é minha música. Eu escuto o que relato. Ela diz, ‘Apareça! ’ ela diz, ‘Mate! ’ Porque me culpar? Eu não escrevi a música. Eu não fui a pessoa que projetou isso na consciência das pessoas.”

John disse em entrevista a Rolling Stone em 1970: “Costumávamos tirar sarro disso ou daquilo, de uma maneira não ofensiva, do que um intelectual via na gente ou um símbolo da geração jovem veria algo nisso…” E sobre a canção, “… Mas eu não sei o que ‘Helter Skelter’ significava, pra mim era só barulho.”

E pensar que com certeza por ai ainda exista mentes doentes que procuram nas músicas coisas que não  tem nada a ver.

 

 

Por Marina Sanches – @sancmarina

 

WHEN I’M SIXTE-FOUR – Um Pedido de Casamento: quando eu tiver 64 anos

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Um pedido de casamento: quando eu tiver 64 anos, você ainda vai me mandar um cartão de dia dos namorados? Eu posso ser muito útil, trocar um fusível para você…

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No Submarino Amarelo, os quatro penetram no Mar do Tempo, envelhecendo em segundos ao som de “When I’m Sixty-Four”. Na verdade, Paul escreveu essa canção para seu pai, quando ele fez 64 anos.

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E, tanto na melodia, quanto no arranjo, deu uma voltinha pelos anos 20 que tanto aprecia. O resultado é uma musiquinha divertida e fácil de gostar, que nos traz de volta do transe produzido pela faixa anterior. Os clarinetes fazem um acompanhamento bem ao estilo de Paul, que está nos vocais principais, no piano e também no corinho, ao lado de George e John.

Por Marina Sanches – @sancmarina.