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“HELTER SKELTER”.

É considerada por muitos como a primeira música de Hard rock/Heavy metal da história, Paul estava na Escócia, lendo uma edição de 1967 da Melody Maker, revista especializada em música, quando leu uma entrevista do guitarrista Pete Townshend, dizendo que o último single “I Can See For Miles,” era a canção mais alta, suja e barulhenta que o The Who já tinha feito. Porém quando Paul foi ouvi-la, ele percebeu que não era tão barulhento assim. Ele julgou sendo um “barulho organizado,” e tratou de compor essa canção tentando fazer a sua própria ópera barulhenta e suja.

Helter skelter é o nome de um brinquedo britânico muito popular, que consiste em um tobogã em formato de espiral. Paul fala sobre no livro “Many Years From Now” de Barry Miles: “Eu usei o símbolo do brinquedo helter skelter como uma ida do topo para o fundo – a ascensão e queda do Império Romano – e esta era a queda, a decadência, a ida para o fundo. Você pode pensar que é um título bonitinho, mas é tido como referência, desde quando Manson tomou como um hino, quanto às versões que as bandas punks faziam por ser um rock sujo.”

Além disso, o termo helter skelter pode significar também confusão, algazarra, desorganização.

A letra sem muito sentido fala sobre o brinquedo: “Quando eu chego ao chão, eu volto para o topo do escorregador, onde eu paro, me viro e saio para outra volta até que eu volte ao chão e te veja novamente.”

Em alguns trechos ele parece estar falando sobre uma garota de programa: “Você não quer que eu te ame? Estou descendo rápido, mas estou a milhas de você/ Vamos me diga a resposta/Você pode ser uma amante, mas você não é uma dançarina.”

A MENTE DOENTE DE MANSON.

Nos Estados Unidos, o termo “helter skelter” é muito conhecido. Charles Manson dizia que a música “Helter Skelter” continha profecias de uma apocalíptica guerra racial.

No projeto “The Beatles Anthology” Paul disse: “Manson nos interpretou como ‘os quatro cavaleiros do Apocalipse.’ Eu ainda não entendo qual foi a jogada; é sobre a Bíblia, Revelação – Eu não li então eu não sei. Mas ele interpretou a coisa toda. Nós éramos os cavaleiros, Helter Skelter era a mensagem, e ele achou que podia sair e matar todos por aí.”

Entre os dias 9 de agosto e 10 de agosto de 1969, a “família Manson” cometeu duas chacinas em Hollywood e escreveu nas paredes “Helter Skelter” com o sangue das vítimas. Durante o julgamento de seus crimes, em novembro de 1970, Manson explicou sua interpretação de “Helter Skelter” na corte: “Helter Skelter significa confusão. Literalmente. Não significa Guerra com ninguém. Não significa que eles irão matar outras pessoas. Apenas significa o que significa. Helter Skelter é confusão. Confusão está vindo rápido. Se você não vê que a confusão está vindo rápido, chame do que quiser. Não é minha conspiração, não é minha música. Eu escuto o que relato. Ela diz, ‘Apareça! ’ ela diz, ‘Mate! ’ Porque me culpar? Eu não escrevi a música. Eu não fui a pessoa que projetou isso na consciência das pessoas.”

John disse em entrevista a Rolling Stone em 1970: “Costumávamos tirar sarro disso ou daquilo, de uma maneira não ofensiva, do que um intelectual via na gente ou um símbolo da geração jovem veria algo nisso…” E sobre a canção, “… Mas eu não sei o que ‘Helter Skelter’ significava, pra mim era só barulho.”

E pensar que com certeza por ai ainda exista mentes doentes que procuram nas músicas coisas que não  tem nada a ver.

Por Marina Sanches – @MarinaS33296793

“EIGHT DAYS A WEEK”.

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O comecinho da música, com o som das guitarras aparecendo baixinho para ir aumentando aos poucos, foi mais uma inovação utilizada depois inúmeras vezes por dezenas de músicos. John canta em dois canais e também faz o corinho com Paul. Trata-se de uma das melhores canções do álbum “Beatles For Sale”. Muitos “beatle-intérpretes” pensaram que era dedicada a Brian Epstein, que vivia tão ocupado cuidando de vários grupos, que precisava de oito dias por semana (ou, “eight days a week”). Mas parece que a versão mais certa não é essa. Havia o projeto de um segundo filme, que se chamaria Eight Arms to Hold You (oito braços para abraçar você). E era esse o título original da canção, que acabou virando “Eight Days a Week”.

Quanto ao filme, virou Help!

Por Marina Sanches – @MarinaS33296793

FILMOGRAFIA BEATLES – 01.

ALL THIS AND WORLD WAR II – 1976

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D – Susan Winslow.

Cor, P/B-88 min.

Um bizarro documentário  justapõe algumas canções dos Beatles (interpretadas pelos Bee Gees, Tina Turner, Leo Sayer, Bryan Ferry, Frank Vallli e Elton John) com imagens da Segunda Guerra Mundial.

BEATLEMANIA – 1981

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D – Joseph Manduuke

Elenco – Mich Weissman, Tom Teeley, David Leon, Ralph Castelli.

Cor – 95 min.

O musical que fez muito sucesso no teatro transferido para o cinema. Quatro músicos vestidos e cantando como os Beatles ou quase.

BIRTH OF THE BEATLES – 1979

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D – Richard Marquand

Elenco – Stephen Machenna, Rod Culvertson, John Altman.

Co – 104 min.

Focaliza o periodo que vai da formação dos Beatles até o começo do sucesso. Embora os Beatles tenham tentado impedir a produção deste filme feito para TV americana, o resultado não é mau. Muitos sucessos dos Quatro Cabeludos são interpretados por um conjunto chamado Rain.

 

BORN TO BOOGIE – 1972

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Musicians Ringo Starr and Marc Bolan (1947 - 1977) during the making of the Apple Corps concert film 'Born to Boogie', 1972. (Photo by Estate Of Keith Morris/Redferns/Getty Images)

Musicians Ringo Starr and Marc Bolan (1947 – 1977) during the making of the Apple Corps concert film ‘Born to Boogie’, 1972. (Photo by Estate Of Keith Morris/Redferns/Getty Images)

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D – Ringo Starr.

Elenco – Marc Bolan, T. Rex, Ringo Starr.

Cor – 67 min.

Documentário sobre Bolan o T. Rex, onde Ringo usou um estilo semelhante ao de Magical Mystery Tour.

CANDY – 1968

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D – Christian Marquand.

Elenco – Ringo Starr, Ewa Aulin, Marlon Brando, Richard Burton, Walter Matthaw, Elsa Martineli, John Huston, Anita Pallenberg.

Cor – 124 min.

Candy (Ewa Aulin) é uma inocente garota que, enquanto se aventura em busca da verdade espiritual, vai sendo seduzida por uma galeria de tipos. Ringo Starr faz o papel de um jardineiro mexicano. Trilha sonora de Steppenwolf e Byrds.

CAVEMAN – 1980

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CAVEMAN, Ringo Starr, Barbara Bach, 1981, (c) United Artists

CAVEMAN, Ringo Starr, Barbara Bach, 1981, (c) United Artists

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CAVEMAN, Ringo Starr, John Matuszak, 1981, (c) United Artists

CAVEMAN, Ringo Starr, John Matuszak, 1981, (c) United Artists

D – Carl Gottieb

Elenco – Ringo Starr, Barbara Bach.

Cor – 91 min.

Atouk (Starr) é um homem das cavernas que abandona a sua tribo para formar a sua própria sociedade pré-histórica, que depois acaba descobrindo a música através de uma inesperada jamsession na Idade da Pedra.

Fonte: Revista Três Editores.

 Por Marina Sanches – @sancmarina

 

HELP! – “O MELHOR GRITO DE SOCORRO”.

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Esse álbum traz a trilha sonora do segundo filme dos Beatles, Help!, dirigido pelo mesmo Richard Lester de A Hard Day’s Night. Só que a trama de Help! é bem mais complexa do que a seqüência Beatles-tocando/Beatles-fugindo-das-fãs, do filme anterior.

Fanáticos seguidores da deusa hindu Kaili pretendem oferecer-lhe em sacrifício uma vida humana. Mas o sacrificado deve estar usando um anel especial, com uma enorme pedra vermelha. E é justamente no dedo de Ringo que ele foi parar – e grudar; o pobre Beatle não consegue tirar o anel de jeito nenhum.

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Entre perseguições nas Bahamas, fugas nos Alpes, explosões em campo aberto e seqüências mais calmas num estúdio britânico, as filmagens levavam cerca de quatro meses. E sete das oito músicas que compõem a trilha sonora estão no lado 1 (isso para quem tem o vinil como eu rsrsrs….) do álbum Help!. Apenas “She’s a Woman” não foi incluída, mas também não toca inteira no filme. Entre as novidades do álbum, Paul está, pela primeira vez, na guitarra solo numa gravação. E isso acontece em duas faixas: “Another Girl” e “Ticket to Ride”. No lado 2 (isso para quem tem o vinil como eu), há quatro novas canções da dupla Lennon-McCartney (entre as quais, a eterna “Yesterday”) e uma de George Harrison. As outras duas não são deles e seria uma das últimas vezes em que gravariam música alheia.

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Help! é um prenúncio do amadurecimento que o trabalho dos quatro terá. A fórmula básica três guitarras/bateria é aperfeiçoada para criação de um som mais complexo em faixas como “You’ve Got to Hide Your Love Away” e It’s Only Love”. Em “Yesterday”, Paul é acompanhado apenas por um quarteto de cordas. Esse desenvolvimento se afirmaria quatro meses depois da edição do álbum, com o lançamento o álbum seguinte, Rubber Soul.

Help! foi lançado um mês depois da estréia do filme, que aconteceu em julho. O sucesso do filme bastaria para garantir o de sua trilha sonora, mas isso não seria necessário, pois esta era assinada pelos quatro rapazes de Liverpool.

No mês de junho do mesmo ano, eles receberam, das mãos da rainha, a condecoração MBE, ou seja, Member of the British Empire (membro do Império Britânico). A decisão de sua majestade de prestar essa homenagem aos Beatles por seus “serviços ao comércio do país” ocasionou um tremendo rebuliço na Inglaterra. Muito condecorados devolveram, indignados, suas medalhas.

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George sugeriu que, se eles não quisessem mais a condecoração, poderiam mandá-los para Brian Epstein e acrescentou:

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– MBE vai bem com o nome dele: Mr. Brian Epstein.

Na verdade, Brian ficou mais entusiasmado com a MBE do que os quatro juntos. John não queria sequer aceitá-la a principio e chegou a devolvê-la anos depois.

Conta-se que os reis do iê-iê-iê fumaram maconha em pleno mictório do palácio de Buckingham. Enfim, como sempre, os protestos contra eles eram insignificantes perante a dimensão da paixão que despertavam. Tanto o filme (que ainda delicia os fãs) quanto o disco desancaram a seriedade de condecorados e condecoráveis.

HELP!

FOTO DE HELP!

Lado 1:

1 – Help!

2 – The Night Before

3 – You’ve Got to Hide Your Love Away

4 – I Need You

5 – Another Girl

6 – You’re Going to Lose That Girl

7 – Ticket to Ride

Lado 2:

1 – Act Naturally

2 – It’s Only Love

3 – You Like Me Too Much

4 – Tell Me What You See

5 – I’ve Just Seen a Face

6 – Yesterday

7 – Dizzy Miss Lizzy

“HELP!”

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John Lennon: Violão e vocais principais.

Paul McCartney: Baixo e backing vocal.

George Harrison: Guitarra solo e backing vocal.

Ringo Starr: Bateria e pandeiro.

E com essa canção que eles aparecem pela primeira vez no filme: cantando na televisão preto e branco instalada no templo da deusa Kaili, logo depois que o sacrifício de uma jovem fora interrompido por sua irmã, que alerta:

– Ela não está usando o anel!

Claro que não: pode-se ver claramente na TV: o anel está no dedo de Ringo (coitado!).

Apóstolos, sacerdotes e Cia. da sanguinária Kaili partem para Londres, a fim de recuperar o anel do sacrifício, ou então, sacrificar aquele que estiver usando. E assim começa uma seqüência de trapalhadas às quais nada ficam a dever os filmes dos Trapalhões – a não ser, é claro, o charme dos quatro heróis.

O humor de Richard Lester parece harmonizar muito bem com a imagem dos Beatles na época. Mas não era essa a opinião de Paul:

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– Help foi muito engraçado, mas não foi o nosso filme. Éramos assim como atores convidados. Foi engraçado, mas como idéia para um filme, estava um pouco errado para nós.

Talvez essa contradição se evidencie no contraste entre as piadinhas do roteiro e a seriedade de John ao escrever a letra de “Help!” (Socorro!):

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– Era o que eu queria dizer, é real. A letra é tão boa atualmente quanto foi na época. Gosto de saber que eu estava consciente, na época, de minha situação. Eu estava cantando “socorro!” e era isso que eu queria dizer mesmo.

Era a primeira letra que não contava uma história de amor melosa. John havia percebido que ser Beatle era assustador. Na letra, compara essa situação com as fases anteriores de sua vida, mais tranqüilas. E pede socorro. É uma letra angustiada, embora a música pareça tão alegrinha e, sobre isso, ele também reclama:

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– Não gosto da gravação. Fizemos rapidinho, pra ser comercial.

Mas o resultado é delicioso e a voz dele traz a expressão de seu desespero, apesar do arranjo comercial.

THE NIGHT BEFORE.

(Lennon-McCartney)

John Lennon – Piano elétrico e backing vocal.

Paul McCartney – Baixo e vocais principais

George Harrison – Guitarra solo e backing vocal

Ringo Starr – Bateria

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No filme, eles estão gravando essa canção num campo aberto protegidos pelo exército. Mesmo assim, ao terminar a música é jogada uma bomba onde sai uma fumaça vermelha na tentativa de pegar Ringo. Os fanáticos atacam (mas não conseguem matar Ringo), pensam que conseguem, mas se enganam.

YOU’VE GOT TO HIDE YOUR LOVE AWAY.

(Lennon-McCartney).

John Lennon – Violão e vocais solo.

Paul McCartney – Violão

George Harrison – Violão

Ringo – Pandeiro

Músicos de estúdio – Flauta

Primeiro exemplo de originalidade nos arranjos: ainda levaria alguns anos para a flauta entrar na música pop. E lá estava mais um pioneirismo dos Beatles. No filme, Ringo está na fossa, cansado de ser perseguido para virar cordeiro de Kaili. Sentado na cama de John que fica num buraco no chão, bate tristemente o pandeiro. John toca vilão e canta com a voz estridente. Os outros apreciam a cena, em companhia de Ahme, a jovem hindu que salvou a irmã alertando para a ausência do anel e que agora resolve ajudar os quatro a escaparem de seus fanáticos conterrâneos. Só que a letra não tem nada a ver com essa história e, aparentemente, quem estava na fossa ao escrevê-la era John:

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John – Escrevi essa canção nos meus dias de (influência de) Dylan para o filme Help. Costumava escrever poesia quando eu era adolescente, mas sempre escondia minhas emoções. Foi observando o trabalho de Dylan que vi ser possível fazer canções sobre minhas emoções, como faço em meus livros.

I NEED YOU.

(George Harrison)

John Lennon – Violão e backing vocal.

Paul Mccartney – Baixo e backing vocal

George Harrison – Guitarra solo e vocais principais

Ringo Starr – Bateria

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No filme, eles estão gravando essa canção num campo aberto como The Night Before, protegidos pelo exército. Mesmo assim, os fanáticos atacam (mas não conseguem matar Ringo). Dizem que estava um frio insuportável na hora da filmagem. Os vocais principais são de George, em duas vozes mixadas – que começava a mostrar aí seu talento de compositor. Também é ele que consegue tirar um estranho som de sua guitarra, utilizando de um jeito especial o pedal de controle tonalidade/volume.

ANOTHER GIRL.

(Lennon-McCartney)

John Lennon – Violão e backing vocal

Paul McCartney – Baixo, guitarra solo e vocais principais

George Harrison – Guitarra solo e backing vocal

Ringo Starr – Bateria

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Os quarto cantam nas Bahamas, ao ar livre, e Paul brinca de tocar no corpo de uma moçoila de biquíni. A cena poderia até ser erótica, mas tudo que os Beatles faziam, até então, era revestido da maior inocência – afinal, eram “bons moços”. O que só serviria para aumentar o choque das declarações de Paul à revista Life de que fazia uso de drogas, assim como da foto de John e Yoko em nu frontal e dorsal. É a primeira vez que Paul toca guitarra solo numa gravação e o solinho final da faixa mostra que ele deveria continuar.

YOU’RE GOING TO LOSE THAT GIRL.

(Lennon- Mccartney)

John Lennon – Violão e vocais principais

Paul McCartney – Baixo, piano e backing vocal

George Harrison – Guitarra solo e backing vocal

Ringo Starr – Bateria e bongos

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Eles estão gravando essa canção em estúdio. Mal acabam de cantar, o técnico avisa que vai ser preciso regravar, pois há um estranho zumbido no fundo. A câmara mostra em close uma serra elétrica que está terminando de cortar no chão um circulo em torno de Ringo e sua bateria, esclarecendo o porquê do zumbido. Antes que ele se de conta, porém, cai com bateria e tudo. Mas não sai machucado. É claro que nosso herói sempre vai conseguir escapar.

A voz de John é perfeita nessa canção, com o corinho antigo de Paul e George.

TICKET TO RIDE.

(Lennon-McCartney)

John Lennon – Guitarra ritmica, pandeiro e vocais principais.

Paul McCartney – Baixo, guitarra solo e vocalização.

George Harrison – Guitarra solo

Ringo Starr – Bateria

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Beatles esquiando nos Alpes, fazendo as trapalhadas devidamente esperadas de “bons moços levados da breca”. A cena é muito bonita e a música, impecável. Foi lançada antes do LP, em compacto. Os gritos de John são perfeitos para o lamento (embora a letra não seja das mais profundas, a garota que o está deixando louco vai partir. Mais uma vez). Os solos de George e Paul são históricaos.

ACT NATURALLY.

(Morrison-Russell)

John Lennon – Violão

Paul McCartney – Baixo e vocalização

George Harrison – Guitarra solo

Ringo Star – Bateria e vocais principais

É o único vocal de Ringo desse álbum. Paul ajuda na vocalização e John faz, com George, a batida country/rockabilly que vai bem com a voz de Ringo.

IT’S ONLY LOVE.

(Lennon-McCartney)

John Lennon – Violão, pandeiro e vocais solo

Paul McCartney – Baixo

George Harrison – Guitarra solo

Ringo Star – Bateria.

Antes de receber letra, essa música se chamava “It’s a Nice Hat” (É um chapéu legal). George Martin gravou uma versão instrumental e incluiu num álbum que traz as músicas instrumentais da trilha sonora de Help!. Foi a primeira referência aos “jogos da mente” de John, pois a primeira frase da letra é “I get High” – ou seja, “eu fico alto”. Mas o título definitivo (É apenas amor) e a letra apaixonada não permitiram que a referência horrorizasse ninguém. Isso só ocorreria algum tempo depois.

YOU LIKE ME TOO MUCH

(George Harrison)

John Lennon – Violão e piano elétrico

Paul McCartney – Piano Steinway e vocalização

George Harrison – Guitarra solo e vocais principais

Ringo Starr – Bateria e pandeiro

George Martin – Piano Steinway (com Paul)

George faz vocais principais, com vocalização de Paul.

Também é Paul que toca a introdução no piano, a quatro mãos, com George Martin. John toca o acompanhamento no piano elétrico, dialogando com o solo e guitarra de George. A canção mostra que esse compositor não fica atrás da dupla de amigos. E sua interpretação (britanicamente) apaixonada confirma seu talento de cantor.

TELL ME WHAT YOU SEE

(Lennon-McCartney)

John Lennon – Tábua de lavar roupa e vocais principais

Paul McCartney – Baixo, piano elétrico e vocais principais

George Harrison – Guitarra solo e pandeiro

Ringo Starr – Bateria e baquetas

Os arranjos vocais dessa canção são bem originais: a letra é no estilo pergunta e resposta e Paul faz um dueto com John na pergunta para depois responder sozinho. Também é Paul que toca piano elétrico no fundo. Na ausência de reco-reco, John tira som de uma tabua de lavar roupa, “instrumento” do jazz antigo.

I’VE JUST SEEN A FACE

(Lennon-McCartney)

John Lennon – Violão

Paul McCartney – Violão e vocais solo

George Harrison – Violão.

Ringo Starr – Bateria e maracás

Essa música também teve outro nome antes de ganhar letra: “Aunt Gin’s Theme” – ou seja, Tema de Tia Gin. George Martin gravou – a, numa versão instrumental, com esse título. Paul fez uma letra meio no estilo de Bob Dylan, e o resultado pode ser considerado um prenúncio de “Rocky Racoon”.

YESTERDAY

(Lennon-McCartney)

Paul McCartney – Violão e vocais solo

Músicos de estúdio – quarteto de cordas

Beatles conference Hamburgo June 26th 1966.

Pela primeira vez, os Beatles não aparecem numa canção dos Beatles. Trata-se de uma faixa solo de Paul e se tornaria uma de suas mais famosas baladas, regravada por bons e maus intérpretes. Graças a ela, Paul seria quase “perdoado” por John em “How Do You Sleep”, que ele fez anos depois “criticando” o ex-companheiro (aparentemente, os dois combinaram se criticarem); a faixa está no álbum Imagine, e diz:

“The only thing you done was “Yesterday”/and since you’ve gone you’re Just “Another Day” – ou seja “a única coisa que você fez foi Yesterday? E então você você se foi, você é apenas “Another Day” (referência a um dos primeiros sucessos comerciais de Paul pós-separação).

Antes de ser “Ontem” (“Yesterday”), essa música foi “Ovos Mexidos” (“Scrambled Eggs”). É Paul quem conta:

– Um dia, eu acordei e fui ao piano. E comecei a tocar e essa melodia veio. Porque é assim que acontece, simplesmente elas vêm. Mas não conseguia pensar numa letra, então no começo eu chamava de Scrambled Eggs. Por alguns dias, ela teve esse nome. Depois pensei em Yesterday e aí a letra veio toda e ficou pronta a canção.

DIZZY MISS LIZZY

(Williams)

John Lennon – Órgão Hammond e vocais solo

Paul McCartney – Baixo

George Harriosn – Guitarra solo

Ringo Starr – Bateria

Esse era um dos grandes sucessos nos tempos do Cavern Club. Os berros de John são perfeitos para esse roquinho de Larry Williams. O arranjo é bem semelhante ao original da canção, mas os gritinhos (uuuuu!) são inovação.

Por Marina Sanches

Fonte: Som Três

UM POUCO DE CADA BEATLE – 4º BEATLE – RINGO STARR.

Ringo

Richard Starkey, MBE (Liverpool, 7 de julho de 1940) , mais conhecido pelo seu nome artístico Ringo Starr, é um músico, baterista, multi-instrumentista, cantor, compositor e ator britânico, que ganhou fama mundial como baterista dos Beatles após substituir Pete Best, ficando nos Beatles até a separação do grupo em 1970. Quando a banda foi formada em 1960, Starr era membro de outra banda de Liverpool, Rory Storm and the Hurricanes. Além de atuar como baterista, Starr foi intérprete de canções de sucesso dos Beatles (em particular, “With a Little Help from My Friends” e “Yellow Submarine”), como co-autor em “What Goes On” e compôs “Don’t Pass Me By” e “Octopus’s Garden”.

Ringo é conhecido pelo seu estilo seguro de tocar e pelos seus toques de originalidade. O apelido Ringo surgiu por causa dos anéis que Ringo gostava de usar (ring quer dizer anel em inglês). Ele também é vegetariano, assim como outro integrante dos Beatles, Paul McCartney. Em 2011, Starr foi eleito o 4º maior baterista de todos os tempos pela revista Rolling Stone.

Após a dissolução dos Beatles em 1970, Starr lançou-se em uma carreira solo de sucessos, e formou uma banda a All Starr Band, na ativa desde 1989.

Juventude

Ringo Starr morava com a mãe, Elsie, e o padrasto, Harry Graves em um bairro humilde de Liverpool. Quando era pequeno, passou por vários problemas de saúde, ficando internado em um total de três anos em hospitais de Liverpool. Por essa razão, ele acabou ficando atrasado na escola e aos 15 anos mal sabia ler e escrever.

Em 1957, Ringo começou sua própria banda skiffle com Eddie Miles, chamada The Eddie Clayton Skiffle Group. No ano de 1959, ele juntou-se ao grupo Raving Texans, que tinha como cantor Rory Storm. Posteriormente a banda mudou de nome para Rory Storm and the Hurricanes. Foi nesta época que ele passou a adotar o nome artístico Ringo. Os Hurricanes fizeram uma turnê em Hamburgo em 1960, onde Ringo acabou conhecendo os integrantes de outra banda de Liverpool, The Beatles.

Ringo só acabaria entrando para os Beatles quando eles acertaram um contrato de gravação com a gravadora Parlophone. Cansados do temperamento de Pete Best, o baterista dos Beatles naquela época, os outros integrantes da banda resolveram dispensá-lo e chamar Ringo Starr para substituí-lo. Os fãs de Pete não gostaram da substituição e no início, protestaram contra a mudança gritando Pete Forever, Ringo Never (ou seja, Pete sempre, Ringo nunca).

Anos 60

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Os Beatles em 1964, chegando a Nova York. Ringo é o último da direita.

Ringo Starr só entrou como baterista dos Beatles em 1962. Enquanto fazia parte do conjunto, ele compôs poucas canções, na verdade foram só duas: Don’t Pass Me By, para o Álbum Branco e Octopus’s Garden para o álbum Abbey Road e mais quatro em co-autoria com os outros beatles (What Goes On do Rubber Soul, Flying do Magical Mystery Tour, Maggie Mae e Dig It do Let it be). Embora não tivesse feito muitas composições, sempre cantava uma música nos shows e discos da banda de outras autorias, entre elas Boys, I Wanna Be Your Man, Honey Don’t, Act Naturally e Good Night. Mas conseguiu grande sucesso cantando as músicas Yellow Submarine do álbum Revolver e With a Little Help From My Friends do álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, ambas escritas pela dupla Lennon/McCartney e também por uma música de autoria sua, Octopus’s Garden do álbum Abbey Road. No documentário Anthology, Ringo declarou que toda vez que ele mostrava alguma nova composição sua aos outros beatles, eles acabavam identificando alguma similaridade com outra composição popular.

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Ringo Starr em 1964.

Ringo foi o primeiro a abandonar a banda. Em uma entrevista em 1968, John Lennon, ao ser perguntado se Ringo era o melhor baterista do mundo, respondeu: “Ele nem é o melhor baterista dos Beatles”. John se referia ao fato de Paul McCartney ter gravado a bateria em duas canções do disco Álbum Branco. Ringo, que de uma certa forma já se sentia excluído pela banda por não compor como Lennon/McCartney, acabou abandonando a banda por duas semanas. Ringo só retornou depois que os outros três integrantes pediram por sua volta.

Ringo entre os Beatles era o que tinha a personalidade mais calma e possuía um estilo tranquilo, o que foi um fator importante na sua integração com os outros integrantes do grupo mesmo após a sua dissolução em 1970. Ele foi durante todo o tempo o que manteve um melhor relacionamento com os outros três ex-beatles.

Apesar do sucesso da banda, ele era considerado por muitos músicos um baterista medíocre. Para se defender usava, com seu humor característico, uma frase sarcástica: “Dizem que não toco muito bem, mas sou o baterista da melhor banda do mundo… logo, sou o maior baterista do mundo!”. Mas ele tem muito a seu favor nesse quesito, tendo sido o baterista a popularizar um modo de tocar bateria com igual força em ambas as mãos, em contraposição ao estilo vigente, que deixava a mão esquerda segurando a baqueta como um palito chinês. Ringo também ajudou a melhorar a qualidade das gravações de bateria na época. Como membro dos Beatles, teve importância na elaboração dos arranjos, com batidas simples, mas inconfundíveis.

MBE

Em 1966, junto com seus colegas de banda, Ringo foi agraciado com a medalha da Ordem do Império Britânico (MBE). Mesmo se tratando de uma alta honraria, o título de Sir é mais distinto do que o de Membro do Império, por se tratar de um título nobiliárquico de mais alto valor, equivalente a “Cavaleiro do Império Britânico” (Knight of the Britsh Empire). Apenas Paul McCartney recebeu a distinção, no ano de 1997, por isso, é incorreto chamar Ringo e os outros membros da banda de “Sir”.

Anos 70

O primeiro trabalho solo de Ringo foi lançado ainda em 1970, ano de separação dos Beatles. Sentimental Journey foi lançado em março e produzido por George Martin. O álbum é composto por regravações de canções antigas como Night and Day, de Cole Porter. Em setembro do mesmo ano lançou seu segundo álbum solo, Beaucoups of Blues. O álbum seguia o estilo country. Nenhum destes álbuns obteve muito sucesso.

Em 1971, Ringo Starr participou do álbum All Things Must Pass de George Harrison e Plastic Ono Band, de John Lennon, tocando bateria e do show beneficente promovido por George Harrison, Concerto para Bangladesh. No mesmo ano, lançou um single com a canção It Don’t Come Easy que atingiu o quarto lugar nas paradas britânicas e norte-americanas. E no ano seguinte atingiu o segundo lugar nas paradas britânicas com a canção Back off Boogaloo também lançada em single.

Em 1973, lançou o álbum Ringo, seu maior sucesso comercial. Foi a única vez em que os quatro beatles estiveram em um mesmo disco após a separação da banda. Embora os quatro ex-beatles não tivessem participado de uma mesma música, o fato ajudou muito as vendas do disco. O disco ainda trouxe a participação de Billy Preston, Marc Bolan e Harry Nilsson, Klaus Voormann, Nicky Hopkins entre outros. O disco Ringo tornou-se um sucesso. A canção Photograph, (lançada em single em 1973) e que atingiu o primeiro lugar nos Estados Unidos, entrou no álbum. Photograph contou com a participação de George Harrison que compôs a música em parceria com Ringo. George participou ainda de “You and Me (Babe)” e junto com John Lennon em I’m the Greatest(esta última escrita por Lennon). Paul McCartney participou de You’re Sixteen e Six O’Clock (esta última escrita por Paul). O álbum atingiu o segundo lugar nos Estados Unidos e sétimo na Inglaterra.

No ano seguinte, lançou o álbum Goodnight Vienna que fez sucesso com a música No No Song, falando sobre drogas. No álbum, Ringo gravou também a canção Only You, um sucesso antigo lançado pelo The Platters. John Lennon participou da música Goodnight Vienna, composta por ele mesmo, e All By Myself. O álbum ainda contou com a participação de Elton John tocando piano na canção Snookeroo. Ainda em 1974, a banda de hard rock alemã Scorpions lança o álbum Taken By Force, cuja primeira faixa, Speedy’s Coming, contém uma citação a Ringo Starr, nos versos: Do you like Alice Cooper / Do you like Ringo Starr / You Like David Bowie / and friends in the Royal Albert Hall. A canção possui como tema o amor das jovens da época por seus ídolos.

Em 1975, o ex-baterista dos Beatles lançou somente uma coletânea dos seus maiores sucessos, Blast From Your Past, álbum que marcou o fim do contrato de Ringo com a EMI e o último a ser lançado pela Apple Records.

Em 1976, lançou o álbum Ringo’s Rotogravure e fez sucesso modesto com Hey Baby. O álbum teve as participações de Eric Clapton, Peter Frampton, Melissa Manchester, Dr. John, Paul McCartney e John Lennon. Novamente Ringo cantou composições dos outros ex-beatles, I’ll Still Love You de George Harrison, Pure Gold de Paul McCartney e Cookin’ (In the Kitchen Of Love) de John Lennon.

O álbum Ringo the 4th de 1977 é considerado por muitos como um dos mais fracos discos solo de um ex-beatle. Ele decidiu não usar nenhuma composição de amigo famoso e intensificou sua parceria em composição com Vini Poncia com o qual já tinha feito algumas músicas anteriormente. Um dos motivos que fez o álbum ter pouco sucesso entre o público e ser malhado pela crítica especializada foi a tentativa de transformar Ringo Starr em um astro da Disco Music, algo bem evidente em diversas músicas do álbum. No mesmo ano, foi lançado na Inglaterra a trilha sonora do desenho animado Scouse the Mouse que contou com a participação de Ringo Starr.

Em 1978, lançou o álbum Bad Boy considerado tão fraco quanto Ringo the 4th. O álbum não contou com a participação e nem trouxe novamente composições de amigos famosos, e novamente insistiu na fórmula da Disco Music. Vini Poncia produziu o álbum e compôs em parceria com Ringo duas músicas.

Anos 80

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Ringo cantando ao vivo no Estádio de Wembley, Inglaterra, junho de 1987.

Após a morte de John Lennon em 1980, Ringo foi o único ex-beatle a procurar Yoko Ono para lhe oferecer apoio. Em 1981, Ringo lançou o disco Stop And Smell The Roses, que marcou a volta das participações dos amigos como Harry Nilson, Ron Wood, Stephen Stills e inclusive dos ex-beatles Paul McCartney e George Harrison. A canção do disco, Wrack My Brain (escrita por George Harrison), fez um sucesso modesto. Ringo também participou da gravação da música de George Harrison em homenagem a John Lennon, All Those Years Ago, que foi lançada no disco de Harrison. Faz uma participação no álbum de 1982 de Paul McCartney, Tug Of War participa na faixa “Take It Away”, com a participação do produtor George Martin.

Em 1983, Ringo lançou o disco Old Wave com a participação de John Entwistle (ex-The Who) e Eric Clapton na música Everybody’s In A Hurry But Me. O disco não atingiu sucesso. Após este lançamento ele ficaria quase dez anos sem lançar um disco de estúdio.

Em 1989, Ringo reuniu outros músicos conhecidos do rock e organizou uma série de shows chamados como Ringo Starr and His All Star Band. A banda excursionou de julho a setembro e lançou um álbum em 1990. Nos shows, Ringo cantou seus sucessos da época dos Beatles e de sua carreira solo. Os outros músicos puderam cantar suas próprias músicas durante o show, com Ringo na bateria. Esta primeira edição da All Star Band contou com o pianista Dr. John, o guitarrista Joe Walsh (ex-Eagles), o pianista Billy Preston, o baterista Levon Helm (ex-The Band) , o tecladista Garth Hudson (ex-The Band), o cantor Rick Danko (ex-The Band), o multi-instrumentista Nils Lofgren e com o saxofonista Clarence Clemons

Houve várias outras edições da All Star Band, contando com vários participantes famosos como Peter Frampton, John Entwistle (ex-The Who), Greg Lake (ex-Emerson, Lake and Palmer), Roger Hodgson (ex-Supertramp), Billy Preston, Zak Starkey (filho mais velho de Ringo), Jack Bruce (ex-Cream), Gary Brooker (ex-Procol Harum) e Randy Bachman (ex-Bachman-Turner Overdrive).

Anos 90

Em 1992, após um longo período sem gravar em estúdio, Ringo lançou Time Takes Time com a participação de Phil Ramone, Jeff Lynne e Brian Wilson. O álbum foi considerado pela crítica e pelo público como o melhor trabalho de Ringo Starr desde 1973, ano o qual o aclamado álbum Ringo fora lançado. No mesmo ano, Ringo saiu em nova turnê com a mais nova edição da All Starr Band e lançou o álbum Ringo Starr and His All Starr Band Volume 2: Live From Montreux no ano seguinte.

Fora a All Star Band, Ringo só conseguiu um sucesso modesto ao lançar seu décimo primeiro disco solo Vertical Man de 1998, que contou com a participação dos ex-beatles mais uma vez, além de Alanis Morissette, Ozzy Osbourne (ex-Black Sabbath), Tom Petty, Brian Wilson (do Beach Boys) e Steven Tyler (do Aerosmith). Vertical Man foi bem recebido pela crítica e marcou o início de uma nova parceria de Ringo, agora com Mark Hudson. Hudson produziu os álbuns de Ringo, Aerosmith e do grupo Hanson, além de escrever músicas em parceria com o ex-beatle. No mesmo ano, lançou o álbum ao vivo VH1 Storytellers. O álbum I Wanna Be Santa Claus de 1999 foi dedicado a músicas natalinas e assim como seu antecessor foi bem recebido pela crítica apesar de as vendas terem sido menores.

2000

Em 2001, Ringo reuniu outra edição da All Starr Band e lançou o álbum ao vivo King Biscuit Flower Hour Presents Ringo & His New All-Starr Band no ano posterior. A nova edição contou com Roger Hodgson (ex-Supertramp), Howard Jones e Sheila E.

Em 2002, no aniversário de um ano da morte de George Harrison, Ringo participou do Concert For George em sua homenagem. Ringo tocou bateria no show e cantou as canções Photograph e Honey Don’t. Em 2003, lançou Ringo Rama com participações de Willie Nelson, David Gilmour (Pink Floyd) e Eric Clapton. Esse novo disco foi muito bem aceito pela crítica e pelo público, em parte pela bela homenagem ao seu falecido parceiro George Harrison, a música Never Without You, que contava com Eric Clapton na guitarra. Além de Ringo Rama, Ringo lançou no mesmo ano, seu álbum ao vivo com a nova edição da All-Starr Band, o Tour 2003.

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Ringo Starr e Paul McCartney em 2009.

Em 2005, lançou Choose Love, com participação de Billy Preston e Chrissie Hynde (ex-The Pretenders). Apesar de não ter vendido tanto como Ringo Rama ou Vertical Man, Choose Love foi considerado tanto pelos fãs como pela crítica como o melhor álbum lançado por Ringo em mais de trinta anos. O álbum assim como seu antecessor tinha uma canção homenageando George Harrison, Oh My Lord, que contava com Billy Preston tocando órgão. No ano posterior, Ringo Starr saiu novamente em turnê com sua All Star Band, lançando o álbum Ringo Starr and Friends.

Em janeiro de 2008, Ringo lançou o single Liverpool 8 e na semana seguinte um álbum com o mesmo nome. Liverpool 8, mantendo a tradição dos álbuns produzidos por David Stewart, recebeu bons reviews e entrou na lista dos mais vendidos tanto nos Estados Unidos como no Reino Unido, atingindo a melhor colocação para um álbum de Ringo Starr desde 1998 com Vertical Man. Em 2010, Ringo lança o álbum Y Not. O ex-Beatle Paul McCartney faz participação em duas faixas: na música “Peace Dream” tocando baixo, em homenagem ao ex-beatle John Lennon, e na música “Walk With You”, fazendo segunda voz.

Foi o terceiro ex-Beatle a receber a Estrela da Calçada da Fama de Hollywood, em 8 de fevereiro de 2011, após John Lennon em 1988 e George Harrison em 2009. A estrela de Ringo, fica ao lado das estrelas de John e George. Paul McCartney foi o último ex-Beatle a receber a estrela da Calçada da Fama em 2012.

Ringo vem ao Brasil pela primeira vez em novembro de 2011 com sua His All Starr Band, com turnê nos estados de: Rio Grande do Sul (10), São Paulo (12 e 13), Rio de Janeiro (15), Belo Horizonte (16), Brasília (18) e Recife (20), mostrando o repertório clássico dos The Beatles e de sua carreira solo. Ringo torna-se o segundo ex-beatle a tocar no Brasil, depois de Paul McCartney. John Lennon nunca veio ao Brasil e George Harrison foi o primeiro ex-beatle a visitar o país, embora sem se apresentar. Desta forma, Ringo torna-se o terceiro ex-beatle a pisar em solo brasileiro.

Cinema/Televisão

Ringo estrelou alguns filmes para o cinema paralelamente a sua carreira musical. Em 1968 atuou em Candy com Charles Aznavour, Marlon Brando, Richard Burton, John Huston e Walter Matthau entre outros. Em 1969, atuou na comédia The Magic Christian com Peter Sellers. Seguiram-se os filmes Blindman (1971), a comédia musical Son of Dracula (1974) e Caveman (1981). Caveman (O homem das Cavernas) foi patrocinado por George Harrison e contou com a participação de Dennis Quaid. Ringo ainda apareceu no filme 200 Motels de Frank Zappa e no documentário sobre a banda britânica The Who The Kids are Alright, lançada em 1979.

Além do cinema, ele apareceu em uma adaptação para tv do filme Alice no País das Maravilhas feito em 1985. Em 1991, o desenho animado Simpsons fez um episódio em sua homenagem onde Ringo dublou a própria voz.

Vida pessoal

A primeira vez que Ringo se casou foi em 11 de fevereiro de 1965, com uma antiga namorada dos tempos que ele tocava no Cavern Club, em Liverpool, Maureen Cox, que na época do casamento tinha apenas 18 anos. Com ela teve três filhos Zak Starkey (13 de setembro de 1965), Jason (19 de agosto de 1967) e Lee (17 de novembro de 1970).

No ano de 1975 Ringo se separou de Maureen Cox devido a seu crescente alcoolismo e às suas constantes traições. Maureen morreu em 30 de dezembro 1994 de leucemia, mesmo após ter feito transplante de medula óssea, cujo doador foi seu filho Zak.

Zak Starkey seguiu a carreira de baterista como o pai. Atualmente é o baterista da banda The Who, tendo também tocado na banda Oasis.

Em 1980, casou-se pela segunda vez com a ex-bond girl Barbara Bach, que conheceu durante a filmagens de O Homem das Cavernas – filmado em 1980 e lançado em 1981. Em 1983, após o lançamento de Old Wave, Ringo e Barbara internaram-se em uma clínica de reabilitação para alcoólatras.

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Por Marina Sanches – @sancmarina

Fonte: Pesquisa internet Wikipédia e outros.

“It Won’t Be Long”.

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É a canção que abre o segundo álbum, With the Beatles, lançado pelos Beatles. Embora creditada a Lennon/McCartney, ela é uma composição típica de John, com Paul colaborando nos arranjos. O coro é uma brincadeira entre a palavras “be long” e “belong”. A canção apresenta uma marca registrada dos Beatles como o jogo de perguntas e respostas, a presença do yeah yeah yeah e o riff de guitarra. Nesta fase de composição dos Beatles também era típico a canção terminar melodramaticamente como também em “She Loves You” por exemplo, permitindo a John Lennon uma breve improvisação solo vocal antes da canção acabar em acorde “sétima maior” (“She Loves You” acabou em sexta maior).

Por Marina Sanches – @sancmarina.

101 FATOS E CURIOSIDADES SOBRE BEATLES

OS BEATLES POR ELES MESMOS – MARTIN CLARET
Outro dia, revirando o Baú atrás de algo que fosse velho e inédito, encontrei alguns volumes da coleção “O Autor Por Ele Mesmo” lançados pela editora Martin Claret há mais de 20 anos. Tenho cinco números: “Beatles por eles mesmos”, “McCartney por ele mesmo”, “Lennon por ele mesmo”, “Elvis por ele mesmo” e “Raul por ele mesmo”. Como fazia anos que nem os via, resolvi ler todos novamente. O primeiro, claro foi o dos Beatles. Esses “livrinhos”, apesar das capas horrorosas, até que são bacaninhas e, pela época que foram lançados, chegam até a ser “ricos” em algumas informações. O dos Beatles foi compilado por Luiz Antonio da Silva, pesquisador e organizador. O livro traz um prefácio sobre a obra, um estudo sobre a Beatlemania assinado por Hunter Davis, perfis biogáficos de John, Paul, George e Ringo, entrevistas, depoimentos, discografia, filmografia e curiosidades.
No meio dessas curiosidades encontrei o texto “101 Fatos Que Você Não Sabia Sobre os Beatles” escrito por Garth Pierce, Judith Simons e David Wigg. O texto é divertidíssimo, cheio de erros, furos e informações truncadas, o que o torna ainda mais curioso e engraçado. Vamos conferir e dar umas risadas? Abração a todos!
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1 )  O relacionamento dos Beatles com os frequentadores do Cavern Club, em Liverpool, era tão estreito que qualquer um dos fãs podia localizar o número de telefone do grupo e conversar longamente com um deles.

2) “Pinwheel Twist”, uma das composições menos conhecidas de Lennon/McCartney, foi usada rapidamente em 1961 como um “spot” de gravação por Pete Best.

3) John editou o jornal da escola primária de Dovedale, quando tinha nove anos de idade.

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4) “Love Me Do” foi composta no verão de 1958 e apresentada para diversas gravadoras antes de sua prensagem definitiva, em 11 de setembro de 1962, em 17 sessões.

5) Percy Philips fez uma gravação de John, Paul e George como “The Quarrymen” em 1957. O “tape” foi desgravado.

6) Brian Epstein foi expulso do Liverpool College em 1944, com 10 anos de idade.

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7) Os Beatles fizeram fundo musical para uma “stripper” de nome Shirley em um clube de Hamburgo, em 1960.

8) No outono de 1960, John, Paul, George, Stuart Sutcliffe e Ringo acompanharam Lu Walters, do Rory Storm and the Hurricanes, em um 78 rpm gravado nos Akustik Studios, de Hamburgo, por 10 libras.

9) Os Beatles apareceram 294 vezes no Cavern Club entre dezembro de 1960 e agosto de 1963.

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10) Paul e John tocaram ao vivo como dupla no “pub” Nurk Twins em Bending, Berkshire, em 1960.

11) John dormia em um caixão de defunto quando passou a dividir um apartamento com Stu Sutcliffe, no Gambia Terrace, Liverpool, em 1960.

12) O jornal inglês “The Observer” informou, no dia 9 de fevereiro de 1964, que uma companhia americana estava fazendo 35 mil perucas dos Beatles por dia.

13) Os gritos de uma mulher sendo assassinada foram ignorados no Hilton Hotel de São Francisco em agosto de 1964. Pensaram que era apenas mais uma adolescente histérica recepcionando os Beatles.

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l4) “Lady Madonna” foi gravada por Paul com músicos de estúdio, e não pelos Beatles.

15) Depois de uma reclamação de Paul, Ringo deixou o grupo durante a gravação do “Álbum Branco”, em 1968. Voltou duas semanas depois.

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16) O “Álbum Branco” deveria se chamar “A Dolls House”(“Casa de Bonecas”, título de uma peça de Ibsen).

17) “Eleanor Rigby” originalmente se chamava “Daisy Hawkins”. Nenhum Beatle toca nesta faixa.

18) Um grupo com o nome de “The Bumblers” fez uma paródia dos Beatles lançada em disco em 1964. Integrantes: Bing Crosby, Frank Sinatra, Dean Martin e Sammy Davis Jr.

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19) O ator Geoffrey Hughes dublou a voz de Paul em “Submarino Amarelo”.

20)”Sergeant Pepper\s Lonely Hearts Club Band” deveria se chamar “Dr. Pepper”, mas o título foi mudado por causa de um refrigerante americano do mesmo nome. O álbum foi produzido em 700 horas.

21) John gravou deitado no estúdio o vocal de “Revolution”.

22) Os Beatles apareceram 84 vezes na TV. A primeira vez foi em 1959: John, Paul e George apareceram como Johnny & The Moondogs

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23) Nos oito anos que os Beatles lançaram compactos na Inglaterra, estiveram com um disco nas paradas em 298 das 416 semanas.

24) Nos sete anos que lançaram compactos nos EUA, tiveram um disco nas paradas em 297 semanas das 364 disponíveis — além de um LP continuamente na lista dos mais vendidos.

25) The Quarrymen, The Rainbow, Johnny & The Moondogs, Long John e The Silver Beatles foram nomes usados pelos Beatles antes da escolha final.

26) The Ladders era o possível nome de um grupo a ser formado depois da separação dos Beatles, com John, George, Ringo e Klaus Voorman.

27) Os Beatles tiveram pelo menos seis bateristas – incluindo Pete Best – antes de se decidir por Ringo.

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28) Frank Sinatra e Dean Martin — apesar de muitos esforços e muito dinheiro envolvido — não conseguiram ingressos para o famoso concerto no Hollywood Bowl, em 1964.

29) No seu primeiro encontro com Brian Epstein, Paul disse: “Acredito e espero que vamos fazer sucesso como um conjunto. Quero ser uma estrela sozinho ou com os outros três”.

30) Freda Kelly, secretária do fã-clube dos Beatles, ganhava 6 libras e 50 por semana trabalhando para Brian Epstein como datilógrafa, em 1962.

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31) Um grupo de celebridades planejou colocar um anúncio de página inteira no “Times” a favor da legalização da marijuana. John, Paul e George assinaram, mas da primeira vez esqueceram o nome de Ringo. A imprensa quis saber por quê. Ringo respondeu: “Que anúncio? Ninguém me disse nada”.

32) Atrás do palco, no teatro Granada, em East Ham, no dia 9 de novembro de 1963, o produtor George Martin anunciou aos Beatles que “I Want To Hold Your Hand” já tinha um milhão de cópias encomendadas, o maior pedido na história da indústria discográfica britânica.

33) Durante a excursão americana de 1965, os Beatles tiveram que usar um avião bem antigo. George Harrison achou um pedaço de corda empoeirada dependurada de um rack. “É uma escada de emergência”, disse uma aeromoça. “Qual é o tamanho?”, perguntou Harrison. A aeromoça respondeu que era de 2 pés. “Então, hoje à noite, devemos voar para a Califórnia a 13 pés de altura, constantes”, concluiu o Beatle.

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34) Enquanto dirigiam a Apple, os Beatles aterrorizavam seus funcionários. Segundo o ex-assessor de imprensa, Derek Taylor, “eles despediram mais gente, comparativamente, do que qualquer empregador no mundo.”

35) John Lennon sempre quis desesperadamente ser magro. Mas Yoko diz que ele nunca conseguiu: “Mesmo quando ele era um Beatle tinha essa barriguinha debaixo do blusão.”

36) Depois que começaram a viver juntos, John disse para Yoko: “Sabe por que eu gosto de você? Porque você parece um cara travestido. É como se fosse um velho amigo”.

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37) Na primeira noite que Ringo Starr substituiu o conhecido Pete Best no Caven Club, os fãs chiaram tremendamente. A música foi afogada pelos gritos de “Queremos Pete”.

38) Brian Epstein, quando se tornou empresário do conjunto, confortou a tia de John, Mimi: “Prometo que John não vai sofrer. Ele é o único realmente importante”.

39) O contrato original de Epstein com os Beatles não tinha validade. Paul e George ainda eram menores de 21 anos, e suas assinaturas deveriam ser endossadas pelos pais.

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40) Os Beatles eram notavelmente impontuais em seus dias de Liverpool. Quando um deles faltava, Gerry Marsden (do Gerry & The Pacemakers) o substituía.

41) Epstein os obrigou a mudar sua marca de cigarro para Sénior Service. Woodbine, o que fumavam, era muito proletário.

42) Quando os Beatles conseguiram seu primeiro contrato com a Parlophone, era por apenas um penny por disco.

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43) Quando criança, Ringo teve péssima saúde. Aos seis anos, ficou em coma por várias semanas depois de uma operação de emergência. Aos 13 teve pleurisia e ficou em um sanatório por dois anos.

44) O primeiro casamento de John com Cynthia — que estava grávida de Julian (agora com 19 anos) — foi uma piada. Havia um conserto na rua, em frente do tabelião, com muita poeira. A recepção foi em um restaurante sem licença para servir bebidas alcoólicas: os brindes eram com água.

45) No início de 1963, com “Please Please Me” no 1º lugar nas paradas, os Beatles foram expulsos de uma festa dos Jovens Conservadores (ala jovem do Partido) porque estavam usando casacos de couro.
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46) O primeiro álbum dos Beatles foi completado em uma sessão de 13 horas no dia 11 de fevereiro de 1963. Tem 14 músicas.

47) Em maio de 1963, com um filho de apenas quatro semanas, John e Epstein foram passar uma semana de férias na Espanha.

48) Quando os Beatles desembarcaram nos EUA no dia 7 de fevereiro de 1964 – “I Wanna Hold Your Hand” estava em 1º lugar nas paradas, as primeiras palavras que ouviram foram de um policial: “Puxa, isso que é corte de cabelo!”.

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49) O veredito do “Herald Tribune” sobre o grupo, depois que 60% dos americanos os viram no Ed Sullivan Show, foi o seguinte: “75% publicidade, 20% corte de cabelo e 5% de lamentos cadenciados”.

50) A letra original de Paul McCartney para “Yesterday” começava assim: “Scrambled Eggs — Oh my baby how I love your legs”.

51) “I Want To Hold Your Hand”, o compacto dos Beatles que mais vendeu — 13 milhões em todo o mundo — foi composto na casa londrina de Jane Asher, na época a namorada de Paul.

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52) A respeito de “Love Me Do”, o primeiro compacto dos Beatles, lançado dia 5 de outubro de 1962, comenta Paul: “Eu estava aterrorizado, tremendo. Toda vez que ouço ainda lembro”.

53) Enquanto gravavam seus doze álbuns nos Estúdios Abbey Road, em Londres, os quatro costumavam relaxar desaparecendo no porão.

54) O pai de Ringo, Richard Starkey, ainda é um limpador de janelas em Crewe.(isso na época em que foi feito os 101 Fatos e Curiosidades sobre Beatles.)

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55) O grupo adorava sketches de comédia. Apareceu em vários programas do gênero na TV inglesa.

56) Quando John conheceu Yoko, quebrou todas as regras implícitas entre o grupo, trazendo-a para o estúdio de gravação.

57) Dois dos Beatles, Ringo e John, nasceram durante bombardeios alemães na Inglaterra.

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58) A criadora do corte de cabelo Beatles, a estudante de arte alemã Astrid Kirchner era namorada de Stu Sutclifte, o quinto Beatle, que morreu de uma hemorragia no cérebro, aos 21 anos.

59) A cada ano, apenas um buquê é colocado no túmulo de Brian Epstein em seu aniversário (dia 19 de setembro), por um amigo: Joe Flannery.

60) Ray McFall, proprietário do Cavem Club a princípio impediu os Beatles de tocar no local porque usavam jeans.

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61) Há apenas oito rostos desconhecidos entre as 68 fotografias na capa de Sgt. Pepper.

62) “Norwegian Wood” foi escrita por John sobre um de seus casos, descrevendo seus sentimentos sem que a esposa, Cynthia soubesse.

63) “I Feel Fine”, lançado em 27 de novembro de 1964, vendeu 800 mil cópias em cinco dias — ainda é o compacto que vendeu mais rápido na Inglaterra.

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64) Dick Rowe, o produtor da Decca que recusou os Beatles (que depois assinaram contrato com a Parlophone, um selo da EMI), salvou sua reputação contratando os Rolling Stones. Quem deu a dica foi George Harrison.

65) Logo depois do lançamento de ‘Love Me Do”, há pouco mais de 20 anos, os Beatles só conseguiam, nos shows, se apresentar antes das “estrelas” Robin Hall e Jimmy McGregor, cantores escoceses, no “pub” Corn Exchange, da Bradford.

66) O nome da família de Linda McCartney era Epstein. A família o mudou para Eastman. Não eram parentes de Brian.

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67) Mary, mãe de Paul, era uma enfermeira conhecida como “The Angel” em Liverpool. Ela morreu em 1956.

68) O último concerto dos Beatles ao vivo foi no Candlestick Park de São Francisco, no dia 29 de agosto de 1966.

69) A data oficial para o início da beatlemania foi 4 de novembro de 1963, quando os Beatles apareceram no Royal Variety Performance.

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70) Os Beatles nunca enviaram cartões de aniversário uns para os outros. “Nenhum de nós é sentimental”, disse George.

71) “Quando eram adolescentes, Paul e George tiveram uma briga por causa de Íris Caldwell — a irmã, dançarina, do líder do grupo pop de Liverpool, Rory Storm. Ela é a garota à qual se refere “Love Me Do”.

72) Os Beatles tinham apenas dois “roadies” (pessoal que cuida da parte técnica e montagem e desmontagem de equipamentos): Neil Aspinall e Mal Evans.

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73) A composição de Lennon e McCartney “World Without Love” — gravada por Peter e Gordon — foi registrada sob nomes falsos. O disco já estava nas paradas quando sua autoria foi revelada.

74) Pouco antes de “Love Me Do” se tornar um sucesso, Paul se empregou numa madeireira de Liverpool. Logo foi promovido a executivo.

75) George foi o primeiro Beatle a escrever sua autobiografia, “I Me Mine”. Uma cópia autografada está valendo hoje 184 libras.

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76) Em 1964, quando os Beatles foram para a Suécia, Ringo ficou com amigdalite e um baterista substituto, Jimmy Nicol, tocou com o conjunto por algumas noites. Nicol terminou ficando na Suécia.

77) Enquanto o Duque de Edimburgo estava excursionando pelo Canadá em 1964, foi-lhe atribuída a seguinte afirmação: “Os Beatles estão desaparecendo no momento”. Logo ele mandou um telegrama para Brian Epstein explicando que suas verdadeiras palavras foram: “Os Beatles não estão aparecendo por aqui no momento”.

78) Quando John estava estudando no Liverpool Art College, e Paul e George eram estudantes no Liverpool Institute, em 1958, encontravam-se para ensaiar no camarim das modelos.

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79) Ringo estava treinando para ser engenheiro quando deixou o emprego para uma temporada no Butlin’s, com Rory Storm, o qual deixou para se unir aos Beatles.

80) O maestro alemão Bert Kaempfert foi a primeira pessoa a assinar um contrato de gravação com os Beatles. Eles acompanharam o cantor Tony Sheridan.

81) Quando Brian Epstein viu os Beatles pela primeira vez, sua aparência o chocou. Sua primeira medida foi mandá-los cortar o cabelo — em seu próprio barbeiro.

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82) A primeira composição dos Beatles gravada em disco pelo contrato alemão foi um número instrumental de George Harrison, “Cry For a Shadow”.

83) Larry Parnes, o primeiro empresário de rock britânico, contratou os Beatles quando ainda eram os Silver Beatles para acompanhar uma de suas descobertas, Johnny Gentle, de Liverpool. Não houve uma segunda vez.

84) Os Beatles tocaram música de fundo para uma “stripper” de Hamburgo chamada Janice.

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85) Os Beatles só entraram uma vez em um concurso de talentos. Foram vencidos por uma senhora que tocava colheres.

86) A primeira união de John e Paul como dupla de compositores foi nos tempos de escola, em 1957, depois de apresentados pelo amigo comum Ivan Vaughan, em uma festa de igreja. Quando “Love Me Do” foi gravada, já tinham mais de 70 músicas.

87) Quando os Beatles foram para a índia em 1967 para estudar com o Maharishi, o primeiro a voltar foi Ringo. “Foi ótimo. Igualzinho ao Butlins (um ‘pub’ de Liverpool)”.

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88) Nos primórdios da fama, os Beatles sempre viajavam para seus compromissos em um Austin Princess, dirigido por um certo Brian Corbett, por eles chamado “The Big Cockney”. Era de Southampton.

89) O primeiro nÃo-Beatle a fazer sucesso com uma canção da dupla Lennon/McCartney foi Billy J. Kramer, com “Do You Want To Know A Secret”, em 1963.

90) Por volta de março de 1966, a retirada oficial de cada Beatle por concerto era de mil libras, mais uma porcentagem que chegava a triplicar essa quantia.

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91) A primeira mulher de George, Patti, apresentou os Beatles ao Maharishi.

92) Em julho de 1964, John comprou sua primeira casa, em Weybridge, Surrey, por 20 mil libras.

93) Por algum tempo, todos os quatro Beatles foram vegetarianos. Também passaram por uma fase de só tomar chá e outra de uísque com coca-cola.

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94) A revista oficial do fã-clube dos Beatles se chamava “Beatles Monthly”. O último número apareceu em dezembro de 69, ao preço de dois shillings. Reeditada alguns anos depois, agora cada número custa 80 pence (aproximadamente 350 cruzeiros).

95) O primeiro Beatle a se cansar de viajar com a banda foi George Harrison.

96) John estudou no Colégio Quarrybank de Liverpool, notório por formar políticos.

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97) Antes de levar os Beatles para os caminhos do sucesso, o produtor George Martin produziu o dueto Sophia Loren/Peter Sellers em “Goodness Gracious Me” e sucessos para Matt Monro, Bernard Cribbens e Peter Ustinov.

98) Ringo é o único Beatle que se casou com uma das fãs do grupo. Ele conheceu sua primeira mulher, Maureen, da qual tem três filhos, no Cavern Club, quando ela era uma cabeleireira de 16 anos de idade.

99) Ron Kass, agora marido e empresário da atriz Joan Collins, foi executivo-chefe da Apple.

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100) Quando Paul recebeu seu primeiro extrato bancário de um milhão de libras, o mostrou, orgulhoso, para um de seus empregados na Apple, que ganhava 30 libras por semana.

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101) A primeira canção escrita por Paul foi “My Little Girl”, de  55.

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FONTE: BAÚ DO EDU.

Por Marina Sanches – @sancmarina

“Glass Onion” – “Aqui está mais uma pista pra vocês todos: a morsa era Paul”

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John escreveu essa letra meio absurda em resposta, aqueles que tentam interpretar os versos dos Beatles e acabam inventando coisas que os quatro não tinham sequer imaginado. Numa entrevista, ele comentou:
John – “Estou cansado de ouvir esse blábláblá sobre o Sargent Pepper, tipo ‘plante uma bananeira, ouça o disco de trás para frente e você vai descobrir seus significados mais profundos’. Há pouco tempo vi um cara dizer na televisão que “Lucy int the Sky With Diamonds” e “A Little Help From My Friends” foram feitas para promover drogas. E não é nada disso nunca pensamos nisso quando fizemos a músicas.
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Quem tentar ler as entrelinhas de “Glass Onion”, portanto, vai entender cada vez menos as palavras de John e Paul. Há referências a outras letras “misteriosas”: “Strawberry Fields Forever”, “Fixing a Hole”, “The Fool on the Hill”, “Lady Madonna” e “I’m the Walrus”, John termina seu deboche aos “beatle-intérpretes” com a frase “well, here’s another clue for you all: the walrus was Paul”, ou seja: “aqui está mais uma pista pra vocês todos: a morsa era Paul”. O que, certamente, não esclarece absolutamente nada.

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Por Marina Sanches – @sancmarina
Fonte: S.S.