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FIXING A HOLE E AS FÃS NA PORTA DA CASA DE PAUL.

Uma canção de Paul bem no seu estilo. É ele que faz os vocais e toca cravo. Achou-se que fix a hole (cavar um buraco) referia-se a drogas e drogados.

1967Paul 522 - Paul McCartney recording - Sgt. Pepper - 1967Paul 523 - Paul McCartney recording - Sgt. Pepper - 1967Paul 524 - Paul McCartney recording - Sgt. Pepper - 1967Paul 525 - Paul McCartney recording - Sgt. Pepper - 1967
Paul explicou:
– A canção se refere ao buraco na rua onde a chuva entra. É uma velha analogia com o buraco na sua estrutura que impede sua mente de seguir em frente.
Mas explicou que também havia um verso sobre as fãs que ficavam o dia inteiro grudadas na porta de sua casa: “Silly people, run around/ They worry me/ and never ask me why they don’t get in my door” (Gente boba corre em volta/ me preocupo com eles/ e nunca me perguntam por que não entram pela minha porta).

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– Ás vezes eu convido as fãs para entrarem, mas não é uma boa, porque uma vez eu convidei uma e no dia seguinte ela estava com a mãe nos jornais dizendo que íamos nos casar.

 

 

Por Marina Sanches – @sancmarina

Fonte: S.S.

 

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THE BEATLES E O ÁLBUM QUE FOI CONSAGRADO PELA REVISTA ESPECIALIZADA EM MÚSICA “ROLLING STONE” O MELHOR DE TODOS OS TEMPOS – “SGT, PEPPER’S LONELLY HEARTS CLUB BAND”.

THE BEATLES E O ÁLBUM QUE FOI CONSAGRADO PELA REVISTA ESPECIALIZADA EM MÚSICA “ROLLING STONE” O MELHOR DE TODOS OS TEMPOS – “SGT, PEPPER’S LONELLY HEARTS CLUB BAND”.

The+Beatles+Sgt+Pepper+Photoshoot

Como disse anteriormente quando iniciei essas postagens no Blog, encontrei quatro volumes da revista SOM 3 que é um pouco mais de conhecimento sobre os Fab Four, sei que hoje em dia há muitos meios de sabermos tudo sobre nossos amados Beatles, também sei que nem tudo que se fala é o que realmente aconteceu, mas para se saber o que realmente aconteceu só falando com os próprios não é mesmo, com certeza sempre haverá alguém interessado, pois tem muita gente como eu que mesmo tendo a internet que pode nos fornecer informações,  gostamos de ler e saber tudo sobre Beatles. A revista fala de alguns discos e das músicas quem tocou, quem foi o vocalista e tudo mais, detalhes de cada música, por isso será postado junto o vídeo da música a que se refere o comentário e os detalhes ok, e um pouco sobre os Beatles, postarei em partes e depois de postado tudo será compartilhado com meu grupo e página no Facebook, o 1º Volume se referia ao Álbum Branco, o 2º Volume sobre Magical Mystery Tour, o 3º que darei inicio agora é sobre Sgt. Pepper’s Lonelly Hearts Club Band.

Paul 229 - February 24th, 1967 - Studio Session for Lovely RitaPaul 223 - 1967_March_Lovely_RitaBeatles 195 - February 24th, 1967 - Studio Session for Lovely RitaBeatles 200 - March 3rd, 1967 – Recording - mixing session for - Sgt Pepper - Lucy in the Sky.Paul 225 - 1967

 

REVISTA SOM 3

3º VOLUME – A HISTÓRIA DE CADA DISCO. A MAIOR REVOLUÇÃO DA MÚSICA. “Aceite o gentil convite desses quatro cabeludos, desses quatro bandoleiros do rock. Não resista: eles querem contar como mudaram a história do século 20.” Na sala de concertos, a orquestra da uma última afinada em seus instrumentais.  A platéia murmura, ansiosa, à espera da nova criação do grande Mestre. De repente, irrompem guitarras feéricas, acompanhadas pela forte marcação da bateria. A voz de Paul berra do fundo do fundo da garganta anunciando a Banda do Sargento Pimenta. Só então a cortina se abre e a banda entra em cena, provocando gargalhadas de prazer no público. Os quatro se apresentam: – Somos a Banda do Clube dos Corações Solitários do Sargento Pimenta… Todos em êxtase. O grande Mestre – que se chamam Beatles – mais uma vez não decepcionou ninguém. Pelo contrário, surpreendeu o mundo com um trabalho que mudaria definitivamente o curso da música contemporânea. Não há dúvida de que foi também um marco divisório na carreira do próprio grupo. O mais impressionante, porém, é que a música popular nunca mais foi a mesma depois desse disco e todos os pop stars queriam fazer também seus álbuns conceituais – como se Sgt. Pepper’s fosse apenas isso. Até aquele momento, o álbum era nada mais nada menos que o melhor trabalho dos melhores do mundo – e muitos o consideram até hoje o ponto máximo da carreira dos Beatles, inclusive John Lennon: – Sgt. Pepper’s é o primeiro de todos. Foi um pico. Paul e eu estávamos  realmente trabalhando juntos quando o fizemos. Foi um álbum pioneiro sob muitos aspectos: nenhum disco pop, até então, tivera um mesmo tema do começo ao fim, nem tampouco faixas ligadas uma às outras, praticamente sem interrupção; além disso, os quatro levaram ao extremo, nesse álbum, uma inovação que já haviam introduzido em Rubber Soul e Revolver: o uso de orquestração e instrumentos estranhos ao rock, assim como grandes elaborações de produção. Desta maneira, foram maiores os desafios à habilidade de George Martin, que teve que conseguir, entre outras coisas, ruídos bucólicos (como mugidos de vacas e relinchos eqüinos), uma orquestra de 41 figuras para tocar sem partitura, um som que só fosse audível por cachorros e assim por diante. Desempenhou tão bem suas funções que um critico chegou a considerá-lo autor do álbum – o que magoou profundamente os verdadeiros criadores, conforme conta Paul: – Ficamos ofendidos com isso. Não é essencial que ele nos ajude, embora seja uma grande ajuda; mas vocês sabem muito bem que o álbum não foi feito por ele! Sgt. Pepper’s chegou na hora certa – no momento em que os jovens agitavam bandeiras pacifistas, descobriam o amor livre e prazeres psicodélicos – trazendo todos esses elementos da maneira mais inesperada possível. Era um reflexo da realidade, mas surpreendia pelo modo criativo de abordá-lo. Enfim, a palavra de ordem não era o Real, mas o Sonho. Em Sgt. Pepper’s, ele era lindo, louco, inesquecível. MATURIDADE.

Beatles 199 - March 3rd 1967Beatles 174 - Sgt Pepper's 1967

 

Havia a idéia de fazer um álbum conceitual referente à infância e à adolescência dos quatro. Mais ou menos em setembro de 1966, Paul apareceu com a canção “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”. Decidiram que este seria também o titulo do disco e alguém teve a idéia de fazê-lo como se fossem eles a banda. Daí em diante, a unidade do álbum foi tomando forma: cada nova canção que aparecia encaixava sob medida onde colocada. As gravações começaram em dezembro de 1966 e se estenderam (com um pequeno intervalo de Natal) até abril de 67. Se recordarmos que o primeiro álbum dos Beatles ficou pronto em um dia, teremos uma vaga idéia do quanto o trabalho dos rapazes amadurecera. E, como disse John, ele e Paul estavam mais entrosados do que nunca. O resultado não poderia ser melhor.  As polêmicas, obviamente, não foram poucas. Enquanto os fãs ensandeciam de prazer a intelectualidade, enfim, adotava os Beatles. Ou seja: agora, até a nata cultural podia assumir que gostava dos quatro, pois haviam mostrado ser muito mais que rapazinhos de Liverpool a deslumbrar moçoilas. Até a imprensa oficial (foram capa do Time, por exemplo) começava a adular os Fab Four.

UMA COROA PARA A PETULÂNCIA.

Mas havia também os advogados de acusação – ou não será um trabalho de vanguarda. Spiro Agnew (na época, governador de um Estado norteamericano, posteriormente, vice de Nixon) tentou proibir “With a Little Help From My Friends” no rádio, pois achava que a frase “I get high” (eu fico alto) referia-se a drogas. “A Day in the Life” foi banida da BBC pelo mesmo motivo, mas os Beatles nunca disfarçaram a referência às drogas presente no disco, que se transformou num símbolo da abertura das portas da percepção (alas, Aldous Huxley, autor do livro As Portas da Percepção, onde descreve uma experiência com mescalina, está representado na capa do disco). Mas as pessoas viam muito mais “horrores” do que realmente existiam. Foi nessa época, inclusive, que Paul contou à revista Life que já havia tomado LSD, causando um grande rebuliço na cabeça dos que acreditam que os jovens são meros seguidores de exemplos, sem vontade própria. Como se os Beatles fossem os detonadores da onda psicodélica que varreu o mundo no final dos anos 60! Se pessoas como Spiro Agnew e seus sucessores se deixassem influenciar pelos Beatles, talvez não estivéssemos mergulhados até o pescoço no atual estado de coisas.

March 3rd, 1967 – Recording - mixing session for - Sgt Pepper - Lucy in the Sky.

March 3rd, 1967 – Recording – mixing session for – Sgt Pepper – Lucy in the Sky.

 

A capa do disco não causou menos surpresa que seu conteúdo. Foi criada por Peter Blake, mas a partir de idéias dos Beatles. Traz uma colagem de fotos de pessoas pertencentes às lembranças dos Beatles: Elvis, Dylan, Marilyn, Fellini, Oscar Wilde, Karl Marx, Aldous Huxley, o Gordo e o Magro, Tom Mix, Marlon Brando, entre muitos outros. (Hitler estava lá, mas conta-se que, na última hora, John achou que sua prsença seria de extremo mau gosto e o retirou.) A gravadora EMI não concordou com a capa, pois temia que as pessoas vivas ali representadas iniciassem um processo. Paul argumentou que todos iriam adorar estar ali (e foi o que aconteceu). Mas se tornou necessário que os Beatles concordassem em retirar Gandhi (a gravadora visava ao mercado indiano), pagassem uma indenização prévia de 40 milhões de dólares para o caso de processos e que Brian Epstein conseguisse uma autorização de cada uma das 62 pessoas vivas presentes na colagem. As quatro figuras de cera que representam os Beatles no museu londrino de Madame Tussaund estão lá, com seus terninhos dos tempos de bons moços. Bem ao lado, os quatro (de verdade!),vestidos em seus coloridos ternos de cetim, feitos especialmente para a ocasião por Jann Haworth e inspirados em uniformes vitorianos (a última moda em Londres naquele momento). Seguram instrumentos de banda e no bumbo, à sua frente, está escrito Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band. Uma boneca veste uma camiseta com a inscrição “Welcome the Rolling Stones” (Bem-vindos os Rolling Stones). À frente da banda, o nome Beatles e uma guitarra formadaos por flores. Há quem diga que há também pés de maconha, em protesto contra a não legalização da erva. As estatuetas no jardim foram trazidas das casas dos quatro. O disco tem ainda um encarte em papel-cartão, com apetrechos da banda para recortar – divisas, emblemas, bigode, etc. Esse último não era nem necessário, pois muita gente deixou crescer o bigode no estilo da banda. Conta-se que a tomada dessa foto, no estúdio do fotógrafo Michael Cooper, em Chelsea, foi uma continuação da loucura em que se realizou a  gravação de todo o álbum, com muitos excitantes químicos, improvisação e acontecimentos insólidos que entraam madrugada adentro. Não podia ser diferente. Afinal, nunca eles haviam ousado tanto em termos de experimentação. E nunca o resultado havia sido tão perfeito. Raras vezes na história a ousadia é tão rapidamente coroada de êxito. A confecção de Sgt. Pepper’s foi um happening. E, até hoje, ouvi-lo pode se transformar em outro.

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Inglaterra: 01/06/67; Estados Unidos: 02/06/67; Brasil: 09/67 Lado 1: 1 – Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band. 2 – With Little Help From My Friends 3 – Lucy in the Sky With Diamonds. 4 – Getting Better 5 – Fixing a Hole 6 – She’s Leaving Home 7 – Being For the Benefit of Mr. Kite! Lado 2 1 – Within you Without You. 2 – When I’m Sixty-Four. 3 – Lovely Rita. 4 – Good Morning, Good Morning 5 – Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (Reprise) 6 – A Day in the Life.

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SGT. PEPPER’S LONELY HEARTSCLUBBAND.

(Lennon-McCartney)

John Lennon: Guitarra solo e backing vocal.

Paul McCartney: Baixo e vocais principais.

George Harrison: Guitarra solo e backing vocal.

RingoStarr: Baterista

George Martin: Orgão

A Banda do Sargento Pimenta faz sua entrada triunfal. Aqui, os Beatles acentuam o que haviam feito em “Rain” cerca de um ano antes, ou seja: utilizam guitarras pesadas em primeiro plano e não só como mero acompanhamento. Também é aqui que começa a brincadeira com estéreo: o coro começa no canal esquerdo, movendo-se para o centro. Quando Paul canta pela segunda vez, sua voz entra no canal direito. Foi essa canção que deu inicio a toda a história da Banda do Sargento Pimenta. Paul seu autor, lembra do começo: – Eu estava pensando em boas frases, como SargentPepper, LonellyHeartsClubBand e as duas vieram juntas, não sei por quê.  Essa banda é um pouco de banda de metais, mas um pouco de banda de rock também, porque tem aquela coisa de São Francisco. É ele quem faz os vocais principais, além de acompanhar John e George no corinho. Os metais e os órgãos, que tem mais destaque no final, caracterizam bem a banda a que Paul se referiu. A canção termina com a apresentação do cantor BillyShears e emenda na faixa seguinte. Ringo começa a cantar “With a LittleHelpFrommy Friends” como se fosse ele o tal de BillyShears. – Ringo é BillyShears – explica Paul. – Aconteceu durante a produção do Sgt. Pepper’s. BillyShears foi um nome que imaginamos para rimar com ‘years’. Achamos que era um ótimo nome, tipo EleanorRigby, e introduzia a faixa de Ringo. Para nós foi apenas uma maneira de apresentar a faixa seguinte.

WITH A LITTLE HELP FROM MY FRIENDS.

(Lennon-McCartney)

John Lennon: Backing vocal.

Paul McCartney: Baixo, piano e backing vocal.

George Harrison: Pandeiro.

Ringo Starr: Bateria e vocais principais.

Essa canção foi feita especialmente para Ringo cantar e é considerada seu melhor trabalho vocal. Trata-se de uma dessas composições para a qual John e Paul tinham apenas a melodia e o titulo – originalmente, “Bad Finger Boogie”. Conta a lenda que esse titulo influenciou um grupo chamado The Ivies a ponto de eles trocarem o nome para Bad Finger. A letra foi saindo enquanto os dois batucavam ao piano e tentavam descobrir rimas. Talvez por isso não tivessem nenhuma segunda ou terceira intenção além de rimar ao escreverem “I get high with a little help from my friends” (eu fico alto com uma ajudinha dos meus amigos), como acreditaram alguns. A canção se tornou mais um clássico beatle, recebendo inúmeras versões – das quais a mais famosa é a de Joe Cocker.

LUCY IN THE SKY WITH DIAMONDS.

(Lennon-McCartney)

John Lennon: Guitarra solo e vocais principais.

Paul McCartney: Baixo, órgão Hammond e vocalização.

George Harrison: Cítara, vocalização.

Ringo Starr: Bateria.

Um desenho de Julian Lennon ou LSD? Era essa a polêmica criada pela canção. As iniciais de Lucy, Sky e Diamonds realmente formam LSD. Mas, segundo Paul, não era essa a intenção deles: – As pessoas chegam com um ar muito espertinho e dizem: ‘Saquei, é LSD’, e isso aconteceu quando os jornais não paravam de falar em LSD, mas jamais pensamos nisso. O que aconteceu foi que o filho de John, Julian, trouxe um desenho da escola e disse que era Lucy in the Sky Diamonds (Lucy no céu com diamantes). Achamos que era um bom titulo e fizemos a letra num clima de Alice no País das Maravilhas, tudo meio irreal. De vez em quando, entra o estribilho Lucy in the Sky With Diamonds, tomando conta do céu da história. Essa Lucy é Deus, é o coelho branco de Alice. Você pode escrever uma canção com imaginação em cima de palavras e foi isso o que nós fizemos. Essa canção é um dos pontos altos do filme Submarino Amarelo. John está nos vocais principais e o órgão Hammond que se ouve logo no começo foi adaptado para produzir esse som, semelhante a uma harpa celestial. Afinal, estamos numa viagem fantástica entre flores de papel celofone verde e amarelo e uma garota de olhos caleidoscópicos; e, lá em cima no céu, aparece Lucy com diamantes.

 

GETTING BETTER

(Lennon-McCartney)

John Lennon: Guitarra solo e backing vocal.

Paul McCartney: Baixo, vocais principais e backing vocal.

George Harrison: Guitarra solo, tampura e backing vocal.

Ringo Starr: Bateria d bongos.

George Matin: Piano.

Mais uma canção que nasceu de um título. A frase “It’s getting better” (está melhorando) era marca registrada pelo baterista Jimmy Nichol, que substituiu Ringo na turnê de 64, quando este estava com amigdalite. Sempre que alguém perguntava a Jimmy como iam as coisas, ele respondia assim. Os três Beatles usavam a frase para brincar com ele. A canção saiu da frase e Paul faz os vocais principais. George toca um instrumento indiano chamado tampura, semelhante à cítara na forma, mas do qual se tiram apenas batidas surdas. Também na música oriental, ele é usado apenas no acompanhamento. George Martim entra no piano na última parte da faixa, mas batendo direto nas cordas e não tocando no teclado.

 

FIXING A HOLE

(Lennon/McCartney)

John Lennon: Maracas e backing vocal.

Paul McCartney: Cravo, baixo, guitarra solo e vocais principais.

George Harrison: Guitarra solo, backing vocal.

Ringo Starr: Baterista.

Uma canção de Paul bem no seu estilo. É ele que faz os vocais e toca cravo. Achou-se que fix a hole (cavar um buraco) referia-se a drogas e drogados. Paul explicou: – A canção se refere ao buraco na rua onde a chuva entra. É uma velha analogia com o buraco na sua estrutura que impede sua mente de seguir em frente. Mas explicou que também havia um verso sobre as fãs que ficavam o dia inteiro grudadas na porta de sua casa: “Silly people, run around/ They worry me/ and never ask me why they don’t get in my door” (Gente boba corre em volta/ me preocupo com eles/ e nunca me perguntam por que não entram pela minha porta). – Ás vezes eu convido as fãs para entrarem, mas não é uma boa, porque uma vez eu convidei uma e no dia seguinte ela estava com a mãe nos jornais dizendo que íamos nos casar.

 

SHE’S LEAVING HOME.

(Lennon-McCartney)

John Lennon: Vocais principais e backing vocal.

Paul McCartney: Vocais principais e backing vocal.

Músicos de estúdio: Harpa e instrumentos de corda.

George Martin disse que essa canção quase o fazia chorar. Certamente, ele não é o único a se sentir assim diante da triste história de uma jovem que foge da casa dos pais por falta de amor e atenção, deixando os velhos desnorteados – “we gave her everything Money could buy” (nós lhe demos tudo que o dinheiro pode comprar). Na época em que fervilhavam os conflitos de geração e a exaltação do amor, essa balada à La McCartney veio a calhar. Paul disse que se baseou numa história real que leu no jornal. – A garota era bem mais jovem que Eleanor Rigby, mas é o mesmo tipo de solidão. Paul faz os vocais principais em dois canais, com a voz de John entrando de vez em quando. É a única faixa em que os Beatles não tocam nenhum instrumento, acompanhados por uma harpa e alguns violinos, tocados por Mike Leander.

 

BEING FOR THE BENEFIT OF MR. KITE!

(Lennon-McCartney)

John Lennon:  Órgão Hammond e vocais solo.

Paul McCartney: Baixo e guitarra solo.

George Harrison: Harmônica

Ringo Starr: Harmônica.

George Martin: Órgão Wurlitzer e piano.

Mal Evans: Harmônica Neil Apinall: Harmônica.

John se inspirou num cartaz de circo da época vitoriana para fazer essa música, na qual personagens fantásticos garantem o entretenimento da platéia. Depois de ouvir essa história e “Lucy in the Sky With Diamonds” (não menos surrealista), George Martin disse que John era o “Salvador Dali oral”. John faz os vocais principais e toca o órgão Hammond. Paul está nas guitarras e George, Ringo, Mal e Neil tocam, cada um, um tipo de harmônica diferente. George Martin toca um órgão Wurlitzer e, para completar a atmosfera circence vitoriana, os quatro alquimistas do som queriam um órgão a vapor também vitoriano. Era um trabalho para o superprodutor! George Martin reuniu diversas fitas com gravações desse tipo de órgão, cortou-as, fez uma salada, chegando a usar algumas de trás pra frente, e o resultado é esse acompanhamento que nos transporta para algo sonhado por John.

 

WITHIN YOU WITHOUT YOU.

(George Harrison)

George Harrison: Tamboura e vocais solo.

Músicos de estúdio: Dilruba, tamboura, sword mandel.

Músicos de estúdio: Oito vilinos e três violoncelos.

A cota habitual de George: Uma faixa por disco. Mais tarde, ele iria queixar-se de sua pouca participação nos trabalhos do grupo. A música traz uma série de instrumentos indianos misturados com violinos e violoncelos. Trata-se de uma continuação da experiência apresentada em “Love You To”, no álbum Revolver. – Klaus (Voorman) tinha em casas um harmônico, que eu nunca havia tocado antes – conta George. – Comecei a brincar com o instrumento e “Within You” foi saindo. Primeiro veio à melodia, depois o primeiro verso. A letra fala do que estávamos conversando naquela noite. Trata-se de uma pequena pregação da filosofia oriental que George estava começando a estudar, segundo a qual só é importante o que o ser humano tem em seu interior e não os fatos terrestres (nem a bomba atômica importa, segundo eles). A faixa é bem longa e costuma despertar reações estremas: ou se adora ou se detesta “Within You Without You”. Tudo acaba num riso/choro e emenda na alegre canção seguinte.

WHEN I’M SIXTE-FOUR

(Lennon-McCartney)

John Lennon – Guitarra e backing vocal.

Paul McCartney: Baixo, piano, vocais principais e backing vocal.

George Harrison: Backing vocal.

Ringo Starr: Bateria.

Músicos de studio: Duas clarinetas e uma clarinet baixo.

Um pedido de casamento: quando eu tiver 64 anos, você ainda vai me mandar um cartão de dia dos namorados? Eu posso ser muito útil, trocar um fusível para você… No Submarino Amarelo, os quatro penetram no Mar do Tempo, envelhecendo em segundos ao som de “When I’m Sixty-Four”. Na verdade, Paul escreveu essa canção para seu pai, quando ele fez 64 anos. E, tanto na melodia, quanto no arranjo, deu uma voltinha pelos anos 20 que tanto aprecia. O resultado é uma musiquinha divertida e fácil de gostar, que nos traz de volta do transe produzido pela faixa anterior. Os clarinetes fazem um acompanhamento bem ao estilo de Paul, que está nos vocais principais, no piano e também no corinho, ao lado de George e John.

 

LOVELY RITA.

(Lennon-McCartney)

John Lennon: Violão, pente com papel, backing vocal.

Paul McCartney: Baixo, piano, pente com papel, vocais principais e backing vocal.

George Harrison: Violão, pente com papel e backing vocal.

Ringo Starr: Bateria.

George Martin: Piano.

Nos Estados Unidos e Inglaterra existem aparelhos chamados parking meters (parquímetros) instalados junto ao meio-fio, que controlam o tempo que um carro permanece estacionado. Quem estaciona perto deles deve colocar um número determinado de moedas, de acordo com o tempo que vai demorar. O controle da operação é feito por moças, que são chamadas, na Inglaterra, de parking meter women (mulheres do parquímetro). Daí, Paul conta de onde surgiu lovely Rita:

– Eu estava brincando no piano, em Liverpool, quando alguém veio e me disse que nos Estados Unidos as mulheres do parquímetro são chamadas de meter maids (mais ou menos de donzelas do medidor). Achei aquilo demais e criei “Lovely Rita Meter Maid”. Ia ser uma canção de ódio: ’You took my car away and I’m so blue today’ (você levou meu carro embora e estou tão triste hoje). Ninguém ia gostar dela. Depois achei melhor amá-la, ainda mais se ela fosse meio maníaca e andasse com a bolsa no ombro, com um jeito meio militar. Ela pisa forte, mas é legal. Assim, Rita é adorável, apesar de controlar o estacionamento dos carros. O pente com papel foi usado para produzir o som “cha-cha-cha” (talvez, por falta de reco-reco na Inglaterra). O pianinho do meio da canção é feito por George Martin. No final, é Paul quem toca piano, num estilo jazzístico que seria repetido em “Magical Mystery Tour”. Logo que Rita sai de cena, o galo canta.

GOODMORNING, GOODMORNING

(Lennon-McCartney)

John Lennon: Vocais principais e backing vocal

Paul McCartney: Baixo, guitarra solo e backing vocal.

George Harrison: Guitarra solo

Ringo Starr: Bateria Sounds Incorporated: Três saxophones, dois trombones e um corne francês.

O canto do galo abre essa faixa animadíssima, com participação do Grupo Sounds Incorporated, muito amigo dos Beatles. Os vocais principais são de John, que conta de onde surgiu esse “bom dia” tão bem disposto. – Eu estava no piano, tentando criar alguma coisa, mas estava meio devagar. Aí ouvi na Tv esse ‘Good morning, good morning… ’, que é um anúncio de com flakes. E essa faixa é capaz de despertar qualquer um. O final é uma verdadeira parafernália sonora, com uma seqüência de efeitos que lembram uma fazenda no mais perfeito caos. As vacas mugem, os cavalos galopam e relincham atrás da raposa, os cães latem nervosos, passarinhos gorjeiam, o galo canta outra vez, há até uma fera (lobo?) na história. De repente, somos conduzidos direto do galinheiro para o teatro onde a banda se apresenta. É que George Martin conseguiu descobrir analogia entre o cacarejo da galinha e a primeira nota da guitarra na faixa seguinte. Resolveu, então, juntar as duas coisas. E lá vamos nós.

 

SGT.     PEPPER’S LONELY HEARTS CLUB BAND (REPRISE).

(Lennon-McCartney)

John Lennon: Maracas, guitarra solo e vocais principais.

Paul McCartney: Baixo e vocais principais.

George Harrison: Guitarra sol e vocais principais

Ringo Starr: Bateria.

Depois que a guitarra corta o cacarejo da galinha, Paul conta até quatro e a batida inicia a segunda versão da faixa titulo. Todos cantam juntos os vocais principais, num andamento acelerado, sem os metais da gravação de abertura. E a banda que se despede rapidinho e, antes que o som da música desapareça, em meio aos aplausos, entra a guitarra acústica da mais polêmica de todas as faixas.

 

 

A DAY IN THE LIFE.

(Lennon-McCartney)

John Lennon: Violão, vocais principais e piano(+)

Paul McCartney: Baixo, piano, vocais principais, piano(+)

George Harrison: Bongos e piano (+)

Ringos Starr: Bateria, maracas e piano (+)

George Martin: Harmônio (+)

Mal Evans: Voz contando, despertador e piano (+)

Músicos de estúdio: Orquestra de 41 músicos (+) Só são tocados nos acorde final.

A canção começa no meio dos aplausos da faixa anterior, com John Lennon no violão. Em seguida, Paul entra no piano e a voz rouca de John começa a cantar. (Sua voz é um dos pontos altos da canção e, no entanto, ele andava preocupadíssimo, achando que ela era péssima, pedindo a George Martin que a corrigisse eletronicamente e chegando a cantar através de um tubo de papelão). Quando ele diz “I’d love to turn you on” (eu adoraria te ligar), entra a orquestra que vai subindo na escala musical criando um efeito ligadíssimo, até parar de repente. Ouve-se o despertador, e Paul acorda, levanta, sai correndo, pega o ônibus, fuma e entra num sonho (“Woke up, fell out of bed” até “Went into a dream”). A música fica suave e meio onírica, com John cantando em “AA” e a orquestra outra vez. Seria o efeito produzido pelo que Paul fumou? Tudo recomeça e, quando John repete “I’d love to turn you on”, a orquestra entra de novo, mas não pára dessa vez,  até o final da música, que é um acorde produzido por três pianos e um harmônico e dura cerca de 45 segundos. Nos discos ingleses, entra, em seguida, um tom de 20 mil Hertz, audível somente por cachorros – um gesto simpático para com esses animais; afinal, dizem que Londres tem três cachorros por habitantes. Mas a história não acaba aí. O sulco central do disco traz ruídos irreconhecíveis que já tiveram n interpretações – claro, rodando pra frente, pra trás, de todo o jeito. Isso, se seu toca-discos não for automático e a agulha permanecer sobre o disco até o fim (se tiver um toca-discos – vinil). Os “assassinos” de Paul ouviam, de trás pra frente, “Paul is dead” (prova irrefutável: “Paul está morto”); Paul contou que um grupo de fãs foi até a casa dele, cheias de risinhos, e disseram que tinham ouvido de trás pra frente e dava “We’ll fuck you like Superman”, ou seja, “Vamos foder vocês como super-homens”. Ele não acreditou, mas foi conferir e… – Lá estava, sem dúvida alguma… ‘We’ll fuck you like Supermen’. Eu pensei: ‘nossa, o que a gente pode fazer?” Na verdade, aquele finalzinho foi gravado na festa que aconteceu durante e depois das gravações de “A Day in the Life”, nos estúdios de Abbey Road. Estavam lá estrelas do astral de Mick Jagger e senhora (na época, a cantora Maranne Faithfull). A orquestra estava vestida a rigor e com máscaras fornecidas pelos Beatles. Esse momento, enquando tocavam trompete, foi tirada a última foto dos quatro com Brian Epstein no meio deles, antes de sua morte. Para gravar o som orquestral, George Martin avisou aos músicos que não havia partitura, mas que ele lhes indicaria quais as notas mais agudas e mais graves que cada um deveria tocar. É o resto era por conta deles. Essa parte foi gravada quatro vezes e reproduzida superposta com diferença de sincronização, a fim de se conseguir essa massa sonora compacta. A voz que se ouve contando pertence a Mal Evans. O despertador entrou sem querer e, como não era possível tirá-lo, acabou ficando e sendo aproveitado para o trecho de Paul. No final da gravação, lá pelas três da manhã, a festa rolava com muita bebida e roupas coloridas quando Ringo, diante do microfone, disse: – Acho que vou cair! E foi amparado por Mal Evans. Paul declarou à imprensa que a intenção de se referir a drogas existia nessa canção (e apenas nessa. O resto é elocubração de beatle-intérprete). – Mas queremos ligar você à verdade, mais do que à loucura. Assim se fechava a obra-prima desencadeadora de uma revolução que não encontrou substituta até o momento. O fecho foi um acontecimento cheio de surpresa e com muito estilo – como tudo que os Beatles fizeram. A BBC proibiu a canção.

Por Marina Sanches – @sancmarina.

 

101 FATOS E CURIOSIDADES SOBRE BEATLES

OS BEATLES POR ELES MESMOS – MARTIN CLARET
Outro dia, revirando o Baú atrás de algo que fosse velho e inédito, encontrei alguns volumes da coleção “O Autor Por Ele Mesmo” lançados pela editora Martin Claret há mais de 20 anos. Tenho cinco números: “Beatles por eles mesmos”, “McCartney por ele mesmo”, “Lennon por ele mesmo”, “Elvis por ele mesmo” e “Raul por ele mesmo”. Como fazia anos que nem os via, resolvi ler todos novamente. O primeiro, claro foi o dos Beatles. Esses “livrinhos”, apesar das capas horrorosas, até que são bacaninhas e, pela época que foram lançados, chegam até a ser “ricos” em algumas informações. O dos Beatles foi compilado por Luiz Antonio da Silva, pesquisador e organizador. O livro traz um prefácio sobre a obra, um estudo sobre a Beatlemania assinado por Hunter Davis, perfis biogáficos de John, Paul, George e Ringo, entrevistas, depoimentos, discografia, filmografia e curiosidades.
No meio dessas curiosidades encontrei o texto “101 Fatos Que Você Não Sabia Sobre os Beatles” escrito por Garth Pierce, Judith Simons e David Wigg. O texto é divertidíssimo, cheio de erros, furos e informações truncadas, o que o torna ainda mais curioso e engraçado. Vamos conferir e dar umas risadas? Abração a todos!
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1 )  O relacionamento dos Beatles com os frequentadores do Cavern Club, em Liverpool, era tão estreito que qualquer um dos fãs podia localizar o número de telefone do grupo e conversar longamente com um deles.

2) “Pinwheel Twist”, uma das composições menos conhecidas de Lennon/McCartney, foi usada rapidamente em 1961 como um “spot” de gravação por Pete Best.

3) John editou o jornal da escola primária de Dovedale, quando tinha nove anos de idade.

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4) “Love Me Do” foi composta no verão de 1958 e apresentada para diversas gravadoras antes de sua prensagem definitiva, em 11 de setembro de 1962, em 17 sessões.

5) Percy Philips fez uma gravação de John, Paul e George como “The Quarrymen” em 1957. O “tape” foi desgravado.

6) Brian Epstein foi expulso do Liverpool College em 1944, com 10 anos de idade.

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7) Os Beatles fizeram fundo musical para uma “stripper” de nome Shirley em um clube de Hamburgo, em 1960.

8) No outono de 1960, John, Paul, George, Stuart Sutcliffe e Ringo acompanharam Lu Walters, do Rory Storm and the Hurricanes, em um 78 rpm gravado nos Akustik Studios, de Hamburgo, por 10 libras.

9) Os Beatles apareceram 294 vezes no Cavern Club entre dezembro de 1960 e agosto de 1963.

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10) Paul e John tocaram ao vivo como dupla no “pub” Nurk Twins em Bending, Berkshire, em 1960.

11) John dormia em um caixão de defunto quando passou a dividir um apartamento com Stu Sutcliffe, no Gambia Terrace, Liverpool, em 1960.

12) O jornal inglês “The Observer” informou, no dia 9 de fevereiro de 1964, que uma companhia americana estava fazendo 35 mil perucas dos Beatles por dia.

 

13) Os gritos de uma mulher sendo assassinada foram ignorados no Hilton Hotel de São Francisco em agosto de 1964. Pensaram que era apenas mais uma adolescente histérica recepcionando os Beatles.

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l4) “Lady Madonna” foi gravada por Paul com músicos de estúdio, e não pelos Beatles.

15) Depois de uma reclamação de Paul, Ringo deixou o grupo durante a gravação do “Álbum Branco”, em 1968. Voltou duas semanas depois.

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16) O “Álbum Branco” deveria se chamar “A Dolls House”(“Casa de Bonecas”, título de uma peça de Ibsen).

 

17) “Eleanor Rigby” originalmente se chamava “Daisy Hawkins”. Nenhum Beatle toca nesta faixa.

18) Um grupo com o nome de “The Bumblers” fez uma paródia dos Beatles lançada em disco em 1964. Integrantes: Bing Crosby, Frank Sinatra, Dean Martin e Sammy Davis Jr.

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19) O ator Geoffrey Hughes dublou a voz de Paul em “Submarino Amarelo”.

20)”Sergeant Pepper\s Lonely Hearts Club Band” deveria se chamar “Dr. Pepper”, mas o título foi mudado por causa de um refrigerante americano do mesmo nome. O álbum foi produzido em 700 horas.

21) John gravou deitado no estúdio o vocal de “Revolution”.

 

22) Os Beatles apareceram 84 vezes na TV. A primeira vez foi em 1959: John, Paul e George apareceram como Johnny & The Moondogs

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23) Nos oito anos que os Beatles lançaram compactos na Inglaterra, estiveram com um disco nas paradas em 298 das 416 semanas.

24) Nos sete anos que lançaram compactos nos EUA, tiveram um disco nas paradas em 297 semanas das 364 disponíveis — além de um LP continuamente na lista dos mais vendidos.

 

 

25) The Quarrymen, The Rainbow, Johnny & The Moondogs, Long John e The Silver Beatles foram nomes usados pelos Beatles antes da escolha final.

26) The Ladders era o possível nome de um grupo a ser formado depois da separação dos Beatles, com John, George, Ringo e Klaus Voorman.

27) Os Beatles tiveram pelo menos seis bateristas – incluindo Pete Best – antes de se decidir por Ringo.

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28) Frank Sinatra e Dean Martin — apesar de muitos esforços e muito dinheiro envolvido — não conseguiram ingressos para o famoso concerto no Hollywood Bowl, em 1964.

29) No seu primeiro encontro com Brian Epstein, Paul disse: “Acredito e espero que vamos fazer sucesso como um conjunto. Quero ser uma estrela sozinho ou com os outros três”.

30) Freda Kelly, secretária do fã-clube dos Beatles, ganhava 6 libras e 50 por semana trabalhando para Brian Epstein como datilógrafa, em 1962.

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31) Um grupo de celebridades planejou colocar um anúncio de página inteira no “Times” a favor da legalização da marijuana. John, Paul e George assinaram, mas da primeira vez esqueceram o nome de Ringo. A imprensa quis saber por quê. Ringo respondeu: “Que anúncio? Ninguém me disse nada”.

32) Atrás do palco, no teatro Granada, em East Ham, no dia 9 de novembro de 1963, o produtor George Martin anunciou aos Beatles que “I Want To Hold Your Hand” já tinha um milhão de cópias encomendadas, o maior pedido na história da indústria discográfica britânica.

33) Durante a excursão americana de 1965, os Beatles tiveram que usar um avião bem antigo. George Harrison achou um pedaço de corda empoeirada dependurada de um rack. “É uma escada de emergência”, disse uma aeromoça. “Qual é o tamanho?”, perguntou Harrison. A aeromoça respondeu que era de 2 pés. “Então, hoje à noite, devemos voar para a Califórnia a 13 pés de altura, constantes”, concluiu o Beatle.

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34) Enquanto dirigiam a Apple, os Beatles aterrorizavam seus funcionários. Segundo o ex-assessor de imprensa, Derek Taylor, “eles despediram mais gente, comparativamente, do que qualquer empregador no mundo.”

35) John Lennon sempre quis desesperadamente ser magro. Mas Yoko diz que ele nunca conseguiu: “Mesmo quando ele era um Beatle tinha essa barriguinha debaixo do blusão.”

36) Depois que começaram a viver juntos, John disse para Yoko: “Sabe por que eu gosto de você? Porque você parece um cara travestido. É como se fosse um velho amigo”.

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37) Na primeira noite que Ringo Starr substituiu o conhecido Pete Best no Caven Club, os fãs chiaram tremendamente. A música foi afogada pelos gritos de “Queremos Pete”.

38) Brian Epstein, quando se tornou empresário do conjunto, confortou a tia de John, Mimi: “Prometo que John não vai sofrer. Ele é o único realmente importante”.

39) O contrato original de Epstein com os Beatles não tinha validade. Paul e George ainda eram menores de 21 anos, e suas assinaturas deveriam ser endossadas pelos pais.

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40) Os Beatles eram notavelmente impontuais em seus dias de Liverpool. Quando um deles faltava, Gerry Marsden (do Gerry & The Pacemakers) o substituía.

41) Epstein os obrigou a mudar sua marca de cigarro para Sénior Service. Woodbine, o que fumavam, era muito proletário.

42) Quando os Beatles conseguiram seu primeiro contrato com a Parlophone, era por apenas um penny por disco.

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43) Quando criança, Ringo teve péssima saúde. Aos seis anos, ficou em coma por várias semanas depois de uma operação de emergência. Aos 13 teve pleurisia e ficou em um sanatório por dois anos.

44) O primeiro casamento de John com Cynthia — que estava grávida de Julian (agora com 19 anos) — foi uma piada. Havia um conserto na rua, em frente do tabelião, com muita poeira. A recepção foi em um restaurante sem licença para servir bebidas alcoólicas: os brindes eram com água.

45) No início de 1963, com “Please Please Me” no 1º lugar nas paradas, os Beatles foram expulsos de uma festa dos Jovens Conservadores (ala jovem do Partido) porque estavam usando casacos de couro.
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46) O primeiro álbum dos Beatles foi completado em uma sessão de 13 horas no dia 11 de fevereiro de 1963. Tem 14 músicas.

47) Em maio de 1963, com um filho de apenas quatro semanas, John e Epstein foram passar uma semana de férias na Espanha.

48) Quando os Beatles desembarcaram nos EUA no dia 7 de fevereiro de 1964 – “I Wanna Hold Your Hand” estava em 1º lugar nas paradas, as primeiras palavras que ouviram foram de um policial: “Puxa, isso que é corte de cabelo!”.

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49) O veredito do “Herald Tribune” sobre o grupo, depois que 60% dos americanos os viram no Ed Sullivan Show, foi o seguinte: “75% publicidade, 20% corte de cabelo e 5% de lamentos cadenciados”.

50) A letra original de Paul McCartney para “Yesterday” começava assim: “Scrambled Eggs — Oh my baby how I love your legs”.

51) “I Want To Hold Your Hand”, o compacto dos Beatles que mais vendeu — 13 milhões em todo o mundo — foi composto na casa londrina de Jane Asher, na época a namorada de Paul.

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52) A respeito de “Love Me Do”, o primeiro compacto dos Beatles, lançado dia 5 de outubro de 1962, comenta Paul: “Eu estava aterrorizado, tremendo. Toda vez que ouço ainda lembro”.

53) Enquanto gravavam seus doze álbuns nos Estúdios Abbey Road, em Londres, os quatro costumavam relaxar desaparecendo no porão.

54) O pai de Ringo, Richard Starkey, ainda é um limpador de janelas em Crewe.(isso na época em que foi feito os 101 Fatos e Curiosidades sobre Beatles.)

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55) O grupo adorava sketches de comédia. Apareceu em vários programas do gênero na TV inglesa.

56) Quando John conheceu Yoko, quebrou todas as regras implícitas entre o grupo, trazendo-a para o estúdio de gravação.

57) Dois dos Beatles, Ringo e John, nasceram durante bombardeios alemães na Inglaterra.

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58) A criadora do corte de cabelo Beatles, a estudante de arte alemã Astrid Kirchner era namorada de Stu Sutclifte, o quinto Beatle, que morreu de uma hemorragia no cérebro, aos 21 anos.

59) A cada ano, apenas um buquê é colocado no túmulo de Brian Epstein em seu aniversário (dia 19 de setembro), por um amigo: Joe Flannery.

60) Ray McFall, proprietário do Cavem Club a princípio impediu os Beatles de tocar no local porque usavam jeans.

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61) Há apenas oito rostos desconhecidos entre as 68 fotografias na capa de Sgt. Pepper.

62) “Norwegian Wood” foi escrita por John sobre um de seus casos, descrevendo seus sentimentos sem que a esposa, Cynthia soubesse.

63) “I Feel Fine”, lançado em 27 de novembro de 1964, vendeu 800 mil cópias em cinco dias — ainda é o compacto que vendeu mais rápido na Inglaterra.

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64) Dick Rowe, o produtor da Decca que recusou os Beatles (que depois assinaram contrato com a Parlophone, um selo da EMI), salvou sua reputação contratando os Rolling Stones. Quem deu a dica foi George Harrison.

65) Logo depois do lançamento de ‘Love Me Do”, há pouco mais de 20 anos, os Beatles só conseguiam, nos shows, se apresentar antes das “estrelas” Robin Hall e Jimmy McGregor, cantores escoceses, no “pub” Corn Exchange, da Bradford.

66) O nome da família de Linda McCartney era Epstein. A família o mudou para Eastman. Não eram parentes de Brian.

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67) Mary, mãe de Paul, era uma enfermeira conhecida como “The Angel” em Liverpool. Ela morreu em 1956.

68) O último concerto dos Beatles ao vivo foi no Candlestick Park de São Francisco, no dia 29 de agosto de 1966.

69) A data oficial para o início da beatlemania foi 4 de novembro de 1963, quando os Beatles apareceram no Royal Variety Performance.

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70) Os Beatles nunca enviaram cartões de aniversário uns para os outros. “Nenhum de nós é sentimental”, disse George.

71) “Quando eram adolescentes, Paul e George tiveram uma briga por causa de Íris Caldwell — a irmã, dançarina, do líder do grupo pop de Liverpool, Rory Storm. Ela é a garota à qual se refere “Love Me Do”.

72) Os Beatles tinham apenas dois “roadies” (pessoal que cuida da parte técnica e montagem e desmontagem de equipamentos): Neil Aspinall e Mal Evans.

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73) A composição de Lennon e McCartney “World Without Love” — gravada por Peter e Gordon — foi registrada sob nomes falsos. O disco já estava nas paradas quando sua autoria foi revelada.

74) Pouco antes de “Love Me Do” se tornar um sucesso, Paul se empregou numa madeireira de Liverpool. Logo foi promovido a executivo.

75) George foi o primeiro Beatle a escrever sua autobiografia, “I Me Mine”. Uma cópia autografada está valendo hoje 184 libras.

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76) Em 1964, quando os Beatles foram para a Suécia, Ringo ficou com amigdalite e um baterista substituto, Jimmy Nicol, tocou com o conjunto por algumas noites. Nicol terminou ficando na Suécia.

77) Enquanto o Duque de Edimburgo estava excursionando pelo Canadá em 1964, foi-lhe atribuída a seguinte afirmação: “Os Beatles estão desaparecendo no momento”. Logo ele mandou um telegrama para Brian Epstein explicando que suas verdadeiras palavras foram: “Os Beatles não estão aparecendo por aqui no momento”.

78) Quando John estava estudando no Liverpool Art College, e Paul e George eram estudantes no Liverpool Institute, em 1958, encontravam-se para ensaiar no camarim das modelos.

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79) Ringo estava treinando para ser engenheiro quando deixou o emprego para uma temporada no Butlin’s, com Rory Storm, o qual deixou para se unir aos Beatles.

80) O maestro alemão Bert Kaempfert foi a primeira pessoa a assinar um contrato de gravação com os Beatles. Eles acompanharam o cantor Tony Sheridan.

81) Quando Brian Epstein viu os Beatles pela primeira vez, sua aparência o chocou. Sua primeira medida foi mandá-los cortar o cabelo — em seu próprio barbeiro.

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82) A primeira composição dos Beatles gravada em disco pelo contrato alemão foi um número instrumental de George Harrison, “Cry For a Shadow”.

83) Larry Parnes, o primeiro empresário de rock britânico, contratou os Beatles quando ainda eram os Silver Beatles para acompanhar uma de suas descobertas, Johnny Gentle, de Liverpool. Não houve uma segunda vez.

84) Os Beatles tocaram música de fundo para uma “stripper” de Hamburgo chamada Janice.

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85) Os Beatles só entraram uma vez em um concurso de talentos. Foram vencidos por uma senhora que tocava colheres.

86) A primeira união de John e Paul como dupla de compositores foi nos tempos de escola, em 1957, depois de apresentados pelo amigo comum Ivan Vaughan, em uma festa de igreja. Quando “Love Me Do” foi gravada, já tinham mais de 70 músicas.

87) Quando os Beatles foram para a índia em 1967 para estudar com o Maharishi, o primeiro a voltar foi Ringo. “Foi ótimo. Igualzinho ao Butlins (um ‘pub’ de Liverpool)”.

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88) Nos primórdios da fama, os Beatles sempre viajavam para seus compromissos em um Austin Princess, dirigido por um certo Brian Corbett, por eles chamado “The Big Cockney”. Era de Southampton.

89) O primeiro nÃo-Beatle a fazer sucesso com uma canção da dupla Lennon/McCartney foi Billy J. Kramer, com “Do You Want To Know A Secret”, em 1963.

90) Por volta de março de 1966, a retirada oficial de cada Beatle por concerto era de mil libras, mais uma porcentagem que chegava a triplicar essa quantia.

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91) A primeira mulher de George, Patti, apresentou os Beatles ao Maharishi.

92) Em julho de 1964, John comprou sua primeira casa, em Weybridge, Surrey, por 20 mil libras.

93) Por algum tempo, todos os quatro Beatles foram vegetarianos. Também passaram por uma fase de só tomar chá e outra de uísque com coca-cola.

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94) A revista oficial do fã-clube dos Beatles se chamava “Beatles Monthly”. O último número apareceu em dezembro de 69, ao preço de dois shillings. Reeditada alguns anos depois, agora cada número custa 80 pence (aproximadamente 350 cruzeiros).

95) O primeiro Beatle a se cansar de viajar com a banda foi George Harrison.

96) John estudou no Colégio Quarrybank de Liverpool, notório por formar políticos.

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97) Antes de levar os Beatles para os caminhos do sucesso, o produtor George Martin produziu o dueto Sophia Loren/Peter Sellers em “Goodness Gracious Me” e sucessos para Matt Monro, Bernard Cribbens e Peter Ustinov.

98) Ringo é o único Beatle que se casou com uma das fãs do grupo. Ele conheceu sua primeira mulher, Maureen, da qual tem três filhos, no Cavern Club, quando ela era uma cabeleireira de 16 anos de idade.

99) Ron Kass, agora marido e empresário da atriz Joan Collins, foi executivo-chefe da Apple.

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100) Quando Paul recebeu seu primeiro extrato bancário de um milhão de libras, o mostrou, orgulhoso, para um de seus empregados na Apple, que ganhava 30 libras por semana.

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101) A primeira canção escrita por Paul foi “My Little Girl”, de  55.

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FONTE: BAÚ DO EDU.

Por Marina Sanches – @sancmarina

 

FILMOGRAFIA BEATLES – 01.

ALL THIS AND WORLD WAR II – 1976

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D – Susan Winslow.

Cor, P/B-88 min.

Um bizarro documentário  justapõe algumas canções dos Beatles (interpretadas pelos Bee Gees, Tina Turner, Leo Sayer, Bryan Ferry, Frank Vallli e Elton John) com imagens da Segunda Guerra Mundial.

BEATLEMANIA – 1981

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D – Joseph Manduuke

Elenco – Mich Weissman, Tom Teeley, David Leon, Ralph Castelli.

Cor – 95 min.

O musical que fez muito sucesso no teatro transferido para o cinema. Quatro músicos vestidos e cantando como os Beatles ou quase.

 

BIRTH OF THE BEATLES – 1979

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D – Richard Marquand

Elenco – Stephen Machenna, Rod Culvertson, John Altman.

Co – 104 min.

Focaliza o periodo que vai da formação dos Beatles até o começo do sucesso. Embora os Beatles tenham tentado impedir a produção deste filme feito para TV americana, o resultado não é mau. Muitos sucessos dos Quatro Cabeludos são interpretados por um conjunto chamado Rain.

 

 

BORN TO BOOGIE – 1972

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Musicians Ringo Starr and Marc Bolan (1947 - 1977) during the making of the Apple Corps concert film 'Born to Boogie', 1972. (Photo by Estate Of Keith Morris/Redferns/Getty Images)

Musicians Ringo Starr and Marc Bolan (1947 – 1977) during the making of the Apple Corps concert film ‘Born to Boogie’, 1972. (Photo by Estate Of Keith Morris/Redferns/Getty Images)

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D – Ringo Starr.

Elenco – Marc Bolan, T. Rex, Ringo Starr.

Cor – 67 min.

Documentário sobre Bolan o T. Rex, onde Ringo usou um estilo semelhante ao de Magical Mystery Tour.

 

CANDY – 1968

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D – Christian Marquand.

Elenco – Ringo Starr, Ewa Aulin, Marlon Brando, Richard Burton, Walter Matthaw, Elsa Martineli, John Huston, Anita Pallenberg.

Cor – 124 min.

Candy (Ewa Aulin) é uma inocente garota que, enquanto se aventura em busca da verdade espiritual, vai sendo seduzida por uma galeria de tipos. Ringo Starr faz o papel de um jardineiro mexicano. Trilha sonora de Steppenwolf e Byrds.

CAVEMAN – 1980

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CAVEMAN, Ringo Starr, Barbara Bach, 1981, (c) United Artists

CAVEMAN, Ringo Starr, Barbara Bach, 1981, (c) United Artists

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CAVEMAN, Ringo Starr, John Matuszak, 1981, (c) United Artists

CAVEMAN, Ringo Starr, John Matuszak, 1981, (c) United Artists

 

D – Carl Gottieb

Elenco – Ringo Starr, Barbara Bach.

Cor – 91 min.

Atouk (Starr) é um homem das cavernas que abandona a sua tribo para formar a sua própria sociedade pré-histórica, que depois acaba descobrindo a música através de uma inesperada jamsession na Idade da Pedra.

Fonte: Revista Três Editores.

 Por Marina Sanches – @sancmarina

 

“Chains” – “Uma das músicas preferidas dos grupos de Liverpool”.

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É uma canção composta por Gerry Goffin e Carole King, que na época eram marido e mulher. A canção fez pouco sucesso com Little Eva, the Cookies, e mais tarde foi regravada pelos Beatles.

“Chains” era uma das músicas preferidas dos grupos de Liverpool durante 1962, e foi incluída pelos Beatles em seus shows da época. Os Beatles a gravaram em 11 de fevereiro de 1963 e a lançaram no primeiro álbum da banda, Please Please Me. Foi a primeira de duas canções do álbum em que George Harrison foi o vocalista principal.

 

Por Marina Sanches – @sancmarina.

Fonte: S.S.

“Anna (Go to Him)” – “Uma das favoritas de John”.

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É o nome de uma canção escrita por Arthur Alexander. Alexander lançou a canção como single pela Dot Records em 17 de setembro de 1962. Embora no título da canção está “go to him” na canção se canta “go with him”.

A canção era uma das favoritas de John Lennon, e tornou-se parte do repertório dos Beatles no início de carreira sendo lançada no primeiro álbum do grupo em 1963, Please Please Me. Nos Estados Unidos, a canção foi lançada no álbum The Beatles lançado em 22 de julho de 1963 e relançada no álbum The Early Beatles em 22 de março de 1965.

Os Beatles gravaram a canção no dia 11 de fevereiro de 1963 em três takes. No dia 17 de junho de 1963, os Beatles gravaram a música para o show na rádio BBC chamado Pop Go the Beatles. O show foi ao ar no dia 25 de junho. Eles a gravaram novamente no dia 1 de agosto para o show de rádio do dia 25 de agosto.

Por Marina Sanches – @sancmarina

Fonte: S.S.

A DAY IN THE LIFE – “Eu adoraria te ligar”.

20071019-c9John Sgt. Pepper's 1967the-beatles-london_13293_600x450

A canção começa no meio dos aplausos da faixa anterior, com John Lennon no violão.
Em seguida, Paul entra no piano e a voz rouca de John começa a cantar. (Sua voz é um dos pontos altos da canção e, no entanto, ele andava preocupadíssimo, achando que ela era péssima, pedindo a George Martin que a corrigisse eletronicamente e chegando a cantar através de um tubo de papelão).

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Quando ele diz “I’d love to turn you on” (eu adoraria te ligar), entra a orquestra que vai subindo na escala musical criando um efeito ligadíssimo, até parar de repente. Ouve-se o despertador, e Paul acorda, levanta, sai correndo, pega o ônibus, fuma e entra num sonho (“Woke up, fell out of bed” até “Went into a dream”). A música fica suave e meio onírica, com John cantando em “AA” e a orquestra outra vez. Seria o efeito produzido pelo que Paul fumou?

Em estudio Londres 1967The Beatles - B&W - Sgt Pepper - Abbey Road 67 - C Apple Corps Ltd
Tudo recomeça e, quando John repete “I’d love to turn you on”, a orquestra entra de novo, mas não pára dessa vez,  até o final da música, que é um acorde produzido por três pianos e um harmônico e dura cerca de 45 segundos.
Nos discos ingleses, entra, em seguida, um tom de 20 mil Hertz, audível somente por cachorros – um gesto simpático para com esses animais; afinal, dizem que Londres tem três cachorros por habitantes.
Mas a história não acaba aí.
O sulco central do disco traz ruídos irreconhecíveis que já tiveram n interpretações – claro, rodando pra frente, pra trás, de todo o jeito. Isso, se seu toca-discos não for automático e a agulha permanecer sobre o disco até o fim (se tiver um toca-discos – vinil). Os “assassinos” de Paul ouviam, de trás pra frente, “Paul is dead” (prova irrefutável: “Paul está morto”); Paul contou que um grupo de fãs foi até a casa dele, cheias de risinhos, e disseram que tinham ouvido de trás pra frente e dava “We’ll fuck you like Superman”, ou seja, “Vamos foder vocês como super-homens”. Ele não acreditou, mas foi conferir e…
– Lá estava, sem dúvida alguma… ‘We’ll fuck you like Supermen’. Eu pensei: ‘nossa, o que a gente pode fazer?”
Na verdade, aquele finalzinho foi gravado na festa que aconteceu durante e depois das gravações de “A Day in the Life”, nos estúdios de Abbey Road. Estavam lá estrelas do astral de Mick Jagger e senhora (na época, a cantora Maranne Faithfull). A orquestra estava vestida a rigor e com máscaras fornecidas pelos Beatles. Esse momento, enquando tocavam trompete, foi tirada a última foto dos quatro com Brian Epstein no meio deles, antes de sua morte.
Para gravar o som orquestral, George Martin avisou aos músicos que não havia partitura, mas que ele lhes indicaria quais as notas mais agudas e mais graves que cada um deveria tocar. É o resto era por conta deles. Essa parte foi gravada quatro vezes e reproduzida superposta com diferença de sincronização, a fim de se conseguir essa massa sonora compacta. A voz que se ouve contando pertence a Mal Evans. O despertador entrou sem querer e, como não era possível tirá-lo, acabou ficando e sendo aproveitado para o trecho de Paul. No final da gravação, lá pelas três da manhã, a festa rolava com muita bebida e roupas coloridas quando Ringo, diante do microfone, disse:
– Acho que vou cair!
E foi amparado por Mal Evans.

BUMZoyBIcAAuZVIMal Evans, Ringo and John, White Album Ses­sions, Abbey Road Stu­dios 1968
Paul declarou à imprensa que a intenção de se referir a drogas existia nessa canção (e apenas nessa. O resto é elocubração de beatle-intérprete).
– Mas queremos ligar você à verdade, mais do que à loucura.
Assim se fechava a obra-prima desencadeadora de uma revolução que não encontrou substituta até o momento. O fecho foi um acontecimento cheio de surpresa e com muito estilo – como tudo que os Beatles fizeram.
A BBC proibiu a canção.

Por Marina Sanches.

Fonte: S.S.