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“70 FATOS E CURIOSIDADES SOBRE PAUL McCARTNEY”.

FONTES: “THE BEATLES: THE BIOGRAPHY”, DE BOB SPITZ | “PAUL MCCARTNEY: MANY YEARS FROM NOW”, DE BARRY MILES | “FAB: AN INTIMATE LIFE OF PAUL MCCARTNEY”, DE HOWARD SOUNES | “THE COMPLETE BEATLES CHRONICLE:THE DEFINITIVE DAY-BY-DAY GUIDE TO THE BEATLES’ ENTIRE CAREER”, DE MARK LEWINSHON

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1 – “O nome completo dele é James Paul McCartney; filho de James “Jim” McCartney e Mary Patricia McCartney. Em 1997, a certidão de nascimento de Paul foi leiloada por US$ 84.146″.

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Paul and Mike

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2 – Seu pai não esteve presente no seu nascimento pois era bombeiro voluntário durante a 2ª Guerra. Ainda assim, foi um grande incentivador da veia artística de Paul. Jim tocava trompete e piano e chegou a participar da Jim Mac’s Jazz Band nos anos 1920.

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3 – Aos 14 anos, Paul ganhou um pistom do pai, mas quando o rock começou a se tornar popular, trocou por um violão Framus Zenith, pois percebeu que seria muito difícil cantar “com um pistom na boca”. Paul guarda esse violão em seu estúdio até hoje.

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4 – Quando conseguiu seu primeiro violão, Paul teve muita dificuldade para tocar e não entendia o motivo. “Não percebi que era por ser canhoto. Só descobri que usava o violão do lado errado quando topei com uma foto de Slim Whitman, que também era canhoto”.

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5 – Paul escreveu “When I’m sixty-four” em homenagem ao pai, quando tinha apenas 16 anos. Em 1967 ele resgatou a música para o álbum “Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band”.

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6 – Seu maior ídolo na época do colégio era Little Richard, o grande pioneiro do rock ‘n’ roll americano nos anos 1950. A primeira música que Paul cantou em público, sobre um palco, foi “Long Tall Sally”.

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7 – A primeira de composição de Paul foi “I lost my little girl”, escrita em 1956, quando tinha 14 anos, pouco depois da morte de sua mãe, Mary.

8 – A primeira banda da qual participou foi a Quarrymen. Ele se juntou ao grupo em outubro de 1957 e logo se aproximou do líder da banda, John Lennon. No início de 1958, Paul convenceu Lennon a aceitar como guitarrista um amigo de escola, George Harrison. John achava George muito novo – ele tinha apenas 14 anos na época – mas mudou de ideia ao vê-lo tocar. Pouco depois, é claro, o grupo mudaria o nome para The Beatles.

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9 – Mimi, tia de Lennon, não aprovava a amizade com Paul, pois ele era “da classe trabalhadora”. Já o pai de Paul afirmava que Lennon ainda iria criar problemas para o filho, mas permitiu que os Quarrymen ensaiassem na casa dele.

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10 – A primeira gravação de Paul foi “In spite of all the danger”, composta em parceria com George Harrison. A música foi gravada pelo Quarrymen.

11 – McCartney foi obrigado a tocar baixo nos Beatles quando Stu Sutcliffe, amigo de Lennon da escola de Arte, deixou a banda, em 1961. Lennon e Harrison se recusaram a abandonar a guitarra.

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12 – A primeira experiência de Paul com drogas foi na série de shows que os Beatles fizeram em Hamburgo, na Alemanha, bem no início da carreira, em 1960. Todos na banda tomavam o estimulante Preludin, para aguentar madrugadas inteiras tocando. O filme “Backbeat” detalha a turnê.

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13 – Em Hamburgo, eles ficaram hospedados e trabalhavam em condições precárias. Uma noite, Paul e Pete Best, primeiro baterista da banda, colocaram fogo no papel de parede do quarto onde dormiam. Não houve nenhum dano, mas os dois foram denunciados pelo senhorio, que era também o contratante dos shows, e passaram três horas na cadeia antes de serem deportados.

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14 – No início dos Beatles, usava um baixo Höfner 500/5 emprestado de Sutcliffe e depois comprou um modelo 500/1 para canhotos. O modelo da marca Höfner, em formato de violino, ganhou o apelido de Beatle Bass ou Cavern Bass, por ser o instrumento usado por Paul nos primeiros shows da banda, no Cavern Club.

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15 – Paul toca baixo, guitarra, violão, piano, canta… É um músico completo, mas autodidata, quase sem educação formal. Nos shows faz cerca de 20 trocas de instrumentos, se aventurando no bandolim e ukelele.

16 – Paul chegou a tocar bateria no início dos Beatles e voltou ao instrumento outras vezes, como em “Back In The U.S.S.R.”, “Dear Prudence” e “Wild Honey Pie”, do Álbum Branco (1968). Quando um jornalista perguntou a John se Ringo era o melhor baterista do mundo, ele disse que Ringo não era nem o melhor baterista dos Beatles.

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17 – MBE e o título de Sir

Como os outros três membros da banda, McCartney foi agraciado, em 1966 como Membro do Império Britânico. Porém, é o único membro dos Beatles a ostentar o título de “Sir“, honraria que lhe foi concedida pela Rainha em 1997. O título de Sir é mais distinto do que o de Membro do Império, por se tratar de um título nobiliárquico de mais alto valor, equivalente a “Cavaleiro do Império Britânico” (Knight of the British Empire). Apenas Paul McCartney recebeu a distinção, por isso, é incorreto chamar os outros membros da banda de “Sir”.

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18 – O artigo 5 do contrato de shows dos Beatles na turnê americana de 1965 determinava que os “artistas não seriam obrigados a tocar perante uma audiência segregada”. Pouco depois, Paul escreveria a música “Blackbird”, sobre os direitos civis das mulheres negras nos EUA.

19 – “Martha my dear” teve o nome inspirado na cadela Martha, da raça pastor inglês, mas a letra fala sobre o fim do relacionamento dele com a namorada Jane Asher. A moça também inspirou outras canções de Paul escritas para os Beatles, como “Here, there and everywhere”, “For no one” and “We can work it out”.

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20 – Todas as composições dos Beatles escritas por Paul ou John eram creditadas à dupla Lennon/McCartney. Muitas delas, no entanto, foram trabalhos solo de Paul, como “Blackbird”, “Can’t buy me love” e “Get back”.

21 – “Yesterday” – É a música mais regravada de todos os tempos, com mais de 2.200 versões. É o caso mais famoso de música creditada à dupla Lennon/ McCartney, mas composta apenas por Paul. Em 2000, ele pediu a Yoko Ono para mudar o crédito para McCartney/ Lennon na coletânea “The Beatles Anthology”, mas ela se recusou.

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22 – O filme “A Hard Day’s Night” (1964), primeiro estrelado pelos Beatles, ficou conhecido no Brasil como “Os Reis do iê-iê-iê” e em Portugal ganhou o inacreditável título “Os quatro cabeleiras do após-calypso”.

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23 – Paul foi o primeiro a se envolver num projeto fora dos Beatles. Ele compôs para o filme “The Family Way”, em 1966. A trilha sonora acabou lançada num disco de mesmo nome.

24 – Em outubro de 1969, surgiram rumores de que Paul havia morrido num acidente de carro. Mas em novembro a revista Life fez uma capa com ele e a família comprovando que o boato era falso. Mas nem todos acreditaram…

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25 – Em 1969 os Beatles precisaram contratar um administrador para a Apple, selo fonográfico do grupo, para evitar que a empresa fosse à falência. John sugeriu Allen Klein, mas Mick Jagger alertou Paul quanto a problemas que os Rolling Stones tiveram com o empresário. Paul se recusou a assinar contrato com Klein.

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26 – Apesar do clima religioso, “Let it be” foi inspirada na mãe de Paul, que também se chamava Mary, como a mãe de Jesus de Nazaré. Paul perdeu a mãe cedo, aos 14 anos, um dos pontos que o aproximaram de John na adolescência. Uma noite, em 1970, ele sonhou com a mãe enviando uma mensagem de sabedoria, “let it be”.

27 – Lennon já havia deixado os Beatles em setembro de 1969, mas foi McCartney quem fez o anúncio oficial do fim da banda, em 10 de abril de 1970. A notícia veio em formato de entrevista encartada em cópias do álbum “McCartney”, seu primeiro disco solo, que seria lançado uma semana depois.

Paul 72 - 1971Paul 57 - 1971capa do primeiro disco solo de Paul McCartney

28 – Em abril de 1970, Paul lançou seu primeiro álbum solo, “McCartney”, que vendeu mais de 10 milhões de cópias em todo o mundo. O disco, em que Paul gravou todos os instrumentos, traz o grande sucesso “Maybe I’m amazed”.

29 – Quando Paul lançou seu segundo álbum solo, “Ram”, seus ex-colegas dos Beatles acharam que várias músicas faziam referências depreciativas a eles. Paul garante que apenas dois trechos falam de John: “Em uma canção eu escrevi ‘too many people preaching practices’. Acho que esse é o verso. Ali havia alguma implicância com John e Yoko. Não havia nada mais no (Ram) sobre eles. Ah, tem ‘you took your lucky break and broke it in two'”. No álbum “Imagine”, de 1971, John devolveria a pancada com a música “How do you sleep?”.

30 – Ainda em 1971, Paul se juntou à esposa Linda e ao compositor Denny Laine, ex-vocalista do The Moody Blues, para montar a banda The Wings. O grupo ficou ativo de 1971 a 1980 e acumulou vários sucessos, como ‘My love”, “Jet” e “Band on the run”.

31 – Paul teve a ideia para o nome da banda enquanto rezava durante o nascimento de sua segunda filha, Stella. O parto foi complicado e Stella e Linda quase morreram. Enquanto rezava, a imagem de asas vieram à mente do músico, que resolveu batizar sua banda de Wings (asas, em inglês).

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32 – Em fevereiro de 1972, o Wings gravou a música “Give Ireland back to the Irish”, em protesto contra o massacre do Domingo Sangrento. A música foi proibida no Reino Unido.

33 – O primeiro disco de platina com os Wings veio em 1974, com o grande sucesso de “Band on the run”.

34 – Nas primeiras turnês com o Wings, Paul não tocava nenhuma música dos Beatles. Com o tempo, passou a inclui-las no show. Hoje toca até mesmo um medley que inclui trechos de “Give peace a chance”, de Lennon.

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35 – Paul e Lennon voltaram a tocar juntos apenas uma vez após o fim dos Beatles. Em 1974, John estava produzindo um disco de Harry Nilsson e Paul McCartney apareceu no estúdio com sua esposa, Linda. O resultado foi lançado como o bootleg “A toot and a snore”, em 1992. A banda tinha John, Paul, Stevie Wonder e Linda.

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36 – Em 1980, o Wings se reuniu para gravar novo disco, mas após a morte de Lennon, em 8 de dezembro, Paul não teve condições de continuar. Ele voltou a trabalhar no projeto em fevereiro, lançando o álbum “Tug of war” como projeto solo. O maior sucesso do disco é “Ebony and Ivory”, parceria com Steve Wonder.

37 – Pouco depois o Wings terminaria oficialmente, diante da relutância de Paul em se apresentar em público após o assassinato de Lennon.

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38 – Em 1988, Paul lançou o disco “CHOBBa B CCPP”, exclusivamente na União Soviética. O álbum trazia apenas covers de clássicos do rock’n’roll, como “Kansas City”, “Twenty Flight Rock”, “That’s All Right Mama” e “Summertime”. Em 1991, o disco foi lançado internacionalmente.

39 – Entre 1989 e 1990 Paul fez sua primeira turnê mundial em 10 anos. Foi também a primeira sob o seu nome como artista solo e um retorno às canções dos Beatles.

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40 – Em 1990 foi lançado o filme “From Rio to Liverpool”, que mostra a turnê de Paul pelo mundo, incluindo seu show no Maracanã, que teve o maior público pagante da história, com 184 mil pessoas no sábado (foram dois shows).

41 – Em 1991, a Royal Liverpool Philharmonic Society encomendou uma peça musical para marcar seu sesquicentenário. Em sua primeira incursão na música clássica, Paul escreveu a música “Liverpool Oratorio” com Carl Davis. Ele assinaria ainda “A leaf”, para piano solo, “Ecce Cor Meum” e “Standing stone”.

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42 – O quinto trabalho de Paul McCartney em música clássica foi “Ocean’s Kingdom”, encomendada pela companhia de balé de Nova York. O balé fala sobre o conflito entre o inocente e puro mundo do oceano e o ameaçador reino da Terra.

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43 – Paul exercita seu interesse por experimentações e música eletrônica no dueto Fireman, com Martin Glover, produtor e baixista do Killing Joke, mais conhecido como Youth. A banda tem três discos gravados, “Strawberries oceans ships forest” (1993), “Rushes” (1998) e “Electric arguments” (2008).

44 – Paul aparece no Guinness como “The Most Successful Composer and Recording Artist of All Time”. São 60 discos de ouro e mais de 100 milhões de álbuns e 100 milhões de singles vendidos.

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46 – Composta em parceria com Linda e com o ex-produtor dos Beatles George Martin, “Live and let die”, além de ter sido indicada ao Oscar de Melhor Canção, deu a Martin o Grammy pelo arranjo da música.

47 – Paul foi interpretado no cinema e na TV pelos atores Thomas Brodie-Sangster (“Nowhere boy”), Gary Bakewell (“Backbeat”), Mickael Sébastien Vitanza (“I’m not there”), entre vários outros.

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Thomas Brodie-Sangster – Nowhere boy

Gary Bakewell - Backbeat

Gary Bakewell – Backbeat

Paul McCartney - Gary Bakewell

Paul McCartney – Gary Bakewell

Mickael Sébastien Vitanza - I'm not there.

Mickael Sébastien Vitanza – I’m not there.

48 – Nem tudo que Paul fez deu certo. Em 1984, Paul McCartney escreveu, produziu e estrelou o filme “Give my regards to Broad Street”. As críticas foram péssimas e o público ignorou o filme. Mas a trilha sonora, com o guitarrista David Gilmour, do Pink Floyd, no hit “No more lonely nights”, foi elogiada.

49 – Como um bom inglês, Paul gosta de futebol e já esteve em estádios algumas vezes. Por influência da família ele torce para o Everton, mas já afirmou que também simpatiza com o Liverpool, pois são os dois clubes de sua cidade.

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50 – Em 1980 Paul passou 10 dias preso em Tóquio após ser pego com 218 gramas de maconha no aeroporto: “Eu sabia que não conseguiria arrumar nada para fumar por lá. Esse bagulho era muito bom para jogar privada abaixo, então resolvi levar comigo”.

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51 – Paul e sua primeira esposa, Linda, tornaram-se vegetarianos e defensores dos direitos dos animais num dia em que estavam comendo carneiro e o cantor viu pela janela carneiros no campo.

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52 – Durante suas turnês, os membros da equipe não podem comer carne. Nenhum alimento animal pode ser servido no backstage dos shows e também não pode haver nenhum móvel de couro ou origem animal. Mesmo os assentos de suas limousines não podem ser de couro.

53 – No quinto episódio da sétima temporada de “Simpsons”, Paul ajuda Lisa a se tornar vegetariana.

54 – Em 2006, Paul foi a Labrador, no Canadá, para protestar contra a caça de focas. Questionado quanto a importância econômica da atividade para a população local, afirmou que os pescadores deviam abandonar a caça e criar um negócio de proteção de focas.

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55 – Paul adora flores. Ele deixa isso bem claro em suas exigências para shows: “É muito importante usar uma florista com reputação”, que consiga lírios e rosas brancas com muita folhagem, pequenas gardênias e frésias de vários cores e tamanhos.

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56 – Mesmo após os desentendimentos com o Maharishi, guru indiano que recebeu os Beatles em sua academia no Himalaia, Paul seguiu adepto da meditação. Em 2009 participou com Ringo de um concerto em prol da fundação de meditação do David Lynch.

57 – Paul perdeu a mãe, Mary, com apenas 14 anos. Esse foi um ponto de aproximação com John, que também perdeu a mãe cedo. A esposa Linda morreu com 56 anos. As duas de câncer no seio.

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58 – Casou em 2002 com Heather Mills, ex-modelo e ativista dos direitos dos deficientes físicos. Ela perdeu a perna em 1993, atropelada por uma moto da polícia.

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59 – Já casado com Heather Mills, Paul se engaja em campanhas contra o uso de minas terrestres. Paul é patrono da ONG Adopt-A-Minefield, além de apoiar campanhas como a “Make poverty history”.

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60 – Paul pintou mais de 500 quadros. Ele começou a pintar em 1983 e fez sua primeira exposição em 1999, em Siegen, na Alemanha. As pinturas traziam retratos de Lennon, Andy Warhol e David Bowie, além de fotografias de Linda.

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61 – Nos anos 1980, Paul estabeleceu uma amizade Michael Jackson. A relação foi abalada quando Michael comprou em 1985 a empresa Northern Songs, estabelecida em 1969 para publicar as canções da dupla Lennon-McCartney, dando ao Rei do Pop os direitos sobre as músicas dos Beatles.

62 – Sua empresa MPL Communications tem os direitos de mais de 25 mil canções, entre elas as escritas por Buddy Holly, além dos direitos de musicais como “A Chorus Line” e “Grease”.

63 – Em 2006, Paul se divorciou de Heather Mills. No processo de divórcio, ela levou 23,7 milhões de libras (cerca de US$ 100 milhões). Paul ofereceu cerca de US$ 64 milhões.

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64 – Atualmente Paul é casado com Nancy Shevell. A cerimônia, em outubro de 2011, teve apenas 30 convidados.

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65 – Mary, a primeira filha, é uma famosa fotógrafa. A filha Stella é uma respeitada designer de moda. O filho James também músico e chegou a ser cogitado para um projeto de banda cover dos Beatles, com a participação dos filhos dos músicos originais.

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66 – Paul produziu um disco pro irmão, Michael McCartney, que assinava Mike McGear. Não fez muito sucesso. Leave it.

67 – Paul entrou no Hall da Fama do Rock duas vezes: Em 1988 com os Beatles e em 1999 como artista solo.

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68 – Quando o World Trade Center foi derrubado em 11 de setembro de 2001, ele estava em um avião pronto para decolar em Nova York. Foi forçado a ficar na cidade e organizou um concerto para as vítimas da tragédia no Madison Square Garden, com a participação de Elton John, David Bowie, Pete Townshend, Eric Clapton e Mick Jagger.

69 – Em 2008 Paul tocou pela primeira vez em Israel. Em 1965 os Beatles tinham um show marcado para Tel Aviv, mas os vistos foram cancelados junto com a turnê, pois o governo considerava a banda uma ameaça à moral dos jovens israelenses.

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70 – Em 4 de junho de 2012, Paul fez o show de encerramento da festa do Jubileu de Diamante da rainha Elizabeth II. Cantando em frente ao Palácio de Buckingham, ele apresentou clássicos de seu repertório, como “Let it be” e “Live and let die”.

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Por Marina Sanches – @MarinaS33296793

“CURIOSIDADES SOBRE PAUL McCARTNEY – 2”.

Paul e seu pai

 

5 – Paul escreveu “When I’m sixty-four” em homenagem ao pai, quando tinha apenas 16 anos. Em 1967 ele resgatou a música para o álbum “Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band”.

6 – Seu maior ídolo na época do colégio era Little Richard, o grande pioneiro do rock ‘n’ roll americano nos anos 1950. A primeira música que Paul cantou em público, sobre um palco, foi “Long Tall Sally”.

7 – A primeira de composição de Paul foi “I lost my little girl”, escrita em 1956, quando tinha 14 anos, pouco depois da morte de sua mãe, Mary.

FONTES: “THE BEATLES: THE BIOGRAPHY”, DE BOB SPITZ | “PAUL MCCARTNEY: MANY YEARS FROM NOW”, DE BARRY MILES | “FAB: AN INTIMATE LIFE OF PAUL MCCARTNEY”, DE HOWARD SOUNES | “THE COMPLETE BEATLES CHRONICLE:THE DEFINITIVE DAY-BY-DAY GUIDE TO THE BEATLES’ ENTIRE CAREER”, DE MARK LEWINSHON
Por Marina Sanches – @sancmarina

PAUL McCARTNEY.

Que tal darmos uma força para trazer Paul novamente ao Brasil, vamos compartilhem, de uma força, se você, como eu deseja que Paul e sua maravilhosa banda volte a nos encantar no Brasil, compartilhe.

 

Por Marina Sanches – @sancmarina

CAMPANHA #OneOnOne PAUL NO BRASIL- BEATLES AND PAUL McCARTNEY ARE LOVE.

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Nós de Beatles and Paul McCartney are Love sabemos que muitos já fizeram campanha para trazer Paul McCartney ao Brasil, mas mesmo assim decidimos fazer uma nova campanha para trazer Paul e sua Banda novamente ao nosso país, os que quiserem ver Paul novamente em nosso país com certeza vai apoiar e compartilhar, obrigada aos que apoiarem.

 

 

 

 

Por Marina Sanches – @sancmarina.

“McCartney”.

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É o nome do primeiro álbum solo do músico, multiinstrumentista e compositor, Paul McCartney após a separação oficial dos Beatles. Lançado em 17 de Abril de 1970 no Reino Unido, é conhecido pelo fato de Paul ter tocado todos os instrumentos e gravado todos os vocais para o álbum, com exceção de vocalizações que ficaram por conta de sua mulher na época, Linda McCartney.

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O álbum contém canções que foram compostas durante o período de retiro espiritual dos Beatles na Índia em 1968 que ficaram fora dos últimos discos do conjunto, uma música que Paul afirma ser da époda dos Quarrymen (conjunto anterior aos Beatles em parceria com John Lennon, posteriormente tendo George Harrison se juntado) escrita em 1959, e material novo. Segundo Paul, ele tocou baixo, bateria, guitarra, guitarra solo, piano, mellotron, órgão e xilofone de brinquedo.

No dia 20 de Agosto de 1969, os quatro Beatles realizaram a última sessão de gravação, tocando todos juntos, no Abbey Road para o disco, também intitulado Abbey Road. Ocorreram outras sessões de gravações após a data em que até três Beatles tocaram juntos, mas nunca mais como quarteto. Também em Agosto, realizaram a última sessão de fotos como Beatles, posando para as câmeras de Linda McCartney. Ringo Starr lembra que não estava combinado explicitamente que aquele seria o último disco dos Beatles, mas todos subentendiam e sentiam que seria.

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Naquela altura, todos os quatro Beatles estavam envolvidos em projetos parelelos. John Lennon já havia anunciado, em 1968, sua intenção de deixar o The Beatles e se dedicar à Plastic Ono Band em parceria com Yoko Ono. Já havia lançado três discos de música experimental e se apresentado fora dos Beatles, no The Rolling Stones Rock And Roll Circus fazendo Yer Blues, faixa do White Album dos Beatles, em 11 de Dezembro de 1968. Apresentara-se também no Sweet Toronto Festival em Setembro de 1969, antes do fim oficial dos Beatles. Também em 1969 John Lennon lançara singles com a Plastic Ono Band.

Ringo Starr também já trabalhava em seu disco solo, o Sentimental Journey, que seria lançado em Março de 1970, trazendo regravações de clássicos americanos dos anos 40 dedicados à sua mãe. O álbum trazia inclusive arranjos feitos por Paul para a faixa Stardust. George Harrison já havia lançado em 1968 seu disco de música experimental chamado Wonderwall Music, e em 1969, o Electronic Sound. Também estava trabalhando em seu disco triplo que se chamaria All Things Must Pass, o maior sucesso de sua carreira solo.

Os Beatles naquela altura já estavam separados de fato, mas devido às negociações contratuais de Allen Klein com a EMI, isso deveria ser mantido em segredo. É nesse contexto que o álbum McCartney vai surgir. Paul McCartney, passando por momentos de tristeza, retira-se para sua pequena fazenda na Escócia com a mulher, Linda, a enteada Heather e a filha recém-nascida Mary. McCartney, superando as inseguranças, volta antes do natal para Londres e começa a trabalhar no seu primeiro disco solo.

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Paul, vendo-se sem seus companheiros Beatles, sentia-se inseguro, pois nunca havia trabalhado como artista solo antes, e queria provar para si mesmo que ainda seria capaz de produzir música sem seus ex-parceiros. Então, fez o que todos já tinham feito, começa a gravar, sozinho, com seu próprio equipamento: um gravador de quatro canais, instrumentos e um microfone. Então, pronto o disco, Paul reaparece em público, lança seu disco em 17 de Abril, antes do disco dos Beatles, Let It Be, que ainda estava sendo finalizado desde Janeiro de 69, quebra o silêncio e anuncia o fim dos Beatles.

O grande sucesso do álbum ficou por conta da música “Maybe I’m amazed”, que poderia ter sido muito bem, na opinião dos fãs, o primeiro single “número 1” de Paul. A música é tida como um dos maiores sucessos Pós-Beatles de Paul, e foi repetidamete incluída nos repertórios de todas as suas excursões mundiais.

The Lovely Linda – 0:44

“That Would Be Something” – 2:39

“Valentine Day” – 1:40

“Instrumental”

“Every Night” – 2:32

“Hot as Sun/Glasses” – 2:07

Segundo Paul, ele compôs “Hot as Sun” na época do Quarrymen por volta de 1959

“Glasses”

“Junk ” – 1:55

Originalmente escrita em 1968 durante a viagem dos Beatles à Índia

“Man We Was Lonely” – 2:57

“Oo You” – 2:49

“Momma Miss America” – 4:05

“Teddy Boy” – 2:23

Originalmente escrita em 1968 durante a viagem dos Beatles à Índia

“Singalong Junk” – 2:35

“Maybe I’m Amazed” – 3:51

“Kreen-Akrore” – 4:15

Por Marina Sanches – @sancmarina.

Fonte: S.S.

NOTICIA BEATLES – Paul McCartney viveu crise nervosa pós-Beatles: ‘Linda me salvou’

RIO – Publicado pelo jornal inglês “The Sunday Times”, um trecho da biografia de Paul McCartney que está para ser lançada revelou detalhes de um período difícil da vida do músico. Segundo Tom Doyle, autor de “Man ??On The Run: Paul McCartney na década de 70”, o ex-beatle passou por uma crise nervosa quando o quarteto se dividiu e só superou a má fase graças aos cuidados de sua então esposa, Linda McCartney.

De acordo com o trecho do livro, após a separação dos Beatles, McCartney se “refugiou” em sua fazenda na Escócia, onde passou por um período de crise de identidade, regada pelo consumo excessivo de álcool e maconha. Ainda segundo a passagem, foi a primeira vez na vida de Paul em que ele se sentiu um completo inútil. Entrevistado por Doyle, Paul McCartney confirmou os tempos difíceis e apontou a responsável por sua salvação.

– Foi Linda quem me salvou e foi tudo feito em um contexto doméstico – afirmou.

Paul e Linda se casaram em 1969 e permaneceram unidos até 1998, quando ela faleceu por conta de um câncer de mama.

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Fonte: O GLOBO – Via e-mal.

Por Marina Sanches – @sancmarina

NOTICIAS BEATLES – JOHN LENNON & PAUL McCARTNEY.

O Black Album dos Beatles, produzido por Richard Linklater e Ethan Hawke para Boyhood.

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Acho difícil pra caramba escrever sobre Boyhood. Em poucas palavras, ficarei bastante surpreso caso veja algo melhor nos cinemas em 2014. O filme foi produzido ao longo de 12 anos por Richard Linklater. Com os mesmos atores, ele contou 12 anos da vida de uma família, focando no crescimento de um dos filhos. Ele começa com o garoto aos seis anos, com os pais recém-separados, e segue até os 18. O ponto é que esse esforço todo do Linklater para filmar ao longo de mais de uma década é quase detalhe quando o filme é projetado. A passagem é tão sutil que as vezes nem lembramos que estamos vendo o tempo passar de verdade na tela.

 

 

 

Quando o protagonista já tá lá pelos 15 anos o pai dele dá de presente para o garoto uma coletânea dos Beatles. O nome da mixtape presente no cd é Black Album e reúne as principais obras dos quatro Beatles após o término da banda. No entanto a coletânea foi produzida de verdade pelo Ethan Hawke, intérprete do pai do protagonista do filme, para sua filha na vida real. Fiquei sabendo dessa história via BuzzFeed, que publicou a carta produzida pelo ator para sua filha e adaptada para o personagem principal do filme, Mason. Na cena que o presente é mencionado, parte dessa explicação é citada pelo pai do garoto.

BLACK ALBUM

 

Segue a tradução da carta do personagem com a explicação do presente e em seguida a lista com todas as músicas dos três CDs da coletânea. O original, em inglês, tá lá no BuzzFeed:

 

“Mason,

Eu queria te dar de presente de aniversário algo que dinheiro não pode comprar, algo que apenas um pai pode dar para um filho, como uma relíquia de família. Isso é o melhor que consegui. E desde já, minhas desculpas.

 

Meu presente para você: O BLACK ALBUM DOS BEATLES.

 

O único trabalho do qual fiz parte e pelo qual sinto algum orgulho por envolver algo nascido em um espírito de colaboração – a ideia não pertence a ninguém especificamente, mas surge daquela magia criativa imprevisível que acontece quando energias colidem.

 

Isso é o melhor trabalho solo de John, Paul, George e Ringo pós-Beatles. Eu basicamente reuni a banda exclusivamente para você. Tem essa coisa que acontece quando você ouve muito dos trabalhos solos deles separadamente – muito Lennon: de repente há um pequeno clima de egocentrismo; muito Paul e pode ficar sentimental – vamos assumir, há um transtorno de personalidade meio patético aqui; muito George: ok, todos temos o nosso lado espiritual, mas só é legal por seis minutos, certo? Ringo: ele é engraçado, irreverente e cool, mas ele não consegue cantar – ele teve alguns hits nos anos 70 (até mais que Lennon), mas você não vai pra casa e se matar de ouvir um Ringo Starr do início ao fim, você simplesmente não vai fazer isso. Quando você junta os trabalhos deles, no entanto, quando você coloca um do lado do outro e deixa fluir – eles aprimoram-se e você começar a ouvir: O S B E A T L E S.

 

Apenas escute o CD inteiro, ok?

 

Acho que talvez seja o fato do Lennon ter sido baleado e morto aos 40 (um das últimas músicas compostas por ele foi Life Begins at 40, que ele escreveu pro Ringo – e eu não consegui me convencer a incluir a canção no mix pois ironia da situação ainda não é engraçada pra mim) e eu acabei de chegar aos 40 e isso resultou no BLACK ALBUM. Eu ouço essas canções e por alguma razão (talvez o sofrimento constante e transformador do divórcio com a sua mãe) me encho de tristeza pelo término amargo da amizade entre John e Paul. Eu sei, eu sei, eu sei, isso não tem nada a ver comigo, mas caramba, me explique mais uma vez porque o amor não pode durar para sempre. Por quê ficamos egoístas? Por quê eles ficaram? Por quê costumamos ver dons como possíveis ameaças e diferenças como deficiências? Por quê não conseguimos perceber que nossos atritos podem ser utilizados para polir as qualidades de outra pessoa?

 

Li uma história sobre a morte da mãe do John:

 

Ele era um adolescente revoltado – com um canivete no bolso, cigarro nos lábios e sexo na cabeça. No funeral da mãe desequilibrada e recém-falecida (que ele havia acabado de ficar mais próximo), ele – bêbado e puto – socou um membro da banda e deu o fora. Alguns anos mais novo, o Paul – um moleque que ainda não ligava muito pra garotas, ainda UNCOOL e presente na banda graças às suas habilidades com a guitarra apesar de ser meio infantil – correu atrás do John na rua dizendo: “John, por quê você está sendo tão babaca?”.

 

O John respondeu, “Minha mãe acabou de morrer, porra!”

 

E o Paul disse, “Você nunca perguntou sobre a minha mãe.”

 

“O que tem ela?”

 

“Ela também está morta.”

 

Eles se abraçaram no meio da rua. Aparentemente o John disse, “Podemos por favor começar uma porra de banda de rock’n’roll?”.

 

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Essa história respondeu a dúvida presente no meu cérebro ao longo de todo minha vida como ouvinte de música: Se os Beatles estiveram juntos ao longo de apenas 10 anos e os membros da banda eram tão novos ao longo desse período, como eles conseguiram escrever Help, Fool on the Hill, Eleanor Rigby, Yesterday, e A Day in the Life? Eles eram apenas caras de 25 anos cercados por garotas em frente aos seus hotéis e com direito ao tanto de champagne que um moleque consegue beber. Como eles conseguiram desenvolver suas mentes para feitos artísticos tão grandiosos?

 

Eles conseguiram pois estavam sofrendo. Eles sabiam que o amor não dura pra sempre. Eles descobriram isso ainda muito novos.

 

No BLACK ALBUM é possível ouvir os caras cantando sobre a vida adulta: casamento, paternidade, sobriedade, crescimento espiritual, a vacuidade do sucesso material – Starting Over, Maybe I’m Amazed, Beautiful Boy, The No No Song, God – e eles ainda estão plenamente conscientes desse fato: o amor não é eterno.

 

Eu não quero que isso seja verdade. Eu quero Lennon/McCartney escrevendo lindamente juntos para sempre, mas esse é o objetivo? Da mesma forma, se o objetivo de uma rosa fosse durar para sempre, seria feita de pedra, certo? Então como lidamos com essa ideia com graça e maturidade? Se você é romântico, como eu, é difícil não tentar encontrar algum indício da retomada da amizade entre eles. Todos os sinais apontavam para isso.

 

Quando Paul esteve no SNL recentemente, ele tocou praticamente apenas canções do Lennon. E ele fez isso explicitamente feliz.

 

Ouça Here Today do Paul.

 

Você consegue escutar Two of Us (a última canção que eles escreveram juntos) e não sofrer um pouco? O que estavam pensando aqueles dois garotos sem as mães, que outro dia estavam abraçados no meio da rua, quando eles escreveram “The two of us have memories longer then the road that stretches out ahead”?

 

A dinâmica da separação deles, como em qualquer divórcio, é um mistério. Alguns dizem que Paul, o pupilo, havia superado John, o mentor, e eles não conseguiam chegar a um novo equilíbrio. Outros dizem que o Paul era um pentelho que pegou todos os direitos das canções dos outros três. E ainda tem os que falam que sem o Brian Epstein não havia mediador entre os egos deles. Vai saber.

 

Eu toquei Hey Jude pra sua irmã outro dia e ela ouviu várias vezes. Contei pra ela que a música foi escrita por McCarney para o filho de Lennon após o divórcio de seu pai e ela prestou ainda mais atenção. O George uma vez disse que Hey Jude foi o início do fim dos Beatles. O Brian Epstein havia acabado de morrer e John e Paul estavam sozinhos para administrar o recém-criado selo Apple. Eles gravaram Hey Jude e Revolution como single. Normalmente, o Brian decidia qual música seria ladoA e qual seria lado B, mas agora estava por conta deles. O John acreditava que Revolution era uma canção de rock política importante e que eles precisavam se colocar como uma banda adulta. O Paul achava que Revolution era brilhante, mas os Beatles eram uma banda essencialmente pop e então eles deviam abrir com Hey Jude. Ele sabia que seria um hit monstruoso e que política deveria vir num lado B subversivo. Eles votaram. Hey Jude venceu por 3 a 1. O George disse que o John sentiu uma espécie de golpe de estado por parte do Paul. Ele não estava explicitamente triste, mas ele começou a recuar. Não era mais a banda dele.

 

A ironia/lição dessa história está em uma outra história que ouvi: assim que Hey Jude/Revolution ficou pronto, os garotos tiveram a ideia maquiavélica de levar o single novo para uma festa de lançamento do novo disco dos Rolling Stones. O Mick Jagger diz que assim que os quatro chegaram e deixaram escapar estavam com o single, todo mundo clamou por escutar tão logo terminou o lado um do disco dos Stones. Assim que os Beatles começaram a tocar, o single ficou virando de um lado pro outro. O lado dois de Beggar’s Banquet dos Stones jamais chegou perto da agulha.

 

Então não importa o quão louco o John fosse, ele não era tão louco assim…

 

Uma vez perguntaram ao John se ele voltaria a tocar com o Paul, ele respondeu: “A dúvida pra mim é o que tocar. É tudo pela música. Nós tocamos bem juntos – se ele tiver uma ideia e precisar de mim, eu estaria interessado”.

 

Eu amo isso.

 

Talvez a lição seja: o amor não dura pra sempre, mas a música que o amor cria talvez sim.

 

Eu e sua mãe não conseguimos fazer o amor durar pra sempre, mas você é a nossa música, meu amigo.

 

“And in the end, the love you take is equal to the love…”

 

Eu te amo. Feliz aniversário.

 

Seu Pai.”

 

 

Ufa. Demais né? As canções do BLACK ALBUM, com playlists que criei para cada um dos discos:

 

Boyhood Black Album

 

 

 

Disco 1:

1. Paul McCartney & Wings, “Band on the Run”

2. George Harrison, “My Sweet Lord”

3. John Lennon feat. The Flux Fiddlers & the Plastic Ono Band, “Jealous Guy”

4. Ringo Starr, “Photograph”

5. John Lennon, “How?”

6. Paul McCartney, “Every Night”

7. George Harrison, “Blow Away”

8. Paul McCartney, “Maybe I’m Amazed”

9. John Lennon, “Woman”

10.Paul McCartney & Wings, “Jet”

11. John Lennon, “Stand by Me”

12. Ringo Starr, “No No Song”

13. Paul McCartney, “Junk”

14. John Lennon, “Love”

15. Paul McCartney & Linda McCartney, “The Back Seat of My Car”

16. John Lennon, “Watching the Wheels”

17. John Lennon, “Mind Games”

18. Paul McCartney & Wings, “Bluebird”

19. John Lennon, “Beautiful Boy (Darling Boy)” 20. George Harrison, “What Is Life”

 

 

 

 

Disco 2:

1. John Lennon, “God”
2. Wings, “Listen to What the Man Said”
3. John Lennon, “Crippled Inside”
4. Ringo Starr, “You’re Sixteen You’re Beautiful (And You’re Mine)”
5. Paul McCartney & Wings, “Let Me Roll It”
6. John Lennon & The Plastic Ono Band, “Power to the People”
7. Paul McCartney, “Another Day”
8. George Harrison, “If Not For You (2001 Digital Remaster)”
9. John Lennon, “(Just Like) Starting Over”
10. Wings, “Let ‘Em In”
11. John Lennon, “Mother”
12. Paul McCartney & Wings, “Helen Wheels”
13. John Lennon, “I Found Out”
14. Paul McCartney & Linda McCartney, “Uncle Albert / Admiral Halsey”
15. John Lennon, Yoko Ono & The Plastic Ono Band, “Instant Karma! (We All Shine On)”
15. George Harrison, “Not Guilty (2004 Digital Remaster)”
16. Paul McCartney & Linda McCartney, “Heart of the Country”
17. John Lennon, “Oh Yoko!”
18. Wings, “Mull of Kintyre”
19. Ringo Starr, “It Don’t Come Easy”

 

 

 

Disco 3:

1. John Lennon, “Grow Old With Me (2010 Remaster)”

2. Wings, “Silly Love Songs”

3. The Beatles, “Real Love”

4. Paul McCartney & Wings, “My Love”

5. John Lennon, “Oh My Love”

6. George Harrison, “Give Me Love (Give Me Peace on Earth)”

7. Paul McCartney, “Pipes of Peace”

8. John Lennon, “Imagine”

9. Paul McCartney, “Here Today”

10. George Harrison, “All Things Must Pass”

11. Paul McCartney, “And I Love Her (Live on MTV Unplugged)”

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Abaixo o original:

Ethan Hawke’s Heartwarming Tribute To A “Boyhood” With Music

Ethan Hawke’s Black Album playlist, and how it feels to pass The Beatles on to your child.

Richard Linklater’s new movie Boyhood was shot over the course of 12 years and follows its protagonist, Mason Jr. (played by Ellar Coltrane), as he grows up.

Linklater recruited a team of young people to pick the songs that make up Boyhood’s ’00s-childhood-evoking soundtrack, which features Coldplay, Cobra Starship, and Vampire Weekend. But there’s one moment in the film dedicated to the kind of music that has no time stamp, always sounds good, and travels from one generation to another. In a scene celebrating Mason Jr.’s 15th birthday, he receives a mix CD from his father, Mason Sr., played by Ethan Hawke. Called The Black Album, it’s a compilation of the best of John, Paul, George, and Ringo’s solo work, post-Beatles.

Boyhood captures a family in chaotic real time, and as its actors aged over a decade-plus of filming, the movie absorbed some of their actual lives. The Black Album you see on screen originated IRL, as a real gift from Hawke to his oldest daughter Maya.

Hawke wrote the original version of these Black Album liner notes for his IRL daughter, then slightly retooled them while he was working on Boyhood. The result is a heart-wrenching reflection on the magic that can happen even after a family-type unit breaks up, and the special bond forged between parents and kids when the latter come to know, and respect, that the former are not perfect.

Mason,

I wanted to give you something for your birthday that money couldn’t buy, something that only a father could give a son, like a family heirloom. This is the best I could do. Apologies in advance.

 

I present to you: THE BEATLES’ BLACK ALBUM.

The only work I’ve ever been a part of that I feel any sense of pride for involves something born in a spirit of collaboration — not my idea or his or her idea, but some unforeseeable magic that happens in creativity when energies collide.

This is the best of John, Paul, George, and Ringo’s solo work, post-BEATLES. Basically I’ve put the band back together for you. There’s this thing that happens when you listen to too much of the solo stuff separately — too much Lennon: suddenly there’s a little too much self-involvement in the room; too much Paul and it can become sentimental — let’s face it, borderline goofy; too much George: I mean, we all have our spiritual side but it’s only interesting for about six minutes, ya know? Ringo: He’s funny, irreverent, and cool, but he can’t sing — he had a bunch of hits in the ’70s (even more than Lennon) but you aren’t gonna go home and crank up a Ringo Starr album start to finish, you’re just not gonna do that. When you mix up their work, though, when you put them side by side and let them flow — they elevate each other, and you start to hear it: T H E B E A T L E S.

Just listen to the whole CD, OK?

I guess it was the fact that Lennon was shot and killed at 40 (one of Lennon’s last fully composed songs was “Life Begins at 40,” which he wrote for Ringo — I couldn’t bring myself to include it on the mix as the irony still does not make me laugh) and that I just turned 40 myself that conjured this BLACK ALBUM. I listen to this music and for some reason (maybe the ongoing, metamorphosing pain of my divorce from your mother) I am filled with sadness that John & Paul’s friendship turned so bitter. I know, I know, I know, it has nothing to do with me, but damn it, tell me again why love can’t last. Why do we give in to pettiness? Why did they? Why do we so often see gifts as threats? Differences as shortcomings? Why can we not see that our friction could be used to polish one another?

I read a little anecdote about when John’s mother died:

He was an angry teenager — a switchblade in his pocket, a cigarette in his lips, sex on his mind. At a memorial service for his “unstable” and suddenly dead mom (whom he’d just recently been getting close to), he — pissed off and drunk — punched a bandmate in the face and stormed out of the memorial reception. Paul, several years his junior — a young boy, really, who didn’t yet care about girls, who was clearly UNCOOL, and who was let into the band despite his lack of badass-ness and sexual prowess due to the fact that even at 14 he could play the shit out of the guitar — chased John out onto the street saying, “John, why are you being such a jerk?”

John said, “My mum’s fuckin’ dead!”

Paul said, “You never even once asked me about my mum.”

“What about her?”

“…My mum’s dead too.”

They hugged in the middle of the suburban street. John apparently said, “Can we please start a fucking rock ‘n’ roll band?”

This story answered a question that had lingered in my brain my whole music-listening life: If The Beatles were only together 10 years and the members of the band were so young that entire time, how did they manage to write “Help,” “Fool on the Hill,” “Eleanor Rigby,” “Yesterday,” “A Day in the Life”? They were just 25-year-old boys with a gaggle of babes outside their hotel room door and as much champagne as a young lad could stand. How did they set their minds to such substantive artistic goals?

They did it because they were in pain. They knew that love does not last. They knew it as extremely young men.

With the BLACK ALBUM, we get to hear the boys write on adult life: marriage, fatherhood, sobriety, spiritual yearning, the emptiness of material success — “Starting Over,” “Maybe I’m Amazed,” “Beautiful Boy,” “The No No Song,” “God” — and still they are keenly aware of this fact: Love does not last.

I don’t want it to be true. I want Lennon/McCartney to write beautifully together forever, but is that really the point? I mean if the point of a rose was to last forever, it would be made of stone, right? So how do we handle this idea with grace and maturity? If you’re a romantic like me, it’s hard not to long for some indication of healing between the two of them. All signs point that way.

When Paul went on SNL recently, he played almost all LENNON. And he did it with obvious joy.

Listen to McCartney’s “Here Today.”

Can you listen to “Two of Us” (the last song they wrote side by side) and not hurt a little? What were those two motherless boys who hugged in the middle of the road so long ago thinking as they wrote “The two of us have memories longer then the road that stretches out ahead”?

The dynamic of their breakup, like any divorce, is mysterious. Some say that Paul, the pupil, had surpassed John, the mentor, and they couldn’t reach a new balance. Some say Paul was a little snot who bought the publishing rights out from underneath the other three. Others say without Brian Epstein there was no mediator between their egos. Who knows.

I played Samantha “Hey Jude” the other day, and of course she listened to it over and over. I told her the song had been written by McCartney for Lennon’s son after Lennon’s divorce and she listened even more intently. George once said that “Hey Jude” was the beginning of the end for the Beatles. Brian Epstein had just died and John & Paul were left alone to run the brand-new Apple label. They recorded “Hey Jude” and “Revolution” as a single. Normally, Brian would decide which song was the A-side and which was the B-side, but now it was up to the boys. John thought “Revolution” was an important political rock song and that they needed to establish themselves as an adult band. Paul thought “Revolution” was brilliant but that The Beatles were primarily a pop band and so they should lead with “Hey Jude.” He knew it would be a monster hit and that the politics should come on a subversive B-side. They had a vote. “Hey Jude” won 3-1. George said that John felt Paul had pulled off a kind of coup d’etat. He wasn’t visibly upset but he began to withdraw. It was no longer his band.

The irony/punch line of this story is another story I once heard: When the “Hey Jude”/”Revolution” single was hot off the press, the boys had the mischievous idea of bringing their own new single to a Rolling Stones record-release listening party. Mick Jagger says that once the Fab Four arrived and let word of their new single slip — just as Side 1 of the Stones’ big new album was finishing — everyone clamored to hear it. Once The Beatles were on, they just kept flipping the single over and over. Side 2 of BEGGARS BANQUET never even found the needle.

 

So no matter how mad John was, he wasn’t that mad…

 

Once when John was asked whether he would ever play with Paul again, he answered: “It would always be about, ‘Play what?’ It’s about the music. We play well together — if he had an idea and needed me, I’d be interested.”

 

I love that.

 

Maybe the lesson is: Love doesn’t last, but the music love creates just might.

 

Your mom and I couldn’t make love last, but you are the music, my man.

 

“And in the end, the love you take is equal to the love…”

 

I love you. Happy birthday.

 

Your Dad

 

Fonte: Oesquema – Ramon Vitral – Papo de Homem – Jader Pires – BUZZFEEED – Ethan Hawke.

Por Marina Sanches – @sancmarina.

NOTICIAS BEATLES – PAUL McCARTNEY

Paul McCartney retomará turnê pelos EUA

Paul 2014 Paul em Uruguay 2014. #OutThere 2

 

O cantor britânico Paul McCartney afirmou que já se sente melhor e que retomará turnê pelos Estados Unidos.

Londres – O cantor britânico Paul McCartney, que havia cancelado vários shows por conta de uma virose contraída no mês de maio, afirmou nesta quarta-feira que já se sente melhor e que retomará a turnê “Out There” pelos Estados Unidos, enquanto as demais apresentações canceladas serão reagendadas entre os meses de setembro e outubro.

“Eh! Como estão todos? Todo mundo esteve me perguntando como me sentia. Me sinto muito bem e obrigado por perguntar”, afirmou o ex-Beatle em um breve vídeo postado no YouTube. McCartney, de 71 anos, voltará aos palcos no próximo dia 5 de julho em Albany (Nova York).

Paul McCartney en Lima 2014 Paul McCartney en Lima 2014 Paul McCartney CANCELA SHOWS.

Por conta de um vírus contraído em meados de maio, além dos sete shows cancelados nos EUA, McCartney também cancelou várias apresentações no Japão e na Coreia do Sul. No Japão, inclusive, o cantor chegou a ser hospitalizado em um hospital de Tóquio.

A nova turnê mundial “Out There”, iniciada em maio de 2013, revisa toda sua carreira solo e também resgata alguns sucessos das bandas Wings e Beatles.

 

 

 

 

Fonte: Exame.com – Via e-mail

Por Marina Sanches – @sancmarina.