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“Revolution 9” – “E 9 é o dia do meu aniversário”.

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Uma faixa dos Beatles onde não há propriamente música. Trata-se de mais uma loucura de John Lennon, que falou o seguinte a respeito:

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– Foi um quadro inconsciente do que eu realmente acho que vai acontecer durante a revolução: fazer a faixa foi como desenhar uma revolução. Mixei uns 30 canais numa só faixa. Usei fitas com música clássica de trás pra frente, com vozes, coisas assim. Uma das fitas que usei trazia um engenheiro da EMI fazendo um teste e ele dizia: “Este é o texto da EMI série número 9”. Cortei tudo e deixei só “número 9” (number9), que repetido, assim fica engraçadíssimo. E 9 é o dia do meu aniversário, meu número de sorte e tudo, mas foi sem querer. Só depois que eu fiz a brincadeira é que percebi seu significado.

A faixa reúne efeitos sonoros, no estilo do álbum avant-garde Two Virgins, feito por John e Yoko (aquele que traz os dois em nu frontal na capa e nu dorsal na contracapa, inédito no Brasil). Os outros três participam, provavelmente através de fitas, com suas vozes em falas desconexas e Paul entra também com o piano. George Martin atuou na mixagem e edição, mas a criação original é de John e Yoko. A princípio Paul, George e Ringo não queriam a inclusão da faixa, mas acabaram cedendo. Apesar do que John falou a respeito, o resultado final parece mais com o som de um pesadelo do que com o quadro de uma revolução. Ou será que as duas coisas podem ser uma só?

 

Por Marina Sanches – @sancmarina.

Fonte: S.S.

“Revolution 9” – Uma faixa dos Beatles onde não há propriamente música – “Foi um quadro inconsciente…”

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REVOLUTION 9.

(Lennon-McCartney)

John Lennon: Voz, mixagem, edição.

Paul McCartney: Piano

George Harrison: Voz

Ringo Starr: Voz

Yoko Ono: Voz

George Martin: Mixagem e edição.

Uma faixa dos Beatles onde não há propriamente música. Trata-se de mais uma loucura de John Lennon, que falou o seguinte a respeito:

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– Foi um quadro inconsciente do que eu realmente acho que vai acontecer durante a revolução: fazer a faixa foi como desenhar uma revolução. Mixei uns 30 canais numa só faixa. Usei fitas com música clássica de trás pra frente, com vozes, coisas assim. Uma das fitas que usei trazia um engenheiro da EMI fazendo um teste e ele dizia: “Este é o texto da EMI série número 9”. Cortei tudo e deixei só “número 9” (number9), que repetido, assim fica engraçadíssimo. E 9 é o dia do meu aniversário, meu número de sorte e tudo, mas foi sem querer. Só depois que eu fiz a brincadeira é que percebi seu significado.

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A faixa reúne efeitos sonoros, no estilo do álbum avant-garde Two Virgins, feito por John e Yoko (aquele que traz os dois em nu frontal na capa e nu dorsal na contracapa, inédito no Brasil). Os outros três participam, provavelmente através de fitas, com suas vozes em falas desconexas e Paul entra também com o piano. George Martin atuou na mixagem e edição, mas a criação original é de John e Yoko. A princípio Paul, George e Ringo não queriam a inclusão da faixa, mas acabaram cedendo. Apesar do que John falou a respeito, o resultado final parece mais com o som de um pesadelo do que com o quadro de uma revolução. Ou será que as duas coisas podem ser uma só?

 

 

Por Marina Sanches – @sancmarina.