Arquivo mensal: julho 2017

SHE’S LEAVING HOME – A GAROTA QUE FUGIU DE CASA.

Beatles she's leaving home

George Martin disse que essa canção quase o fazia chorar. Certamente, ele não é o único a se sentir assim diante da triste história de uma jovem que foge da casa dos pais por falta de amor e atenção, deixando os velhos desnorteados – “we gave her everything Money could buy” (nós lhe demos tudo que o dinheiro pode comprar).
Na época em que fervilhavam os conflitos de geração e a exaltação do amor, essa balada à La McCartney veio a calhar. Paul disse que se baseou numa história real que leu no jornal.

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– A garota era bem mais jovem que Eleanor Rigby, mas é o mesmo tipo de solidão.
Paul faz os vocais principais em dois canais, com a voz de John entrando de vez em quando.

Melanie Coe

Foto de Melanie Coe no artigo do Daily Mail.

No dia 17 de fevereiro de 1967, o Daily Mail publicou um artigo sobre uma adolescente londrina de 17 anos que havia sumido de casa fazia mais de uma semana. O pai da jovem, aflito, afirmava: “Não consigo imaginar por que ela fugiria. Ela tem tudo aqui”. Em 1967, adolescentes fugindo de casa era um assunto comum. Como parte da criação de uma sociedade alternativa, o guru da contracultura Timothy Leary incitou seus seguidores a abandonarem as escolas e empregos. Como resultado, mais de 90 mil jovens rumaram em direção a São Francisco, centro do flower power. Esse artigo poderia ser apenas mais um se não fosse um leitor chamado Paul McCartney.

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O que ele não fazia idéia era que, incrivelmente, havia conhecido a garota em questão apenas três anos antes. Ela se chamava Melanie Coe, filha de John e Elsie Coe, que viviam em Stamford Hill, norte de Londres.

No dia 4 de outubro de 1963, os Beatles participaram pela primeira vez do Ready Steady Go! e, por coincidência, Melanie participava de um concurso de mímica. Paul McCartney escolheu Melanie como a melhor e a entregou o prêmio, sem imaginar que 3 anos depois faria uma música inspirada nela. Cada um dos Beatles deu a ela uma mensagem autografada. “Passei o dia nos estúdios ensaiando, então estive perto dos Beatles a maior parte do tempo. Paul não estava a fim de muito papo, e John parecia distante, mas passei um tempo conversando com George e Ringo”, ela conta.

 

Vídeo de Paul McCartney  entregando o prêmio para Melanie.

As únicas diferenças entre a história da garota e a música são que ela conheceu um homem em um cassino, em vez de “na loja de carros”, e que ela saiu de casa de tarde, enquanto os pais estavam no trabalho, em vez de pela manhã enquanto dormiam. “O impressionante sobre a música era quanto ele acertou sobre minha vida. Falava dos pais dizendo ‘we gave her everything money could buy’, o que era verdade no meu caso. Eu tinha dois anéis de diamante, um casaco de pele, roupas de seda e cashmere feitas à mão e até um carro”, diz Melanie. “Depois, havia um verso que falava ‘after living alone for so many years’, o que realmente me tocou porque eu era filha única e sempre me senti sozinha. Nunca tive diálogo com nenhum dos meus pais. Era uma batalha constante. Eu saí porque não conseguia mais encará-los. Ouvi a música quando foi lançada e pensei que era sobre alguém como eu, mas nunca sonhei que na verdade fosse sobre mim. Eu me lembro de pensar que não tinha fugido com um homem do mercado de automóveis, então não podia ser eu! Eu devia estar na casa dos vinte quando minha mãe disse ter visto Paul na televisão, e ele tinha dito que a música era sobre uma matéria de jornal. Foi quando comecei a dizer aos meus amigos que era sobre mim”. O caso de Melanie é exemplar do conflito de gerações do fim da década de 1960. Ela desejava uma liberdade da qual ouvira falar, mas que não tinha encontrado em casa. Seu pai era um executivo de sucesso, e a mãe, cabelereira. Tinham um casamento insosso e frágil. Eles não tinham religião e a coisa mais importante da vida era os status e o dinheiro. “Minha mãe não gostava de nenhum dos meus amigos. Eu não podia levar ninguém para casa. Ela não gostava que eu saísse. Eu queria atuar, mas ela não me deixou ir para a escola de teatro. Ela queria que eu fosse dentista. Ela não gostava de como eu me vestia. Ela não queria que eu fizesse nada que eu queria. Meu pai era fraco. Ele acatava qualquer coisa que minha mãe dissesse, mesmo que discordasse”, conta Melanie.

Foto de Melanie entregando uma flor para os soldados.

É a única faixa em que os Beatles não tocam nenhum instrumento, acompanhados por uma harpa e alguns violinos, tocados por Mike Leander.

 

Fonte: Som Três, Beatlepedia.

Por Marina Sanches – @sancmarina

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BEATLES DIA A DIA

29 de julho de 1967

Quinta semana do LP “Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band” em 1º lugar nos EUA.

 

Fonte: The Beatles Diary.

Por Marina Sanches – @sancmarina.

BEATLES DIA A DIA

29 de julho de 1964

Concerto no Ice Hockey Stadium, em Estocolmo, Suécia. John e Paul sofrem uma descarga elétrica quando tocam os microfones durante “Long Tall Sally”.

Fonte: The Beatles Diary.

Por Marina Sanches – @sancmarina.

“Ding Dong, Ding Dong”.

Música de George, escrita como uma canção de Ano Novo e lançada em dezembro de 1974 no álbum Dark Horse. Foi o álbum single no Reino Unido e alguns outros países europeus, e o segundo single, depois de “Dark Horse”, na América do Norte. Uma produção em larga escala, a música incorpora aspectos da técnica de Wall Spect’s Wall of Sound, particularmente suas gravações de Natal de 1963. Além disso, alguns biógrafos de George vêem “Ding Dong” Como uma tentativa de imitar o sucesso de dois hinos de glam

rock da época natalícia de 1973-74: ” Merry Xmas Everybody ” de Slade e Wizzard “I Wish It Could Be Christmas Everyday”. A música tornou-se apenas um golpe menor na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos, embora tenha sido um sucesso de mais de vinte em outros países do mundo.

George pegou as letras para “Ding Dong” das gravuras que ele encontrou em sua casa do século XIX, Friar Park, em Oxfordshire – um legado de seu fundador excêntrico, Frank Crisp. A canção “Ring out the old, ring in the new” refrain convidou a interpretação enquanto George distanciava-se de seu passado como membro dos Beatles, se despedindo de seu primeiro casamento. Como em grande parte do álbum Dark Horse, os sons de George na gravação foram prejudicados por uma condição de garganta, devido em parte ao fato de ter se sobrecarregado demais em projetos de negócios, como o gravador de discos recentemente lançado, Dark Horse Records.

No lançamento, a música encontrou uma resposta desfavorável de muitos críticos de música, enquanto outros consideravam sua simplicidade musical e lírica como um fator positivo para um sucesso pop contemporâneo. Pela primeira vez com um de seus singles, George fez um vídeo promocional para “Ding Dong”, que apresenta cenas dele em Friar Park, enquanto vestida com uma variedade de figurinos com temas de Beatle. A música ainda recebe o airplay ocasional durante a temporada de férias. O vídeo aparece no DVD no conjunto de oito anos de Apple Apple, 1968, que foi lançado em setembro de 2014.

Por Marina Sanches – @sancmarina

Fonte: S.S.

NOTICIAS BEATLES – PAUL McCARTNEY

Ringo Starr e Paul McCartney estão juntos em inédita com Joe Walsh.

Há alguns dias nós falamos por aqui sobre como Ringo Starr e Paul McCartney se lembraram dos seus tempos de Beatles e voltaram a colaborar em novas composições para um disco solo do primeiro.

Pois bem, uma nova amostra do que vem por aí é a canção “We’re On The Road Again”, que pode ser ouvida logo abaixo e conta com Ringo, Paul, Joe Walsh (Eagles), Edgar Winter e Steve Lukather (Toto).

O novo disco de Ringo Starr, Give More Love, será lançado em 15 de Setembro.

Fonte: Diario Online – Via e-mail

Por Marina Sanches – @sancmarina.

BEATLES DIA A DIA.

22 de julho de 1993

Em Londres, Paul posa para foto atravessando a famosa faixa de Abbey Road com um sheepdog descendente de Martha. A foto é para a capa do disco “Paul Is Live”. George aparece em Weston-Super-Mare, onde supervisiona as fases finais do livro “Live In Japan”.

 

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Fonte: The Beatles Diary.

Por Marina Sanches – @sancmarina

BEATLES DIA A DIA

22 de julho de 1968

Gravação de “Don’t Pass Me By” incluindo uma introdução, descartada posteriormente, chamada “A Beginning”. A sessão também é dedicada à “Good Night” com gravação do vocal de Ringo, coro e orquestra.

Beatles 183 - George, Ringo and John - White Album - sessions 1968 Ringo 100John e Ringo 6 - John and Ringo rehearsing 'Good Night' for the White Album

 

 

 

 

 

Fonte: The Beatles Diary.

Por Marina Sanches – @sancmarina